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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

«Habemus Papam» - NOTA À IMPRENSA 02/ 2013

NOTA À IMPRENSA

Coordenação Nacional da Associação Rumos Novos – Homossexuais Católicos

 

 

Lisboa/ Portimão, 13 de março de 2013

 

 

Habemus Papam

 

 

Como leigos comprometidos na vida da igreja orámos, nos últimos dias, para que o Espírito Santo iluminasse os cardeais na escolha do novo sucessor de Pedro.

 

A Igreja Católica encontra-se num momento de charneira na sua história, onde seria importante abandonar a lógica do poder e abraçar a lógica do serviço e da inclusão.

 

Um novo Papa deveria, obedecendo a Deus, estar ao serviço do Homem e saber ler os sinais dos tempos, como a todos nos interpelou o Concílio do Vaticano II.

 

Porém, neste momento de alegria para todos nós católicos, não podemos, enquanto fiéis homossexuais católicos, igualmente deixar de partilhar o nosso profundo desalento pela escolha do cardeal argentino Jorge Bergoglio para Papa.

 

Enquanto homossexuais católicos não nos podemos esquecer das inúmeras posições públicas e no seio da igreja do cardeal Bergoglio nas quais se refere ao casamento entre pessoas do mesmo sexo como sendo «um plano de Satanás para enganar os filhos de Deus» e que as pretensões dos fiéis homossexuais católicos mais não são do que «a destruição do plano de Deus». Estas palavras causaram mágoa e dor a muitos homossexuais católicos em todo o mundo e deixam-nos naturalmente apreensivos sobre se efetivamente poderemos assistir a uma nova postura da igreja, na senda da mensagem de Jesus Cristo.

 

Neste momento em que urge promover uma profunda mudança interior do ser humano e em que um novo Papa tem de ser o pastor que, em nome de Jesus Cristo, a todos acolhe, rezamos para que este Papa, iluminado pelo Espírito Santo, saiba fazer o corte com um certo modelo de igreja e que saiba escutar os movimentos de fiéis católicos que apelam, de há muito, a uma profunda renovação no seio da igreja.

 

Oramos para que a escolha do nome «Francisco» por parte do novo Papa, possa efetivamente vir a ser o espelho de uma opção pelos desfavorecidos, os excluídos e os marginalizados, na sociedade e no seio da igreja católica, em particular que finalmente haja uma mensagem de conforto e verdadeiro acolhimento particularmente em relação aos fiéis homossexuais católicos.