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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos Homossexuais Portugueses

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

ENCONTRO MENSAL - 24 DE JANEIRO

 Informamos a todos que é já no próximo dia 24 de Janeiro, que se realiza o Encontro Mensal Nacional da comunidade, de acordo com o seguinte programa:

 

DATA: 24 de Janeiro de 2009.
 

LOCAL: Lisboa (sala Estefânia, Hotel Íbis Lisboa-Saldanha).


PROGRAMA:
• 16h30 – Celebração Eucarística (Ponto de Encontro: Adro da Igreja, pelas 16h15. Os irmãos interessados em participar nesta celebração, deverão enviar e-mail para se inteirarem do local.)
• 18h00 – Encontro:
            o 1.ª Parte - «Jesus despede-se dos discípulos e deixa-lhes a missão de serem Suas testemunhas».
            o 2.ª Parte – Reflexão sobre a actualidade: a ONU, os homossexuais e o Vaticano.
            o 3.ª Parte – Oração Comunitária.
• 20h30 – Jantar da comunidade.

Esperamos poder contar com a presença de todos e que cada um possa trazer um amigo.

 

MAIS DO MESMO OU AINDA PIOR?

 

Esclarecimento do cardeal Antonelli sobre homossexualidade
Nota emitida pelo Conselho Pontifício para a Família

CIDADE DO MÉXICO, sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- Publicamos a nota esclarecedora sobre a homossexualidade emitida em nome do cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, pelo sacerdote Carlos Simón Vázquez, subsecretário desse dicastério vaticano.
* * *
Deram-se diversas interpretações à referência à homossexualidade feita pelo cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, em seu discurso de abertura do Congresso de Teologia Pastoral do México. O cardeal quis sublinhar três aspectos importantes:
  1. A homossexualidade não é um componente necessário da sociedade, como a família. A sociedade organiza-se em torno da relação de casal formada por um homem e uma mulher, que se encontram na origem da vida conjugal e da vida familiar. Neste sentido, o casal e a família entram no campo da vida social e, portanto, da lei civil. A relação entre duas pessoas do mesmo sexo não é equivalente a uma relação de casal, que se baseia na diferença sexual. A relação homossexual não entra neste campo social. É, portanto, uma questão privada. O legislador comete um erro antropológico quando quer organizar socialmente a homossexualidade. Corre o risco de provocar uma confusão intelectual, de identidade e relacional. Não se deve esquecer que a confusão favorece frequentemente a insegurança, a instabilidade das relações e a violência quando o legislador não respeita o sentido fundamental das relações humanas. A família é um bem comum da humanidade que não se encontra à livre disposição do legislador para responder às reivindicações subjectivas e problemáticas da época actual. O desejo individual não pode estar na origem da lei. Aqui encontramo-nos em presença de uma confusão entre o direito, que é de domínio público, e o desejo, que depende do sujeito. 
  2. Afirmando que a homossexualidade é um facto privado, o presidente do Pontifício Conselho para a Família não pretendeu justificá-la. O cardeal simplesmente sublinhou que a homossexualidade não contribui favoravelmente para a estruturação das pessoas e da sociedade. O exercício da homossexualidade não reflecte a verdade da amizade. A amizade é inerente à condição humana, na qual se dão relações de proximidade, apoio e cooperação, em um clima cortês e afável. A amizade deve ser vivida na castidade. 
  3. A Igreja mantém a preocupação de acolher e acompanhar as pessoas homossexuais. Toda pessoa que tem dificuldade em viver rectamente a sexualidade está chamada a encontrar-se com Cristo e a viver, em consequência, de acordo com as exigências da liberdade e da responsabilidade da fé, da esperança e da caridade. O contrário, é contrário à verdade da identidade humana e ao desígnio de Deus viver uma experiência homossexual, uma relação deste tipo, e mais ainda pretender reivindicar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. São contrários aos verdadeiros interesses das pessoas e às necessidades da sociedade. Constituem uma transgressão do sentido do amor tal como Deus nos revelou através da mensagem de Cristo, da qual a Igreja é servidora, como expressão da caridade aos homens e mulheres do nosso tempo.

20 de Janeiro - Dia de S. Sebastião - Patrono dos Homossexuais

Um pouco de história...

São Sebastião

S. Sebastião, cujo dia se comemora a 20 de Janeiro, foi um mártir e santo cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).

S. Sebastião foi um dos muitos soldados romanos que pela sua fé em Jesus foi martirizado. É uma pena que só se pode saber da sua história através das atas do seu martírio que foram escritas dois séculos mais tarde. Em quase todas as atas de martírios de santos e santas, os escribas tinham ordens de colocarem muitos detalhes do martírio e dar pouca ênfase ao martirizado, para assustar os futuros cristãos visto que as atas eram colocadas na cidade onde ocorria o martírio, e na biblioteca de Roma.

Sebastião era um soldado do exército, nasceu em Narbonne, França, no final do seculo III. Desde muito pequeno, os seus pais mudaram-se para Milão, onde cresceu e foi educado. O seu pai era militar e nobre e Sebastião quis seguir a carreira do pai, chegando a ser capitão da primeira corte da guarda pretoriana, um cargo que só se dava a pessoas ilustres e correctas. A sua dedicação à sua carreira mereceu elogios dos seus companheiros e principalmente do imperador Maximiano. Cumpre recordar que o Império Romano, na época, era governado no, oriente por Diocleciano e no ocidente por Maximiano. Maximiano ignorava que Sebastião era um cristão de coração e ainda que, mesmo cumprindo as suas tarefas militares, não tomava parte nos sacrifícios nem nos actos de idolatria. Sempre que podia, visitava os cristãos encarcerados e ajudava os mais fracos, doentes e necessitados. Podia dizer-se que era um soldado dos dois exércitos: o de Cristo e o de Roma.

Maximiano empreendeu uma depuração dos elementos cristãos nos seu exército, expulsando dele todos os cristãos. Cabe dizer que o soldado do exército romano era voluntário. Só era obrigatório servirem nele, os filhos de militares, como era o caso de Sebastião, que haveria de ser denunciado por um soldado. Maximiano sentiu-se traído por Sebastião e rapidamente o chamou e exigiu que renunciasse ao cristianismo.

Perante tal situação, Sebastião comunicou ao imperador que não queria renunciar às suas crenças cristãs e o imperador ordenou a sua morte, através das flechas dos seus arqueiros. Os arqueiros desnudaram-no, levaram-no ao estádio de Palatino, ataram-no a um poste e dispararam sobre ele uma chuva de flechas e abandonaram-no para sangrar até à morte.

Irene (a conhecida Sta. Irene), uma mulher cristã, providencial, que apreciava os conselhos de Sebastião, junto com um grupo de amigos, foram ao local onde estava o santo, e com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo.

Desamarraram-no e Irene escondeu-o na sua própria casa e curou-lhe as feridas.

Passado algum tempo, Sebastião, já curado, quis continuar o seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo a Maximiano, o qual ficou assombrado.

Maximiano não deu ouvidos aos pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos e ordenou aos seus soldados que o açoitassem até a morte.

Após a sua morte, foi enterrado num cemitério subterrâneo sob a Via Ápia. Mais tarde a Igreja construiu na parte posterior da catacumba um templo em honra do santo: A Basílica de São Sebastião que lá existe até hoje e recebe grande romaria dos seus devotos. Existe ainda uma capela em Palatino em homenagem a São Sebastião.


O Patrono

Em vida, São Sebastião ajudava, protegia e orava junto dos leprosos que viviam isolados nas cercanias da cidade. Por isso ele é considerado santo protetor contra as doenças contagiosas e infecciosas.

A inspiração que levou a que se tomasse São Sebastião como "santo dos homossexuais" nasceu justamente dessa coragem que ele teve ao assumir frente ao imperador a sua condição de cristão... pois antes era um cristão escondido. Naquele tempo ele não poderia ser soldado romano e cristão ao mesmo tempo.. ser cristão era crime, os cristãos eram perseguidos pelos soldados. Contudo ele assumiu a sua cristandade e denunciou a perseguição aos cristãos. Neste testemunho de vida, estabelece-se o paralelo com os homossexuais e a sua luta por serem reconhecidos como cidadãos a quem é devido respeito, solidariedade e diálogo, bem como com todos os que, com medo de represálias, vivem uma vida dupla.


Proclamação a São Sebastião: Patrono dos Homossexuais
Seguindo uma tradição dos homossexuais que perdura desde primeiro milénio da Era Cristã, e que fez de São Sebastião o principal ícone e modelo da homossexualidade, proclamamos solenemente, neste dia 20 de janeiro, a nossa fé de que o nosso santo padroeiro nos vai dar força para vencermos o mal que ainda ameaça a nossa vida e a nossa felicidade, e que continuaremos generosamente a trabalhar na construção de pontes de reconciliação e justiça entre as pessoas homossexuais e suas famílias e a Igreja Católica.

Por isso, pedimos hoje a São Sebastião que interceda por nós, para a obtenção de três graças especiais:

  1. O fim da violência contra os homossexuais nas suas mais variadas formas: social, legislativa e religiosa, pois as mesmas dores que o mártir São Sebastião sentiu ao ter o corpo trespassado pelas flechas, continuam hoje a magoar os homossexuais de todo o mundo vítimas da perseguição e homicídio;
  2. Que a Igreja Católica aceite os homossexuais como verdadeiros filhos de Deus, acolhendo-os no seio das comunidades paroquiais como fiéis unos, que não se podem dividir entre o que são e a forma como traduzem o seu amor; que aceite e abençoe as relações estáveis, reflexo do amor, entre pessoas do mesmo sexo, pois "onde há amor, aí está Deus"; que instaure uma pastoral específica para os homossexuais, pois também estes são filhos de Deus e Templos do Espírito Santo;
  3. Que S. Sebastião, tradicional patrono contra a peste, inspire os cientistas e pesquisadores a encontrar rapidamente a cura para tantos males que afligem a humanidade, particularmente a SIDA, afastando para sempre o fantasma desta epidemia da nossa comunidade, e ajudando aos seropositivos e doentes com SIDA a vencer a dor e a ter uma vida longa e saudável.