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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

1 de novembro: Dia de Todos os Santos

Neste dia as nossas intenções vão para todos os irmãos e irmãs perseguidos, agredidos e maltratados um pouco por todo o mundo, pois "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus".

 

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Primeira Leitura

Revelação 7,2-4.9-14
João descreve a sua visão: aqueles que tinham passado pelas tribulações adoram o Cordeiro.

 

Salmo Responsorial
Salmo 24,1-2.3-4.5-6
Aqueles que procuram a face do Senhor serão recompensados.

 

 

Segunda Leitura
1 João 3,1-3
Todos somos agora filhos de Deus.

 

Leitura do Evangelho
Mateus 5,1-12
Jesus ensina o que significa ser feliz.

 

Comentário à Leitura do Evangelho

Todos os anos a Igreja recorda o exemplo, testemunho e oração das mulheres e homens que foram identificados pela Igreja como Santos. Estes santos são mais do que modelos. Eles são membros da família com os quais continuamos a manter uma relação, num laço de oração, chamado de Comunhão dos Santos. Todos os anos, quanto celebramos este dia, o Evangelho que proclamamos relembra-nos Jesus a ensinar sobre a felicidade, as Beatitudes. Rapidamente reparamos, nesta leitura, que nenhum dos nomes a que Jesus se refere como "abençoado" ou "feliz" é o esperado... os pobres de espírito, os mansos, os perseguidos. A matriz de Jesus sobre a felicidade reflete pouco do que o mundo chama felicidade.

 

O que quer Jesus dizer qundo usa a palavra "abençoados"? Esta palavra é alguma vezes traduzida como "felizes" ou "afortunados" ou "favorecidos". Por outras palavras, Jesus está a dizer que o favor divino se encontra sobre aqueles que são pobres, que choram, que são perseguidos. Isto pode ter sido algo de bem-vindo e surpreendente para as multidões que escutavam Jesus naqueles tempos.

 

As Beatitudes podem ser entendidas como o enquadramento da vida cristã. Devido a elas é perfeitamente natural que proclamemos este Evangelho na Festa de Todos os Santos, pois os santos são pessoas que viveram o espírito das Beatitudes tal como Jesus as viveu. Neste dia, também nós somos desafiados a modelar as nossas vidas de acordo com o espírito e promessas das Beatitudes.

Vários Bispos com maior abertura para com a realidade das pessoas homossexuais entre os novos cardeais da Igreja

O Papa Francisco nomeou 17 novos cardeais, dos quais 13 são cardeais eleitores, isto é, com direito a voto num conclave. Nomeações que, de acordo com as primeiras interpretações, supõem um reforço da denominada "ala moderada" da Igreja.

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Sem qualquer pretensão de exaustividade, fazemos hoje uma breve passagem daqueles com direito a voto no conclave que fizeram declarações, na nossa opinião, de maior relevância. 

 

Josef De Kesel, arcebispo de Malinas-Bruxelas (Bélgica)

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Quando Josef De Kesel foi nomeado arcebispo de Malinas-Bruxelas e primaz da Bélgica, em novembro do ano passado, destacou a necessidade de respeitar as pessoas homossexuais: "Há que respeitar aqueles que são homossexuais. A Igreja tem as suas razões para não reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que eu pessoalmente aceito. O respeito por todos é um valor importante do Evangelho e também da cultura moderna".

 

Neste contexto, não é demais recordar que juntamente com De Kesel, o Bispo de Antuérpia, Johan Bonny, é provavelmente o elemento da hierarquia mais importante do país que se manifestou já por duas vezes a favor do reconhecimento dos casais de pessoas do mesmo sexo.

 

Blase J. Cupich, arcebispo de Chicago (Estados Unidos)

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Outro novo cardeal é Blase J. Cupich, arcebispo de Chicago. Por ocasião do último Sínodo da Família, Cupich afirmou em conferência de imprensa que devia escutar-se as pessoas homossexuais: "De facto, contei com as suas vozes como parte das minhas consultas. Porém, é minha convicção que poderíamos beneficiar das vozes reais das pessoas que se sentem marginalizadas em vez de as recebermos filtradas através das vozes de outros representantes ou dos bispos. Se vamos verdadeiramente acompanhar estas pessoas, temos primeiro de nos envolvermos com eles. Em Chicago, reúno-me regularmente com pessoas que se sentem marginalizadas, quer sejam seniores, divorciados e recasados, homossexuais de ambos os sexos, quer sejam pessoas individuais, quer sejam casais".

 

Na mesma linha, por ocasião do atentado de Orlando, Cupicu destacou numa carta: "A vós hoje aqui e a todas as pessoas homossexuais de ambos os sexos, parfticularmente afetadas pelos espantosos crimes cometidos em Orlando, motivados pelo ódio, quem sabe perpetrados devido à instabilidade mental, e certamente estimulados por uma cultura de violência, ficai sabendo isto: a arquidiocese de Chicago está convosco".

 

 

Maurice Piat (arcebispo de Port Louis, Maurícia)

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Outro novo cardeal é Maurice Piat, proveniente da República da Maurícia. Ainda que tenha expressado opiniões contrárias às pessoas homossexuais, Piat não deixa de sublinhar: "Pessoalmente, creio que as pessoas homossexuais vivem em grande sofrimento. Não podem formar uma família com filhos nascidos de si mesmos. Creio que não é fácil para um homem ou para uma mulher assumir esta situação e posso compreender que defendam o casamento para todos. Porém, a verdade que há a dizer aos homossexuais é acompanhá-los no seu sofrimento; acompanhá-los onde estão, mesmo ali onde nos encontramos com eles".

 

 

Somam-se aos arcebispos de Viena e Berlim

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Estes novos cardeais, de qualquer modo, reforçam o grupo dos "moderados" no conclave. Os cardeais De Kesel e Cupich, engrossam um grupo onde já se encontram Christoph Schönborn, de Viena, e Rainer Maria Woelki, de Berlim. O primeiro apoiou uma pessoa homossexual com companheiro para o conselho paroquial. Por seu turno, Woelki afirmou que os casais de pessoas do mesmo sexo deveriam ser considerados iguais aos formados por pessoas heterossexuais: "quando as pessoas aceitam uma responsabilidade mútua, quando vivem numa relação homossexual perene, isso deve ser considerado de forma similar a uma relação de casal heterossexual".

 

Ainda que constituam um grupo pequeno, estes cardeais abertos à realidade das pessoas homossexuais possuem já um peso específico significativo, particularmente devido às dioceses importante que representam (Malinas-Bruxelas, Chicago, Viena, Berlim).

 

 

Tradução e adaptação: José Leote (Rumos Novos)

Artigo original: Hans

100.º Encontro Mensal: 6 de novembro de 2016

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100.º Encontro Mensal

 

Ainda parece que foi ontem, mas é verdade. Já vamos no nosso 100.º Encontro. Por isso, Gostaríamos de te ter connosco neste momento especial que celebra os nossos desde 2008 e repartidos por locais tão diferentes como Portimão, Évora, Setúbal, Coimbra, Fátima, Porto e Lisboa.

 

Em baixo podes encontrar o cartaz referente ao nosso Encontro que terá lugar no próximo dia 6 de novembro, pelas 15h30, nas Monjas Dominicanas, em Lisboa. Iremos analisar, dentro do nosso Plano Pastoral para 2016/2017, que nos propõe como tema “A Igreja Hoje”, a problemática da castidade, em particular como ela é proposta pela Igreja às pessoas de orientação homossexual e também tentar perceber o chamamento que, encontro após encontro, nos leva ao encontro dos irmãos e de Cristo.

 

Refletiremos sobre o nosso pensamento e as nossas atitudes face a estas questões, procurando enquadrar as nossas ideias de forma racional e construtiva, de acordo com a nossa matriz cristã, e tentarmos descobrir com realismo formas individuais e coletivas de pro agir dando resposta ao desafio do plano pastoral "Das periferias às paróquias e dioceses.

 

Cada um poderá escolher quais as mais importantes informações, ideias e ações que consideram poderem sintetizar sobre os temas para em conjunto pensarmos, repensarmos e partilharmos.

 

Destacamos o PROGRAMA:
15h30 - Receção
15h45 - Oração
16h00 - Reflexão: Por que estamos aqui?
16h45 - Pausa para o chá
17h00 - Documentário: A Igreja Hoje - A Castidade Proposta aos Homossexuais
18h30 - Pausa
18h40 - Partilha sobre o documentário: O que é para nós a castidade?
19h15 - Celebração da Palavra
20h00 - Jantar Convívio

Se precisares de informações adicionais, por favor, manda-nos um mail para geral@rumosnovos.org.

 

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SE A SUA RELAÇÃO É ESTÁVEL E EXCLUSIVA O Bispo de Antuérpia propõe rituais para benzer casais de pessoas do mesmo sexo

O prelado belga faz esta afirmação num livro publicado no passado dia 11 de outubro. As reflexões do bispo Bonny são a resposta à petição feita pelo Papa Francisco durante os dois sínodos da família para que a Igreja tenha uma visão mais contemporânea da sociedade.

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O livro faz eco das conversas do Bispo de Antuérpia com o teólogo moralista Roger Burgraeve, ele próprio favorável ao reconhecimento dos casais do mesmo sexo no seio da Igreja, e com o jornalista Van Halst.

 

O bispo assegura que "não podemos continuar a afirmar que não há outras formas de amor para além do matrimónio heterossexual. Estamos perante o mesmo tipo de amor entre um homem e uma mulher que convivem juntos, bem como em casais de homossexuais de ambos os sexos".

 

E acrescenta: "A questão é: Temos de forçar tudo num modelo único e idêntico? Não devemos evoluir para uma diversidade de rituais nos quais possamos reconhecer a relação de amor entre pessoas homossexuais, mesmo a partir do ponto de vista da Igreja e da fé?"

 

Mons. Bonny defende que os casais de pessoas do mesmo sexo não podem, de facto, expressar o vínculo da alteridade sexual e da fecundidade, o que significa, explica, que não podem alcançar uma verdadeira união sacramental. Contudo, ainda que não possa haver sacramento, insiste em que qualquer tipo de "relação de amor" pode ter a intenção de ser "exclusiva e duradoura", o que merece reconhecimento..