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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos Homossexuais Portugueses

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

Pais homessexuais garantem educação idêntica

Após a recente aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo começa agora a discussão para a adopção de crianças por estes casais. Um tema polémico e social para o qual os cientistas já têm respostas.

Será que os casais homossexuais podem ser bons pais? Será que as crianças, quer tenham sido adoptadas, concebidas com outro parceiro ou trazidas de relacionamentos anteriores, se adaptam e atingem o sucesso num mundo dominado pelas famílias tradicionais?


As respostas a estas questões dependem sempre de quem as dá e normalmente vêm revestidas de preconceitos. O sociólogo Michael Rosenfeld, da Universidade de Stanford, contra-argumenta com factos e números provenientes da maior base de dados norte-americana: o Censo.

No estudo, publicado este mês no Demography, Rosenfeld concluiu que as crianças criadas por casais do mesmo sexo têm o mesmo desenvolvimento educacional que os filhos de casais heterossexuais.

Sob a análise dos dados desde o Censo de 2000, o sociólogo conseguiu descobrir a taxa em que as crianças de qualquer tipo de família repetiam um ano durante o ensino elementar ou médio. De acordo com as conclusões, quase sete por cento das crianças educadas por casais heterossexuais ficaram retidas num ano escolar contra 9,5 por cento das crianças que vivem com adultos do mesmo sexo.

“Os dados do censo mostram que os pais homossexuais não são uma desvantagem para as crianças”, afirmou o autor. “Os rendimentos e a edução são maiores indicadores de sucesso para a criança. A estrutura familiar é um determinante menor”.

Menos repetentes nas famílias

O estudo demonstra ainda que os filhos de casais homo e heterossexuais apresentam menor taxa de repetição de ano do que os filhos de casais não casados e famílias monoparentais. Foi ainda comprovado que todas as crianças que vivem em algum tipo de ambiente familiar tinham melhor aproveitamento do que aquelas que viviam em grupo. Os que estavam à espera de adopção ou de colocação num lar foram retidos 34 por cento do tempo.

 

O estudo de Rosenfeld tem sido uma arma para os defensores da adopção por casais homossexuais nos Estados Unidos, onde a legislação difere de Estado para Estado. “A minha pesquisa deixa claro que há uma enorme vantagem para as crianças ficarem fora dos cuidados do Estado e serem educadas por uma família, mesmo que não seja a perfeitamente ideal”.

Os gays representam apenas um por cento da população americana, o que leva a uma grande dificuldade em estudar cientificamente esta perspectiva. “O tamanho da amostra é o poder”, refere o autor, “o censo é a maior amostra que temos disponível. O estudo é baseado milhares e milhares de crianças”.

Sociologia ajuda o debate


A maioria das opiniões sobre o casamento gay é baseada na intuição, crenças religiosas e experiências individuais. Rosenfeld sabe que o seu estudo não vai alterar a mentalidade da maioria das pessoas que se opõem às uniões de casais homossexuais. No entanto, o autor acrescentou novos dados ao debate e ajuda a contradizer afirmações de que as crianças criadas por casais gays não podem ter sucesso.

“Os cientistas sociais têm obrigação de esclarecer as questões polémicas. Às vezes temos de admitir que algo é desconhecido. Mas, neste caso, podemos trazer alguns dados reais numa área que de outro modo estaria realmente às escuras”, concluiu.

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