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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

109.º Encontro: Um momento tão especial!

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 Ontem foi o dia do nosso 109.º Encontro e, estamos em crer, um dos momentos mais lindos que tivemos desde o, já longínquo, dia 1 de maio de 2008.


No terceiro domingo do Advento no qual as leituras nos garantem que Deus tem um projeto de salvação e de vida plena para propor às mulheres e aos homens, para as/os fazer passar das “trevas” à “luz”; onde Paulo nos pede para sermos uma comunidade “santa” e irrepreensível, isto é, que vivamos alegres, em atitude de louvor e de adoração, abertos aos dons do Espírito e aos desafios de Deus; no dia de aniversário do nosso amado Papa Francisco cuja atenção pastoral tanto se tem centrado nas periferias; enfim, num dia com tanto significado, ele ainda ficou mais enriquecido com dois momentos extraordinários que ontem se passaram: a união abençoada das nossas irmãs Cláudia e Vera e a presença (e testemunho) de um pai e seu filho.

O testemunho da Cláudia e da Vera, cujas agruras da vida lhes têm dado ânimo redobrado na busca de uma vida a duas e que ontem realizaram aquilo que era o seu sonho de há muito: uma união abençoada. Momento lindo!

Mas a enorme surpresa veio de um pai que se apresentou com um filho de 17 anos, dando um impressionante testemunho de como todos os pais deveriam ser e agir quando os filhos lhes dizem ser homossexuais. Todas e todos ficámos sem palavras, alguns com lágrimas nos olhos, enquanto escutávamos palavras como «quando o meu filho me contou, o meu mundo desabou-me em cima», «mas o mais importante é que ele não sofra». Esta entrega por amor, ainda por cima na época que atravessamos, encheu-nos de emoção.

Este pai que se apresentava com o filho, porque o quer ajudar na sua caminhada; porque o quer amparar «num meio» cheio de armadilhas para quem é jovem. Todas e todos pensámos: quantos pais (e mães) estariam dispostos a isto? Não foi é só o aceitar um filho. É acompanhá-lo e ampará-lo na sua caminhada.

Nestes momentos sentimo-nos tão pequeninos, sentido a presença e o amor de Deus nestes irmãos e irmãs que nos orgulharam com a sua presença.

Como bem nos referiu a segunda leitura da união abençoada da Cláudia e da Vera: »Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.»