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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos Homossexuais Portugueses

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

ENCONTRO MENSAL DE 18 DE ABRIL DE 2009

Partilhamos convosco que o nosso próximo encontro se realzará de acordo com o seguinte esquema:

 

Data: 18 de Abril de 2009
Local: Lisboa (sala Estefânia, Hotel Íbis Lisboa-Saldanha).
Hora: 18h00.
Tema 1.ª parte (Aprofundamento da fé): O testemunho dos Apóstolos faz crescer a comunidade cristã.

Tema 2.ª parte (Sinais dos tempos): A DEFINIR.

Caderno de Apoio: aqui.

Esclarecer dúvidas: aqui.

 

 

Programa Global dos Encontros:

 

18h00: Início do Encontro: 1.ª Parte - Aprofundamento da Fé (partilha e oração sobre textos seleccionados);

2.ª Parte - Sinais dos Tempos (partilha e reflexão sobre temas da actualidade, tendo por base a sua relação entre a fé que professamos e a nossa orientação sexual e entre esta e a sociedade em que nos incluímos).

  

20h15: Oração Comunitária.

21h45: Jantar Mensal da Comunidade.

 

 

Esclarecimentos adicionais sobre a participação nos Encontros:

 

CUSTO DE PARTICIPAÇÃO NO ENCONTRO: Não há qualquer custo de participação no Encontro. Contudo, todos os irmãos que puderem ou desejarem, podem contribuir com a sua dádiva, colocada numa pequena caixa vermelha situada à entrada da sala, junto ao telefone. Esta dádiva destina-se a cobrir as despesas com o encontro: impressão de material e aluguer da sala. No entanto, e como já mencionado, a contribuição NÃO É obrigatória.

 

COMO PARTICIPAR NOS ENCONTROS: Se possível efectuar uma preparação pessoal prévia, através da leitura do caderno de apoio (se não for possível, também não haverá qualquer problema devido a isso). Entrar no Hotel como qualquer outro cliente e, na recepção, perguntar onde fica a reunião do Rumos Novos. Em alternativa: entrar no Hotel, voltar à direita para o lado da recepção, depois à esquerda e continuar em frente até às escadas. Subir as escadas até ao primeiro andar. Esperar na sala de espera que aí se encontra, ou (em caso de atraso) dirigir-se directamente à sala: a primeira, a contar do lado direito.

 

CUSTO DO JANTAR MENSAL DA COMUNIDADE: A participação no jantar mensal da comunidade (que decorre num restaurante que está antecipadamente reservado e para onde vamos, em comunidade, após terminado o encontro) não é obrigatória, mas aconselhamo-la sempre, pois é um espaço de criação de laços de comunidade e amizade entre todos os irmãos, o que reforça sempre o nosso espírito de caminhada e união. Não há um preço exacto associado ao jantar, pois utilizamos o esquema de dividir o custo total pelo número de presentes. A título meramente indicativo, podemos informar que os preços têm oscilado entre os 15 e os 20€ por pessoa.

 

Cardeal Patriarca reconhece que Igreja Católica respondeu mal à teoria de Darwin

Num artigo publicado neste Domingo de Páscoa, no jornal Público (e que pode ser lido em ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx), dá-se destaque às palavras do Sr. Cardeal Patriarca, proferidas na sua homilia da Vigílila Pascal.

 

À alegria do Senhor ressuscitado que hoje celebramos, junta-se a alegria da Sua contínua intervenção junto de todos os homens, pois Ele está connosco até ao fim dos Tempos.

 

Na sua caminhada diária, mesmo na crítica, sempre procuramos a construção de pontes com a hierarquia católica, que conduzam a uma integral aceitação dos homossexuais católicos, nas suas diversas comunidades de fé.

 

Ora as afirmações do Sr. Cardeal Patriarca, deixam antever uma ligeira «abertura na porta». Quando diz que a Bíblia, e citamos, «É um texto simbólico, num género literário hoje conhecido e estudado; é uma revelação do sentido profundo da criação e da vida e não a narração do modo como as coisas aconteceram, perspectiva própria da ciência» (o sublinhado é nosso), está o Sr. Cardeal Patriarca a corroborar aquilo que sempre temos dito, quando muitos dos que persistem em se escudar na Bíblia para nos apontar o dedo e recusar-nos na comunidade de fiéis: a Bíblia não é uma narração do modo como as coisas aconteceram. É um texto simbólico.

 

Ao reconhecer que a narração do modo como as coisas acontecem é própria da ciência, lança o Sr. Cardeal Patriarca uma nova luz sobre a necessidade de mudança de algumas posições por parte da hierarquia, pois se à ciência cabe dizer como as coisas efectivamente se passam e se a ciência afirma que a homossexualidade não é uma doença, nem nenhum comportamento «intrínsecamente desordenado», logo é chegado o momento dessa mesma hierarquia iniciar uma caminhada de alteração de posição e de aceitação integral dos homossexuais católicos, pois, como afirmou também, «O Deus da Bíblia é um Deus amor, a intervir na história, a fazer Aliança, a estar sempre silenciosamente presente em todo o longo acontecer da vida»

 

Estamos certos que estas atitudes clarividentes serão o grão que, tendo caído à terra, mesmo em solo adverso, frutificará.

 

Ao celebrarmos a ressurreição de Cristo, damos graças por Ele contiuar no meio de nós e operar continuamente milagres no coração dos homens.

 

 

 

SÁBADO SANTO

A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no mistério da Paixão de Cristo, já que quem deseja seguí-lo deve sentar-se à sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-lo.

O sábado é o segundo dia do Tríduo: no chão junto à ele, durante sete dias e sete noites com Cristo no sepulcro.
"Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).
No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.
A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloquente. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".
O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.
É um dia de meditação e silêncio. Algo parecido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atónitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).
Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:
"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".

Vigília Pascal
A celebração é no sábado à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiquíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.
A Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:
• Breve Lucernário
Abençoa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras do anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.
• Liturgia da Palavra
Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde os inícios Deus realizou com seu povo.
• Liturgia Baptismal
São chamados os catecúmenos, que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se a renovação dos compromissos baptismais.
• Liturgia Eucarística
Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Nele participam pelas primeira vez os neófitos.

Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine a aurora do Domingo.
A missa ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.
O sacerdote e os ministros se revestem de branco para a Missa. Preparam-se os velas para todos os que participem da Vigília.