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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

«Já considerei a hipótese de suicídio». Importante Mensagem de um Adolescente Homossexual

Sean Simonson

Já considerei a hipótese de suicídio. Sim, já considerei tirar a minha própria vida. Ao contrário de seis outros jovens recentemente nas notícias, eu nunca dei os passos necessários para pôr em prática os meus pensamentos obscuros, mas, infelizmente, consigo compreender o que os levou a faze-lo. Porque sei o que é ser homossexual e adolescente.

Imaginem o que é passar pela adolescência: as hormonas a disparar, o corpo a mudar e o desenvolvimento das relações que vão um pouco mais além da amizade. Agora, acrescentem a isso ser homossexual.

Não acreditam que ser diferente é difícil? Tentem viver um dia na vida de um adolescente homossexual.

Diariamente ouvimos alguém usar a nossa sexualidade – uma parte de nós que, não importa o quão desesperadamente o tentes fazer, não consegues mudar – como um adjetivo negativo. Isso magoa.

No balneário, tens medo de olhar na direção errada e ofenderes alguém. Os políticos sentem-se no direito de debater o teu direito a casar com a pessoa que amas ou o teu direito de seres legalmente protegido de crimes de ódio. A tua fé prega a tua exclusão – ou mesmo condenação. E ninguém faz nada para acabar com isto.

Recentemente, o Arcebispo [nos Estados Unidos, n. t.] utilizou dinheiro doado por uma fonte anónima para combater o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É verdade: um membro importante da hierarquia religiosa utilizou dinheiro que não era da Igreja, oriundo de uma fonte duvidosa, para condenar publicamente o teu direito a exprimires o teu amor em público e agires de acordo com ele.

Um agrupamento de escolas próximo – depois de uma vaga de suicídios de miúdos muito parecidos contigo – não conseguiu colocar nos seus regulamentos a tua proteção do bullying. Os responsáveis do agrupamento de escolas temiam a tua espécie e o modo como poderias fazer uma lavagem ao cérebro das suas crianças para que elas pensassem que o teu comportamento é apropriado ou então que se juntassem aos da tua espécie.

Um partido político marca posição negando o teu direito a casar. E a tua nação vota neste partido para o governo.

Não podes legalmente dar sangue para salvar uma vida, nem arriscar a tua vida para defenderes o teu país a menos que escondas a tua identidade e negues quem és.

Ah e sim, e as palavras “maricas”, “homo” e “paneleiro” que as pessoas andam sempre a mandar? Sim, mais valia que fossem ataques pessoais.

Esta é a minha vida diária. E posso entender o porquê, se és homossexual como eu, de considerares acabar com tudo. Porém, espero que não o faças.

Porquê? Porque sem ti, quem é que vai tornar as coisas melhores para todos os outros? Sem ti, ninguém irá levantar-se contra a injustiça. Preciso de ti para me ajudares a tornar este mundo num lugar melhor para ambos e para todos os outros como nós.

E todos vocês que não têm de passar por este suplício diário, é com vocês se irão ajudar ou não. Não fiquem de lado e a deixarem o ódio continuar. Não se recostem a verem os vossos amigos sendo discriminados. Estendam a mão e ajudem aqueles que precisarem de ajuda.

Juntos, talvez possamos transformar o mundo num lugar mais agradável para viver tanto para adolescentes homossexuais como para heterossexuais. Porque mais ninguém o irá fazer por nós.

 

Autoria: Sean Simonson

Tradução: José Leote (Rumos Novos)

Casamento para todos, um progresso humano

O prestigiado jornal católico francês «Témoignage Chrétien» (Testemunho Cristão) deu, no passado dia 14 de dezembro, um importante contributo às relações estáveis entre pessoas do mesmo sexo, ao ter publicamente afirmado a sua posição face à Lei francesa sobre o casamento para todos e por ocasião das manifestações, em França, do último dia 16 e daquelas do próximo dia 13 de janeiro de 2013. É esse importante testemunho que aqui vos deixamos, também pela sua validade para os homossexuais católicos, em geral, e por demonstrar que, aos poucos, algo começa a mudar em muitos setores da Igreja:

 

O casamento é um contrato celebrado entre duas pessoas mais livres hoje e dando o seu consentimento como nunca o foram antes. É um contrato que pode legalmente ser quebrado ou renovado. Fundaram-se famílias fora do casamento e 40% das crianças [em França] nascem fora do casamento.

 

Recusar este contrato aos homossexuais seria acrescentar uma enésima discriminação àquelas de que foram objeto demasiadas vezes. É por isso que consideramos justo que ele seja aberto àquelas e àqueles que querem dar um enquadramento legal reforçado à sua união. Pertencerá às confissões religiosas refletir sobre o sentido do matrimónio religioso, mas seria um grave erro político lançar um contra o outro. Recordemos, finalmente, que os mesmos que hoje exaltam as virtudes da união civil, rejeitaram ontem a PACS, frequentemente com os mesmos argumentos, são os primeiros responsáveis pela radicalização que a sua falta de visão das liberdades individuais gerou. Esperemos que a lição sirva de exemplo.

  • Não acreditamos que o casamento para todos irá dissolver a sociedade. O divórcio não fez desaparecer o casamento. Um grande número de divorciados voltam a casar-se. Se o casamento para todos é um modo de integração suplementar na sociedade, então não há lugar a qualquer hesitação.
  • Consideramos que o projeto de lei atual constitui um avanço real. Distinguimos a conjugalidade, a parentalidade e a filiação. O direito de toda a criança em conhecer as suas origens e a sua filiação é um direito essencial, exceto por impossibilidade ou caso de força maior de natureza patológica.

Finalmente, pedimos a todos que abram os olhos para uma realidade que é a solidão, muitas vezes terrível, de milhões de pessoas, em situações de privação material, afetiva e psicológica. Mais do que se interrogar de forma abstrata sobre as pretensas desordens antropológicas de uma abertura ao casamento a uma parte forçosamente reduzida da população, não faríamos melhor em colocar todos os nossos esforços sobre a desordem antropológica, desta vez bem real, duma sociedade onde as formas de consumo, de produção e de partilha são tão pouco respeitadoras da pessoa humana e da sua dignidade?

 

A humanidade cresce quando os cidadãos recusam sacralizar os laços de sangue e dão prioridade aos laços de fraternidade que os unem. Deste modo, aquilo que os liga, mesmo no seio das famílias, procede da adoção. O Cristo na cruz dizia a João: «João, eis a tua mãe» e à sua mãe: «Mulher, eis o teu filho». Não é a parentalidade biológica, não são os laços de sangue que fazem de nós todos irmãos e irmãs. O nosso ADN único e comum, é um amor fraternal que afasta sempre para mais longe as fronteiras dos nossos preconceitos e dos nossos medos.

 

Tradução: José Leote (Rumos Novos)

Artigo Original: Aqui.

Uma Mensagem Importante (Ban Ki-Moon, Secretário-Geral das Nações Unidas)

No passado dia 10 de Dezembro, por ocasião da celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, Ban Ki-Moon, Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU), deixou a seguinte mensagem:

 

Obrigado a todos pela presença neste encontro memorável. Que modo significativo de comemorarmos o Dia dos Direitos Humanos. Dou as boas vindas a todos os ativistas, apoiantes e outros hoje aqui presentes.

 

O primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos do Homem proclama que «Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.»

 

Todos os seres humanos – não alguns, não a maioria, mas todos.

 

A ninguém cabe decidir quem tem direito aos direitos humanos e quem não tem.

 

As Nações Unidas têm um registo orgulhoso de combate ao racismo, de promoção da igualdade de género, de proteção das crianças e de derrubar barreiras enfrentadas pelas pessoas incapacitadas.

 

Temos ainda um longo caminho a percorrer em todas estas áreas. Porém, estamos a conseguir ultrapassar as dificuldades referentes à discriminação quer na lei quer na prática. Lentamente, alguns velhos preconceitos começaram a dissolver-se.

 

Contudo outros mantêm-se instalados, com consequências horríveis.

 

Um pouco por todo o mundo, as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros são visadas, atacadas e algumas vezes mortas. As crianças e os adolescentes são perseguidos pelos seus pares, agredidos e vítimas de bullying, afastados da escola, deserdados pelas próprias famílias, forçados ao casamento… e, no pior cenário, levados ao suicídio.

 

As pessoas LGBT sofrem discriminação devido à sua orientação sexual e identidade de género, no trabalho, em clínicas e hospitais e em escolas – exatamente os locais que as deviam proteger.

 

Mais do que 76 países ainda criminalizam a homossexualidade.

 

Esta injustiça aflige-me. Estou aqui para denunciar mais uma vez a violência e pedir ação para uma verdadeira igualdade.

 

Deixem-me dizer isto alto e em bom som: as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros têm direito aos mesmos direitos que as outras pessoas. Também eles nascem livres e iguais. Estou, ombro a ombro, com eles na sua luta pelos direitos humanos.

 

Enquanto Secretário-Geral tenho uma plataforma global para assinalar a necessidade de pôr termo à violência e à discriminação baseadas na orientação sexual e identidade de género.

 

As Nações Unidas devem liderar através do exemplo. Reiterei recentemente a todos os altos funcionários que a discriminação contra o pessoal tendo por base a orientação sexual não será tolerada. Pedi igualmente que as regras e políticas das Nações Unidas sejam examinadas de modo a assegurarem que os direitos do nosso pessoal LGBT são protegidos.

 

Cada vez mais governos estão a trabalhar para pôr cobro à homofobia. No ano passado, o Conselho dos Direitos Humanos adotou a primeira resolução da ONU referente aos direitos humanos, orientação sexual e identidade de género, que exprimiu «uma séria preocupação» sobre a violência e discriminação contra as pessoas LGBT.

 

A Alta Comissária para os Direitos Humanos publicou o primeiro relatório da ONU dedicado ao problema, que foi debatido no Conselho dos Direitos Humanos, marcando outro marco na ONU.

 

A última década assistiu a importante reformas na Europa, nas Américas e num número de países da Ásia e da África… e a mudanças extraordinárias nas atitudes sociais em muitas partes do mundo.

 

Aplaudo a Argentina pela introdução de algumas da legislação mais progressista no mundo sobre uniões entre pessoas do mesmo sexo e reconhecimento de género. Agrada-me que tenhamos hoje aqui connosco Blas Radi, da Argentina, que ajudou a elaborar a lei sobre a identidade de género adotada nesse país no princípio deste ano.

 

Dou igualmente as boas vindas a Olena Shevchenko que dirige um esforço importante sobre direitos humanos na Ucrânia.

 

Num certo número de países, incluindo a Ucrânia, foram apresentadas propostas de lei que criminalizariam a discussão pública sobre a homossexualidade – eventualmente tornando encontros como este ilegais. Deploro este tipo de medidas onde quer que sejam introduzidas. Elas são uma ameaça aos direitos fundamentais, alimentam o estigma e conduzem a mais abuso.

 

Estamos também contentes por termos aqui Gift Trapence, um proeminente defensor dos direitos humanos do Malavi. Quando, em 2010, visitei o Malavi, dois jovens acabavam de ser condenados a 14 anos de trabalhos forçados pelo, assim chamado, «crime» de celebrarem o seu casamento. A meu pedido, o então presidente Bingu wa Mutharika perdoou-os no mesmo dia em que lho pedi, mas defendeu a aplicação de sanções criminais. Agora, sob a nova liderança de Sua Excelência a Presidente Joyce Banda, o Malavi pondera possíveis alterações à lei. Espero que os malavianos assumam a oportunidade de virar a página.

 

Distintos amigos,

Todos temos de falar contra a homofobia, em particular aqueles que são considerados líderes na sociedade, bem como outras figuras públicas.

 

Deixem-me dizer um grande «Bienvenido» à estrela pop Ricky Martin. «Muchas Gracias!» O senhor é um modelo maravilhoso para os jovens LGBT e para todas as pessoas. Obrigado.

 

Sinto-me novamente honrado em partilhar o palco com Yvonne Chaka Chaka – uma superstar global e uma campeã do desenvolvimento, incluindo como Embaixadora da Boa vontade da UNICEF e do Recuo da Malária. Muito obrigado.

 

Yvonne, a senhora é reconhecida como a Princesa de África. Hoje, a senhora é a nossa Rainha da Igualdade.

 

Os nossos convidados – e os que aqui estão hoje – ajudaram a abrir uma porta. Não a podemos fechar.

 

É um ultraje que no nosso mundo moderno, tantos países continuem a criminalizar pessoas pelo simples facto de amarem outro ser humano do mesmo sexo. Em muitos casos, estas leis não são originárias desses países. São herdadas dos antigos poderes coloniais.

 

Leis que têm as suas raízes em preconceitos do século XIX estão a alimentar o ódio do século XXI. Noutros casos novas leis discriminatórias estão a ser implementadas.

 

Estas leis têm de acabar. Temos de as substituir por leis que forneçam proteção adequada contra a discriminação, incluindo a que tem por base a orientação sexual e a identidade de género.

 

Isto não é uma opção. É uma obrigação do Estado, baseada no princípio da não-discriminação – um princípio basilar da lei internacional dos direitos humanos.

 

Também precisamos de um esforço mais amplo no que diz respeito à educação pública no referente à compreensão e ao medo.

 

Sempre que me encontro com líderes de todo o mundo, ergo a minha voz a favor da igualdade para as pessoas LGBT.

 

Muitos líderes dizem-me que gostariam de poder fazer mais. Porém, apontam para a opinião pública como uma barreira ao progresso.

 

Compreendo que pode ser difícil fazer frente à opinião pública. Porém, só porque uma maioria pode desaprovar certas pessoas, isso não confere ao Estado o direito de lhes retirar os seus direitos básicos.

 

A democracia é mais do que o primado da maioria. Requer a defesa das minorias vulneráveis, das maiorias hostis. Luta pela diversidade. Os governos têm o dever de combater o preconceito, não alimentá-lo.

 

Estou profundamente agradecido ao grupo LGBT inter-regional dos Estados Membro por nos terem reunido. Espero que muitos outros países se juntem a nós.

 

Vocês e eu e as pessoas de consciência em todo o lado devemos continuar a pressionar até que realizemos a promessa da Declaração Universal dos Direitos Humanos para todas as pessoas. A liberdade, dignidade e direitos iguais com os quais todas as pessoas nasceram – tem de ser uma realidade viva em todos os dias das nossas vidas.

 

Muito obrigado a todos.

O Consumismo Fetichista LGBT

O Rumos Novos tem claramente um compromisso com as Escrituras e seus princípios. Como homossexuais católicos, não podemos iludir essa realidade. Não podemos deixar de denunciar tudo o que denigre o padrão para o qual fomos chamados: a santidade em todo o modo de viver (1 Pedro 1.15). A comunidade LGBT (como toda a sociedade) faz-se representar em vários setores, inclusive no âmbito religioso, como é o caso das igrejas inclusivas. Entretanto, a sociedade ainda não conseguiu estabelecer a diferença entre aqueles que seguem o padrão de Cristo e aqueles que seguem o padrão da dita cultura gay secular. Entenda-se como cultura gay secular aquela que padroniza os corpos, transformando-os em meros objetos de consumo fetichista. Esta nada tem a ver com as conquistas daqueles que militam pelos direitos humanos da comunidade LGBT.


Certamente vivemos numa cultura banalizada sexualmente pelo consumismo fetichista,  quer pelos media, quer pelos eventos promovidos com esse intuito, algo generalizado, que atinge não apenas a comunidade LGBT, mas a comunidade heterossexual também. Ao formatar os corpos (homens musculados e viris, ou seja, heteronormativos), essa cultura não contribui para a promoção da igualdade, antes revela que há, no meio LGBT secular padrões que revelam um grau maior ou menor de prestígio e aceitação.


Este post tem a finalidade de refletir um pouco sobre a postura adotada pela cultura gay secular que promove festas, feiras, paradas e afins. Frequentemente, os cristãos convencionais lançam mão do relato de Romanos 1 para condenar o que eles chamam de estilo de vida gay. Tal recurso bíblico não é de todo inválido. Da mesma forma que hoje temos uma cultura focada no culto do corpo e do prazer sexual, as coisas não eram diferentes nos tempos de Paulo, que presenciou um mundo dominado pelo hedonismo (o prazer é o bem supremo da vida humana).


Nós, homossexuais católicos, temos a missão de desconstruir, ao menos em parte, o senso comum que ainda reina a nosso respeito, não nos comportando de acordo com essa cultura, mas refletindo os princípios cristãos, em que o nosso corpo é um bem sagrado, templo do Espírito Santo. Tal  visibilidade é importante! Jesus disse: «Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se corromper, com que se há de salgar? Não serve para mais nada, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende a candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas sim em cima do candelabro, e assim alumia a todos os que estão em casa. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu.» (Mateus 5,13-16).


Por que é que a cultura gay deve ser tão fetichista? Por que quase tudo o que envolve essa cultura tem um forte apelo sexual? Será essa a melhor forma de revelarmos a nossa essência, a nossa identidade?! Da mesma maneira que a igreja convencional (fundamentalista ou não) combate a banalização do sexo heterossexual, nós, homossexuais católicos, devemos, da mesma forma, combater a banalização do sexo e do corpo  que assola o mundo LGBT. Enquanto a sociedade (política, escola, igreja, família) olhar para os homossexuais como seres ávidos por corpos esculturais e sexo, a conquista dos nossos direitos será questionada. Estamos em desvantagem em relação à população heterossexual, sem dúvida. Somos vítimas históricas da heteronormatividade, que produz a homofobia. Entretanto, essa desvantagem deveria ser compensada por uma postura diferenciada, em que o sexo fosse encarado como um bem íntimo a ser desfrutado nas relações estáveis, não como uma atração pública, uma mercadoria a ser adquirida em pretensas feiras culturais. Não é preciso ser católico para refletir essa postura.


O hedonismo não morreu, mas permanece em evidência com uma nova roupagem. O culto do corpo, à liberdade e ao prazer sexual está em alta. O sexo banalizou-se. Deixou de ser património familiar para tornar-se um bem público. Embalada por uma cultura sexualmente decadente e degradante, a promiscuidade avança produzindo escravos da sua própria concupiscência (Tiago 1, 14). É tempo de fazer a diferença e testemunhar que não somos guiados pela cultura decadente deste século, mas pelo Espírito de Deus. Caso contrário, nada nos livrará que nos apontem o dedo com base no Romanos 1. «Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e desejos. Se vivemos no Espírito, sigamos também o Espírito». (Gálatas 5, 24-25).


A exemplo do hedonismo, que reinou nos tempos do apóstolo Paulo, não resta dúvida de que eventos desse tipo fazem sucesso em grande parte do meio LGBT! Entretanto, como homossexuais católicos, fiquemos com o que nos diz a Bíblia sobre isso: «Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que o homem cometa é exterior ao seu corpo, mas quem se entrega à impureza, peca contra o próprio corpo. Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo? [...] Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.» (1 Coríntios 6,18-20).



Autor: Alexandre Feitosa

Fonte: Teologia Inclusiva

Adaptação: José Leote (Rumos Novos)