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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos Homossexuais Portugueses

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

Daniel Dobson partilha o que é ser um homossexual cristão

Daniel Dobson

Um tiroteio na Estrada para Bagdad ajudou a dar a Daniel Dobson a coragem para se assumir como homossexual.

 

Dobson, então com 18 anos, estava no Iraque havia apenas algumas semanas quando o camião de transporte de armas americano ficou sob fogo pesado da al Qaeda. Ele gelou de momentaneamente de medo. Porém, conseguiu as forças, dentro de si, para fazer frente ao ataque, auxiliado por um cartão que tinha posto no para-brisas, que citava a Carta aos Hebreus: “(…) o próprio Deus disse: Não te deixarei nem te abandonarei. Assim, podemos dizer confiadamente: O Senhor é o meu auxílio; não temerei; que poderá fazer-me um homem?”.

Estes versículos tinham-lhe sido dados pelo pai, o reverendo Ed Dobson, que se tinha voltado inúmeras vezes para eles na sua batalha contra a doença de Lou Gehrig.

 

Ainda que aquele ataque em 2004 tenha sido aterrador, ajudou a preparar Daniel, há cerca de dois anos, para um momento ainda mais aterrador. Ele estava de pé junto à porta de entrada da casa dos pais e repetiu, para si próprio, os versículos de Hebreus 13, 5-6. Então, entrou e disse-lhes: “Mãe, pai, sou homossexual e ainda amo Jesus. Nada mais irá mudar.”

 

Depois de um silêncio ensurdecedor, lembra ele, o pai disse: “Nós ainda te amamos e nada mais irá mudar.”

 

O alívio que foi ouvir aquilo foi “absolutamente gigantesco”, diz Dobson, agora com 28 anos. “Foi como se eu tivesse sido capaz de voltar a respirar.”

 

Ele tinha precisado de 13 anos para divulgar a sua orientação sexual aos pais. Hoje sente-se preparado para o fazer a todos nós (…).

 

“É aquilo que é moralmente correto que eu faça”, diz Daniel Dobson. “Sinto que tenho algo de bom a dar, algo de positivo.”

 

Ele quer que as pessoas saibam que é possível ser-se homossexual e um cristão de fé. “As passagens da Bíblia habitualmente utilizadas para condenar a homossexualidade não se aplicam a dois homens ou duas mulheres que se amam, ou mesmo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.”, argumenta Dobson.

 

“Muitos homossexuais, homens e mulheres, estão magoados porque não sabem que não há qualquer problema,” acrescenta (…).

 

Por seu turno, Matthew Clark, um psicólogo homossexual e cristão, afirma que regularmente atende pacientes que lutam para conseguir reconciliar a sua fé com aquilo que lhes foi dito acerca do que a Bíblia diz.

 

“Eles sempre ouviram que é um pecado ser-se homossexual e que irão arder no inferno devido a isso.” afirma Clark.

 

Clark ajuda-os, dando-lhes outras interpretações sobre os textos bíblicos. Para muitos, é uma revelação salvífica.

 

“Eles tiram um enorme fardo de cima dos ombros”, afirma Clark. “Deixam de se sentir suicidas ou deprimidos.”

 

Neste contexto, o assumir da sua homossexualidade por parte de Daniel Dobson dará origem a atitudes de orgulho e desânimo. Porém para Dobson trata-se de uma questão de integridade pessoal e imperativo bíblico.

 

Ele afirma que sabia que era homossexual desde os 13 anos, mas que nunca agiu como tal. Isso pareceu-lhe ser a decisão mais sensata, pois cresceu num mundo evangélico conservador.

 

“Eu pensava que se alguma vez falasse sobre isto, seria ostracizado e perderia todos os meus amigos,” diz ele. “Durante muito tempo, rezei para não ser homossexual.”

 

Ele guardou a sua orientação sexual para si próprio depois de se alistar no exército, onde serviu durante dois revezamentos no Iraque. Ele adorou a vida militar – ainda é um especialista militar na reserva – e não quis por em causa a possibilidade de agir de acordo com a política, então em vigor no Exército, do “Não te é perguntado, não respondas”.

 

No entanto, um quase compromisso com uma rapariga convenceu-o de que não podia viver uma mentira. Questionou a razão pela qual Deus o tinha criado homossexual e amaldiçoou-o por isso. Porém, à medida que olhava melhor para a Bíblia, não encontrava nada que condenasse os relacionamentos adultos entre pessoas do mesmo sexo, no sentido que hoje lhe damos.

 

Finalmente decidiu contar aos pais, Ed e Lorna, apelando à coragem adquirida nos momentos de combate e a garantia do amor de Deus.

 

“Para mim, as coisas chegaram a uma questão de integridade pessoal. Tinha de ser honesto comigo próprio e com o mundo,” afirma Dobson.

 

Ele tinha aprendido muito acerca da integridade a partir da observação do pai, que tinha de suportar as críticas sempre que assumia posições impopulares, e de ouvir a mãe a citar imperativos bíblicos de fazer as coisas na forma correta (…).

 

Tudo isto levou-o a acreditar que é altura de tomar uma posição, quer para ajudar as pessoas que sofrem sem necessidade, quer para contrariar as atitudes de ódio de muitos cristãos em relação aos homossexuais.

 

“Devido ao que os cristãos dizem sobre os homossexuais, eles acabam por não ter a oportunidade de partilhar Jesus. Eles causam dano ao Reino de Deus e magoam Jesus. Aquilo que eles dizem, não pode de forma alguma ser inspirado pelo Espírito Santo.” (…)

 

 

Autor: Charley Honey

Artigo original:  mlive

Tradução e adaptação: José Leote

17 de maio de 2013: Parlamento português aprova a co-adoção por casais do mesmo sexo

Coadoção por casais do mesmo sexo

Pouco passavam das 13 horas quando o Parlamento português aprovou o projeto-lei do partido socialista que possibilita a co-adoção por casais do mesmo sexo.

 

Com esta aprovação, permite-se que a pessoa que vive com outra do mesmo sexo, em regime de casamento ou união de facto, possa vir a adotar o filho, biológico ou adotivo, do outro membro do casal.

 

O projeto-lei foi aprovado com 99 votos a favor, 94 votos contra e 9 abstenções.

 

Foi assim dado, mais um passo em direção à adoção plena, competindo agora ao Estado garantir as condições para que estas crianças não venham a ser vítimas de bullying ou isolamento social ou escolar.

Dia Internacional de Luta contra a Homofobia

No próximo dia 17 de maio, comemora-se mais um Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia.

 

No Rumos Novos, não podíamos deixar de nos associar a este importante momento em que relembramos todos os irmãos vítimas de homofobia, um pouco por todo o mundo.

 

Deste modo, gostaríamos que neste dia, às 23h30, pudéssemos:

  • ORARIndividualmente, em casal ou família, encontremos um momento para orar em intenção de todos os irmãos e irmãs que, em todo o mundo, são vítimas de atitudes homofóbicas. Em especial, pelos irmãos e irmãs vítimas de morte devido a essa perseguição.
  • ILUMINARAcender uma vela, à janela, em memória de todos os irmãos que já partiram deste mundo, vítimas do ódio e perseguição fomentados também por atitudes pretensamente religiosas.
  • PARTILHAR: Publicar no nosso espaço no facebook, pequenas intenções para serem consideradas nas orações individuais de cada um de nós.

Os que quiserem poderão igualmente tirar fotos das suas velas acesas e publicá-las na nossa página do facebook.


Todos os irmãos e irmãs que queiram participar na partilha e/ou no envio de fotos e que não tenham acesso ao facebook, poderão enviar as suas participações através de e-mail que depois as faremos publicar no facebook.