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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos Homossexuais Portugueses

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

Orgulho Gay (Um contributo dos Jesuítas espanhóis)

Jesuitas

Há quem o aplauda e quem o deteste. Há quem considere que um desfile como aquele que costuma percorrer as ruas de algumas capitais, é uma peixeirada que pouco ajuda a legitimar os homossexuais. Há quem, por seu lado, defenda que é uma forma de gritar com rebeldia e abertamente contra a repressão que tiveram que sofrer durante muito tempo e que, ainda hoje, faz com que muitos homens e mulheres vivam a sua orientação às escondidas com medo da rejeição. (Sim, hoje também).

 

O que parece claro é que, à margem de desfiles ou "dias de..." o que subjaz é a intenção de reivindicar uma causa. Neste caso, a integração e igualdade dos homossexuais. É importante separar forma e fundos. A forma dessa reivindicação - o desfile, o seu bom ou mau gosto e se é eficaz ou contraproducente - é opinável. O fundo, o respeito a cada pessoa na sua diferença e na sua situação, deveria ser indiscutível.

 

Nos meios eclesiais necessitamos, para já, dizer uma palavra diferente. Sair das intermináveis discussões que giram em torno de um termo, mas que acabam evitando ir à verdadeira questão: Há pessoas homossexuais. Não o escolheram. Nem tão pouco pretenderam viver na vergonha por isso. E sentem que a doutrina católica é insuficiente ao não lhes apresentar outra opção do que o celibato que, se não se vive como vocação, nega algo do fundamental das pessoas. Não se sentem melhores nem piores. De facto, não são acima de tudo "homossexuais". São o Xavier, a Ana, o Henrique, a Helena, o António... Uns são promíscuos, outros não. Uns são frívolos, outros não. Uns são crentes, outros não. (Tal como os heterossexuais). Só que eles, entre outras coisas, vivem atraídos por pessoas do mesmo sexo. Há muitas pessoas e grupos na Igreja que foram capazes de dar esse passo em direção ao acolhimento, ao respeito, à compreensão e à igualdade. Porém, torna-se necessário, de verdade, que a Igreja dê mais um passo no sentido de abraçar, também desde o magistério, cada história, cada realidade, cada pessoa, na sua unicidade. Com o amor incondicional de quem a todos ama sem distinção.

 

Tradução: JLP

Data do artigo: 2JUL2012

Artigo original aqui.

 

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