Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

RUMOS NOVOS - Católicos Homossexuais

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

Atentado: Xavier, o polícia morto em Paris tinha 37 anos e deixa um companheiro!

promo-police-5-696x463.jpg

Xavier Jugelé, o polícia assassinado ontem à noite em Paris tinha 37 anos. Era casado, sem filhos, de acordo com o ministério do Interior francês. Era membro da 32.ª companhia de direção da ordem pública e da circulação (DOPC) do serviço central de polícia de Paris.

 

Guardião da paz desde há 6 anos. Partiu para a Grécia para fazer a segurança dos migrantes aquando do afluxo migratório de 2015 e do ano passado. Xavier Jugelé, que deixa um companheiro, era membro da associação Flag !, que federa os polícias homossexuais.

 

Encontrava-se no interior da carrinha do DOPC, em conjunto com dois colegas, para efetuar a segurança do Campos Elísios, quando tombou sob as balas da Kalachnikov de um terrorista de 39 anos. O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou este ato sangrento.Karim Cheurfi que residia em Chelles, em Seine-et-Marne já tinha sido condenado a 15 anos de cadeia por ter atirado sobre um polícia nacional e sobre o seu próprio irmão.

 

Na próxima quarta-feira, polícias oriundos de toda a França, irão juntar-se na capital francesa.

 

IMG_0701.jpg

 

Artigo original: aqui.

 

Tchechenos Homossexuais Relatam Detenções, Espancamentos, Extorsão

B5040CBC-E916-4F47-9CD3-C08260ED6910_w1023_r1_s.jp

Autoridades locais na Tchetchénia estão alegadamente em busca de sangue quando se trata da homossexualidade. Grupos do Direitos Humanos e um grande jornal russo afirmam que, nos últimos meses, homossexuais chechenos têm sido presos, espancados, chantageados e mesmo mortos devido à sua orientação sexual.

 

O serviço de notícias russo RFE/RL falou com três homossexuais tchechenos que relataram na primeira pessoa as suas fugas do abuso que enfrentaram na república do sul da Rússia, onde a homossexualidade é estigmatizada e onde as denominadas mortes por honra postas em prática por membros da famíla não são coisa rara.

 

Em cada um dos casos, os nomes dos homens foram alterados como forma de proteger as suas identidades.

 

Said

A história de Said é uma história de chantagem e extorsão. Um grupo de “amigos” preparou-lhe uma armadilha em Outubro de 2016. Said tinha conhecido estes “amigos” há cerca de um ano e meio. Conviviam regularmente em casa dele até que um dia começou a chantagem: estes “amigos” exigiram-lhe 2,5 milhões de rublos (cerca de 45.000 euros) para que não divulgarem as gravações áudio e vídeo que tinham feito de forma oculta e que evidenciavam que Said é gay.


Said recusou-se a ser chantageado, vendeu o seu carro e fugiu. Primeiro para a cidade de Krasnodar e de lá para Moscovo. À família e amigos disse que tinha emigrado para a Europa.


Em Janeiro teve de voltar a Grozny, na Tchetchénia, por causa de problemas familiares. Nesse curto espaço de tempo que esteve na cidade foi visto por um agente da polícia conhecido dos chantagistas. Said conseguiu abandonar a cidade, mas pouco depois recebeu um telefonema da mãe a dizer-lhe que tinha a polícia em casa a perguntar por ele. OS homens arrancaram-lhe o telefone das mãos da mão da mãe de Said e perguntaram-lhe onde é que ele estava a viver. Said respondeu que estava em Krasnodar. A polícia disse que iria enviar um carro para ele regressar a Grozny. Said sabia exactamente por que razão eles estavam à sua procura e, por isso, recusou-se a voltar. Foi então que a polícia prendeu o seu irmão e disse que não iria libertá-lo até que ele voltasse a Grozny.


Said recebeu telefonemas de vários familiares, incluindo da sua irmã, que tentou convencê-lo a voltar. "A minha mãe não sabia nada sobre o que tinha acontecido. No começo eu não pude dizer, mas no fim eu acabei por dizer que era gay. Ao telefone a minha mãe disse-me que “isso não é um problema, só tens de vir para cá. Nós sabemos que não fizeste nada de mal, só tens de dizer que é tudo uma mentira e eles vão acabar por pedir desculpas a todos os membros da família. Said percebeu que a única coisa que a sua família queria era que ele voltasse, quer para obter informações ou então para matá-lo. Um familiar de Said, que é polícia, ligou-lhe e Said disse-lhe que era gay. A resposta foi: "Eu sei. Não podemos fazer outra coisa que não seja matar-te. "Said disse que voltaria e assim a sua família poderia levar a cabo um "crime de honra" para limpar o nome da família. Said pediu ao familiar que o matasse sem se aproximar dele. Mas ele sabia que este parente não o iria fazer, porque queria ter acesso à lista de contactos para encontrar outros homens gays.


Said nunca voltou a casa e hoje vive num país europeu. Não tem qualquer contacto com a sua família. A única coisa que sabe através de um conhecido em Grozny é que o seu irmão foi efectivamente preso e que a polícia, oficiais e membros do Ministério do Interior passam várias vezes pela sua casa para pressionar os seus familiares para que estes o convençam a voltar.


Said está há bastante tempo sem ter informações sobre a sua família e não pode telefonar-lhes porque teme que as chamadas estejam sob escuta. Desde que soube dos desenvolvimentos do que está acontecer na Tchetchénia através do jornal Novaya Gazeta e através dos grupos de defesa dos Direitos Humanos Said percebeu que os perfis dos seus amigos nas redes sociais desapareceram. “Acredito que alguns se estejam a esconder, mas a maioria terá sido vítima desta campanha anti-gay. Um dos meus amigos foi detido em Dezembro. Só o libertaram quando revelou o nome de todos os seus amigos. A última vez que falei com ele há um par de semanas, ele estava a chorar e disse-me que estavam à procura dele. Agora não sei onde é que ele está".Outro conhecido de Said foi preso e só voltou para a sua família apenas na condição de que o matassem. “Foi o tio dele que o matou. Isso sei de certeza, Tinha 20 ou 21 anos. "

Malik

O Said conseguiu escapar sem ser torturado. Infelizmente, Malik não teve a mesma sorte. Após ter enviado mensagens a um homossexual seu conhecido, acabou detido e passou 10 dias numa prisão secreta. “Vivíamos num grande quartel onde estavam 15 homossexuais e 20 toxicodependentes. No entanto, quando chegámos, a consideração pelos toxicodependentes aumentou significativamente, ao ponto dos mesmos terem sido autorizados a atormentar-nos.”


Diariamente Malik e os outros reclusos homossexuais eram espancados e humilhados. Foi-lhes atribuído a cada um nomes de mulher, eram forçados a dançar em frente uns dos outros e depois eram levados individualmente para outro edifício onde eram torturados. Malik contou que foi pontapeado e espancado com varas, para além de ter sido torturado com choques elétricos, através de grampos de aperto, que eram colocados nos dedos das mãos e dos pés.


Pediram-lhe também os contactos de outros homossexuais que poderia conhecer, mas ele teve tempo de apagar todas as informações que tinha no seu telefone e não deu qualquer informação, apesar das constantes ameaças de morte que lhe eram dirigidas. “Eu sabia que poderia não sair vivo, mas preferia morrer do que arruinar a vida de outra pessoa”.


Ele e todos os outros homossexuais dormiam num piso que se encontrava completamente vazio, ao contrário dos toxicodependentes, que dormiam em camas e podiam ir aos sanitários três vezes por dia. Uma de manha, outra à tarde e outra à noite. “Apesar de ser usual durante a noite abrirem as janelas, os toxicodependentes estavam agasalhados, ao contrário de nós, que não tínhamos nada para nos cobrir, pois até os nossos casacos nos tiraram”, relembra Malik.


Foi-lhe oferecida a possibilidade de comprar a sua liberdade pela quantia de 1 milhão de rublos (aproximadamente 16700 euros), mas Malik não tinha esse dinheiro. Para além disso, Malik acredita que o principal objectivo dos seus raptores não era apenas a extorsão. “Foi uma acção preventiva para parar a homossexualidade. Ouvi-os discutir entre si como é que eles deviam de lutar contra pessoas como nós. Até nos disseram para não o voltarmos a fazer”.


Dez dias depois todos os homossexuais foram colocados em fila e humilhados, um por um, na frente das respectivas famílias. Depois foram entregues às mesmas.


Malik foi levado para casa e escondeu-se no quarto. O pai de Malik foi ter com ele com um tubo de metal na mão. “Eu disse-lhe para esperar, tirei a minha camisa e mostrei-lhe que já estava coberto com hematomas e que não precisava de me bater mais. Ele saiu e não voltou a falar comigo novamente.”


Malik esperou que os seus ferimentos se curassem a depois fugiu de Grozny. Ele diz que não sabe o que aconteceu com os outros. Todos eles apagaram as suas contas da VKontakte (VK), uma rede social russa bastante popular. Depois viu na VK que estavam a dar as condolências aos familiares de um dos homossexuais que tinha estado preso com ele. Malik acredita que esta pessoa ter sido morta pela sua própria família de forma a limpar a honra.

Khasan

Khasan, 23 anos, saiu de casa como sempre fazia, levando às costas a sua pequena mochila. Mas em vez de ir para o trabalho, foi para o aeroporto e partiu, deixando Grozny – e a Tchetchénia – para sempre.


Olhando em retrospectiva para a sua situação, diz ter lido sobre as capturas em massa de homossexuais que, segundo algumas notícias, ocorreram no início de Março, mas não levou muito a sério. Khasan diz que pensava estarem a referir-se ao passado e a casos isolados. “Até que, no fim de Março, uma mulher ligou, a chorar, a soluçar, dizendo que o seu filho (amigo de Khasan) tinha desaparecido”, ele diz que “(Ela) perguntou se ele não estava em minha casa. Ele não estava. Ele tinha 19 anos. Ele é…vocês sabem”. Khasan não acaba a frase pois considera a palavra “gay” tabu.
Outros conhecidos começaram a desaparecer, acrescenta. “Eu não dormi durante muitos dias. Eu ficava à janela, à noite, à espera que eles (a polícia) viessem atrás de mim. Eu não comi nada todo o dia…estive a falar com um amigo no Whatsapp – ele tinha o meu número. Eles podiam aparecer a qualquer momento.”


Khasan já tinha sido capturado uma vez. No passado Outono conheceu um homem no VK (rede social russa equivalente ao Facebook), trocaram mensagens durante um mês e combinaram encontrar-se. Quando finalmente o viu, apercebeu-se que aquele homem não tinha enviado fotos suas. Mas o homem alegou não ter enviado fotos reais por medo.


“Ele disse, ‘Vamos para a minha casa’. Disse que tinha um apartamento em Grozny, mas que não estava vazio e que tinha um outro fora da cidade”.


“Eu disse ‘Ok, vamos lá’. Entrei no carro. Ele conduziu. Nós estávamos a conversar normalmente. Nada sugeria que eu viesse a ser capturado” Khasan recorda que “depois, ele virou para uma floresta e eu vi três pessoas. De imediato percebi que era uma armadilha. Fiquei em choque. Eu disse ‘Por favor, não precisas de fazer isto’ e ele respondeu ‘Vamos falar sobre isso agora’”.


Khasan diz que os três homens que estavam na floresta estavam vestidos com uniformes militares pretos com insígnias e riscas – ele reconheceu-os como oficiais da SOBR (unidade de polícia especial do Ministério interior).
“Eles despiram-me. Um filmou-me com o seu telemóvel. Três deles bateram-me. Pontapearam-me e partiram-me o maxilar. Disseram que eu era gay e que não deve haver defeitos destes na Tchetchénia”.


Levaram o telemóvel de Khasan, que tinha os contactos de amigos e familiares. Eles ameaçaram pôr o vídeo na Internet e pediram 300.000 rublos (aproximadamente 5000 euros) em troca do seu silêncio.


Quando chegou a casa, diz que ninguém viu os ferimentos no seu corpo. Diz ter contado à família que partiu o maxilar numa luta. Khasan teve dois meses para juntar o dinheiro. Ele vendeu o computador e pediu a restante quantia a familiares sob forma de variados pretextos.

 

ARTIGO ORIGINAL PODE SER CONSULTADO AQUI.

O Vaticano dá tratamento de "consorte" ao companheiro do Presidente do Luxemburgo

Vaticano-1.jpg

O Presidente do Luxemburgo, juntamente como seu companheiro, foram recebidos pelo Arcebispo Gaenswein, prefeito da Casa Pontifícia, antes de iniciarem a reunião de líderes europeus.

 

Por altura do 60.º aniversário do Tratado de Roma (celebrado no passado dia 25 de março), o Papa Francisco realizou, no Vaticano, um encontro com os vinte e sete líderes europeus. Entre os convidados encontrava-se o primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, que esteve presente acompanhado pelo seu companheiro, Gauthier Destenay.

 

O protocolo da Cidade do Vaticano deu o mesmo tratamento ao casal formado por Bettel e Destenay, que ao casamento de Orbán, formado pelo presidente húngaro e esposa.

 

«Foi um enorme prazer e uma grande honra para mim e para Gauthier sermos recebidos pelo chefe da igreja Católica. XB» https://t.co/v4lF5AppIM 

XB.jpg

 

 

Mensagem Quaresmal da Assistência Religiosa Nacional do Rumos Novos

Caríssimos irmãos e irmãs:

 

FP.jpg

O tempo quaresmal, no qual o Outro e a Palavra são Dom, segundo o Papa Francisco, convida-nos a ler e meditar a Parábola do Filho Pródigo (Luc.15;11-32).

 

É uma bela história na qual Jesus nos mostra o tamanho da misericórdia divina diante dos nossos pecados e fraquezas, mostra um Pai muito rico, riquíssimo em perdão, para àqueles/as que o buscam.

 

Olhemos mais de perto os personagens: o filho mais jovem, o Pai e o filho mais velho.

 

O filho mais jovem (o pródigo)

O filho mais novo foi ter com o pai e pediu sua parte da herança. A decisão do filho é a de não se importar mais com a vida do seu pai. Mas o pai, mesmo triste e magoado, deu-lhe a parte da herança que lhe cabia e, sem o impedir, ou questionar, deu-lhe a liberdade de escolha. O jovem deixou a família, partiu e gastou tudo, com orgias e desejos materiais, porém o dinheiro acabou e com ele os amigos do momento.

 

Imaginemos quando ele foi dar comida aos porcos – comida que desejava – mas ninguém lhe dava… tendo chegado ao fundo do poço, abandonado e sem vida reconheceu a escolha errada e com humildade (mesmo que forçada) deixou-se levar até o limite da sobrevivência e pensou em ser simplesmente servo da família (queria ao menos ser como um dos empregados).

 

O pai rico em misericórdia

A parábola retrata o infinito amor compassivo de Deus, que transforma morte em vida. O Pai nunca baixa os braços, nem retira a sua bênção ou deixa de amar o seu filho. Deixou-o livre para escolher o caminho a seguir. Tudo o que o filho mais jovem fez foi perdoado, pois nunca deixou de ser um filho amado, apesar das suas muitas faltas. Enquanto o arrependido caminha receoso e lentamente, o perdão corre ao seu encontro. É o desejo do Pai, ver todos/as regressar a sua casa. O Pai não o julgou; nem perguntou por onde andou ou o que fez, apenas perdoou. Dá-lhe sandálias e o anel símbolos da dignidade reconquistada e do regresso à família. 

 

 

O filho mais jovem

O filho mais velho, o que ficou em casa cumprindo com as obrigações domésticas também precisa de conversão. Ele também, no seu íntimo, se afastou do Pai. Às vezes não queremos partilhar da alegria dos outros, temos o coração ressentido e sem interesse em perdoar. Não percebemos que “tudo que é do Pai é também nosso” e que os que ficaram na casa do Pai são da mesma família dos que retornaram, possuindo o mesmo património.

 

O Pai também deseja o regresso desse filho a quem disse: “estás sempre comigo”. O filho mais velho, mesmo sempre ao lado do Pai, ainda não aprendeu a perdoar como Ele; nem percebeu que “na casa do Pai há muitas moradas”. O seu dilema é aceitar ou rejeitar que o amor do Pai está acima de comparações.

 

Todos/as nós temos uma história de “filho pródigo para contar”... em vários momentos das nossas vidas nos afastámos do Pai. Neste tempo da Quaresma somos convidados a regressar à Casa do Pai e buscar o seu amor e perdão

 

Imaginemos a figura do pai observando o portão da casa, aguardando ansiosamente o regresso do/a filho/a, que corre ao seu encontro e que tem pressa…

 

O Pai que corre na direção de ambos os filhos chama-nos para voltarmos para casa onde todos/as são filhos/as amados/as incondicionalmente. É um Pai que espera o regresso dos/as filhos/as e que Lhe digam que O amam oferecendo um amor sem limites que abrange todo o sentimento de perdão da humanidade e está à disposição dos/as que se voltam para Jesus, “o Caminho, Verdade e Vida".

 

Boa caminhada quaresmal a todos e todas.

Muito convosco, a vossa

TC

Viver a Quaresma 2017

LevantaTeAnda.jpg

Amanhã, dia 1 de março, começamos a Quaresma, um caminho em direção à Páscoa, que temos de percorrer ao longo de quarenta dias.


Por isso é hora de nos colocarmos a caminho, de sair das nossas comodidades, do nosso imobilismo para ir ao encontro de Cristo ressuscitado e termos de ter esta experiência do deserto, um deserto que é o lugar da dificuldade, mas também o lugar da proximidade com Deus. Estejamos disponíveis para efetuar esta experiência de deserto que, como aconteceu com Israel, nos levará à Terra Prometida, antecipada na Páscoa.


A Palavra de Deus, ao longo da Quaresma, é a conversão e esta mais não é do que a mudança do coração, a mudança profunda e radical da pessoa. Porém, uma mudança verdadeira não se limita a gestos externos que podem ser muito apelativos, mas que bem lá no fundo nada significam. «Rasgai os corações, não as vestes». Conversão é abrirmo-nos a Deus de tal forma que possa arrancar de nós o coração de pedra e dar-nos um coração de carne.


Amanhã, quarta-feira de cinzas, receber a cinza é recordarmo-nos que também nós, católicos e católicas homossexuais, como todos os demais irmãos e irmãs, somos pó da terra. Porém, um pó amassado pelas mãos de Deus. Um pó que recebe o sopro de Deus para sermos seres vivos, imagens vivas de Deus. Escutemos as palavras «Converte-te e crê no Evangelho» e apliquemo-las na nossa vida para, desta forma, recuperarmos a semelhança divina.


Comecemos, então, a nossa caminhada em direção à Páscoa; em direção ao encontro com Cristo ressuscitado. Que a nossa atitude de conversão e fé ajude os nossos irmãos e irmãs a encontrarem-se também com o Senhor.

Dia de São Valentim

st-valentine.jpg

Namorados de boa parte do mundo trocam presentes neste dia 14 de fevereiro, em comemoração do Dia de São Valentim, um suposto mártir cujo aniversário a Igreja Católica deixou de celebrar a partir de 1969 por duvidar de sua identidade e até da sua existência.

 

Nas mais antigas listas de mártires, confecionadas nos primeiros séculos da era cristã, existem pelo menos três santos com nome de Valentim: dois bispos sepultados em diferentes locais da Via Flamínia, em Roma, e um terceiro que teria sido torturado e morto em África, todos eles lembrados em 14 de fevereiro.

 

 

ORIGEM CONTROVERSA

 

Os autores da Enciclopédia Católica afirmam que os dados que chegaram até aos nossos dias sobre esses três supostos mártires "carecem de valor histórico" por serem escassos, insuficientemente fundamentados e de data muito posterior à época em que se supõe que tenham vivido.

 

Ao longo dos séculos, esses três Valentins foram-se unificando na memória popular, dando lugar assim a um personagem, uma história e uma tradição que não pararam de se enriquecer ao longo dos séculos – até se tornar uma lenda sobre alguém que, de facto, nunca existiu.

 

 

FESTA

 

A festa de São Valentim é muito mais antiga do que o próprio cristianismo. A comemoração tem a sua origem nas festas Lupercais do Império Romano, rituais pagãos em homenagem a Fauno Luperco (referente a "lupus", lobo, ou Pã para os gregos). Essa entidade "protegia" os pastores e os rebanhos. As festas eram celebradas no dia 15 de fevereiro de cada ano, cinco semanas antes do início da primavera.

 

Por volta do fim do século V d.C., o Papa Gelásio I acolheu as lendas sobre São Valentim e instituiu a sua celebração em 14 de fevereiro, com a finalidade de apropriar para a Igreja a tradição das festas Lupercais, entretanto extintas.

 

No decreto papal explicava-se que São Valentim era um daqueles "cujos nomes são venerados pelos homens, mas cujos atos só Deus conhece", admitindo assim a absoluta carência de dados verossímeis sobre o assunto.

 

 

LENDAS

 

Entre as muitas lendas que surgiram ao longo dos séculos, destaca-se uma, segundo a qual Valentim teria sido um bispo cristão detido e torturado até a morte em 270 d. C. por ordem do imperador romano Cláudio II. Segundo essa história, transmitida oralmente e sobre a qual não há nenhum testemunho, o imperador Cláudio II, durante o seu governo, proibiu a realização de casamentos no reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, que não tivessem família, ou esposa, iam alistar-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano, de nome Valentim, continuou a celebrar, em segredo, casamentos, mesmo com a proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Artérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram se apaixonando e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo terá mesmo chegado a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “do seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro de 270, dando origem à tradição das cartas que em muitos países os namorados trocam no dia 14 de fevereiro.

 

No entanto, vários poetas medievais europeus enalteceram o florescimento do amor nesta data, lembrando que é quando os pássaros começam a formar casais no hemisfério norte. Isso alimentou as versões segundo as quais se tratava de um santo vinculado ao amor romântico. Outros dizem que o santo foi condenado à morte por celebrar casamentos em segrego sob o rito ainda clandestino dos católicos.

Como George Michael se tornou num dos mais importantes defensores mundiais dos direitos dos homossexuais

george-michael1.jpg

Apesar das vicissitudes da própria vida, George Michael tem sido louvado pelo seu trabalho como um destacado defensor dos direitos das pessoas homossexuais.

 

A estrela pop, que morreu de ataque cardíaco neste Dia de Natal, com 53 anos, foi um fervoroso apoiante das temáticas referentes às pessoas homossexuais, com alguns dos seus trabalhos mais famosos a solo relacionados com a sua própria sexualidade.

 

Ele assumiu-se como homossexual na sequência da sua detenção em Abril de 1998, por estar envolvido num “ato lascivo” em frente a um polícia à paisana em Beverly Hills.

 

Foi, então, multado em quase 600 € e 80 horas de trabalho comunitário, tendo afirmado mais tarde que nunca tinha tido qualquer problema moral com o facto de ser homossexual.

 

“Em alguns momentos pensei que estava apaixonado por uma mulher. Então apaixonei-me por um homem e apercebi-me que nada disso tinha sido amor.”

 

Admitiu numa entrevista de que os seus vinte e tal anos tinham sido um momento muito depressivo da sua vida depois de ter perdido o seu companheiro, o estilista Anselmo Feleppa.

 

George Michael afirmou ainda: “Tive o meu primeiro relacionamento aos 27 anos, porque somente aos 24 anos me consegui relacionar com a minha sexualidade.”

 

“Perdi o meu companheiro, devido ao HIV, e precisei de três anos para fazer o luto. Depois disso perdi a minha mãe. Quase que me senti amaldiçoado.”

 

George Michael deu ainda a cara num documentário sobre o HIV que coincidiu com o Dia Mundial Contra a SIDA no ano em que ele saiu do armário. O filme, Staying Alive, centrou-se sobre as experiências de seis jovens de diferentes países que estavam infetados ou eram afetados pelo HIV.

 

George Michael foi igualmente um apoiante apaixonado de eventos de caridade sobre o HIV.

 

Que descanse agora em paz, pois inspirou e continuará a inspirar muitos, ao mesmo tempo que a sua música viverá nos corações de nós todos e todas.

Os Homossexuais Católicos também são Igreja

God-Lovers.jpg

Ser homossexual significa estar arredado da participação ativa na sua comunidade paroquial; significa estar segregado, marginalizado.

 

Será porém este o ensinamento de Cristo? Será que o mesmo Cristo redentor que abençoou os puros de espírito, que chamou a Si todos os cansados e os oprimidos, que chamou todos sem exceção à sua Igreja, pode apelar à segregação? Ao afastamento? à marginalização? Serão mais dignos do amor de Deus todos os demais fiéis que sendo homossexuais não o dizem? Que sendo casados cometem adultério? Não será aqui que reina o pecado? Haverá pecado numa relação de amor e entrega mútua entre duas pessoas que se amam? Se Deus é amor, porque não poderá estar no meio do casal estável de homossexuais?

 

Será que uma igreja que defende um Cristo que veio trazer a nova e eterna Aliança, pelo Novo Testamento, se pode refugiar, quando isso lhe é útil, em livros do Antigo Testamento?

 

Será lícito que uma igreja que defende a interpretação não literal do texto bíblico, se refugie nesse tipo de interpretação quando pretende condenar a homossexualidade?

 

Enfim, será a Igreja instituída por Cristo em Pedro, a primeira pedra, que está errada, ou será a igreja dos homens que peca?

 

Estamos certos que Deus não olhará para a homossexualidade como pecado. Como seria isso possível de acontecer num Deus que ama e ampara todas as criaturas sem exceção? Efetivamente, se a homossexualidade for entendida como a identidade psicossexual dentro das fronteiras de um desenvolvimento humano saudável e psicológico, tendo por significado um relacionamento estável amoroso, então sendo Deus amor, onde há amor verdadeiro Deus está presente e onde Deus está presente não pode existir pecado.

 

Deus criou as pessoas com atracões românticas e físicas por pessoas do mesmo sexo, assim como aquelas com atracões por pessoas do outro sexo. Todos estes sentimentos são naturais e são considerados bons e abençoados por Deus. Logo estes sentimentos e atracões não podem constituir pecado e ser motivo de exclusão dos homossexuais da participação ativa nas suas comunidades paroquiais.

 

Porém, se a homossexualidade tem por significado comportamentos eróticos com pessoas do mesmo sexo, expressões físicas de união e prazer, encontros ocasionais, infidelidade, manipulação, então o pecado existe, quer na homossexualidade quer na heterossexualidade.

 

Conforme já verificámos atrás a Igreja refugia-se na Bíblia para condenar a homossexualidade (entendida como uma relação amorosa estável e fiel entre duas pessoas que se amam e querem ser família), contudo (conforme também já o referimos) a linguagem bíblica não se refere à homossexualidade como a entendemos, mas a prostitutos masculinos que eram utilizados nos cultos pagãos. Certamente que em parte alguma da Bíblia se legisla sobre o tema de uma atracão profunda e de amor entre dois adultos do mesmo sexo, resultando num compromisso.

 

Por outro lado, sendo a homossexualidade tão natural e dada por Deus como o é a heterossexualidade, facilmente nos apercebemos que as invetivas bíblicas contra a homossexualidade foram condicionadas pelas atitudes e crenças acerca desta forma de sexualidade e correspondentes a uma determinada época histórico-cultural.

 

Deste modo, todas as manifestações de um amor fiel e responsável entre duas pessoas homossexuais não são algo tratado nas Sagradas Escrituras.

 

O casal homossexual vivendo em pleno e de forma madura a sua relação de amor mútuo, deve fazer parte integrante da sua comunidade paroquial. Nela participar ativamente, dando testemunho, paralelamente com os demais casais heterossexuais, pois o casal homossexual católico não deve, nem pode, continuar a ser arredado da sua Fé em Deus e em Cristo. Um Cristo que diariamente continua a morrer na cruz para redenção dos homens, de TODOS os homens.

 

Por tudo isto e como leigos empenhados nas suas diversas comunidades paroquiais os casais de homossexuais masculinos devem ser chamados à participação, pois...

 

NÓS TAMBÉM SOMOS IGREJA!

Mais sobre nós

imagem de perfil