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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

NOTA DE IMPRENSA 01/2010: Casamento de pessoas do mesmo sexo: hoje crescemos em democracia!

RUMOS NOVOS – GRUPO HOMOSSEXUAL CATÓLICO celebra hoje o avanço legal que foi a aprovação na generalidade da proposta do governo que torna possível o casamento de pessoas do mesmo sexo e que coloca Portugal na linha da frente do caminho da igualdade de todos os cidadãos.

Publicamente agradecemos a luta pela igualdade dos cidadãos homossexuais por parte do PS, BE, PCP e PEV, que apostaram num verdadeiro marco civilizacional por altura do início do ano parlamentar e das comemorações do centenário da República, traduzido pela equiparação em direitos e deveres dos casamentos homo e heterossexuais. Ao mesmo tempo lamentamos a atitude do PSD e do CDS-PP e dos promotores do referendo, que escondem a sua homofobia através do véu do referendo, no qual se pretende submeter a votação a dignidade das pessoas.

Como homossexuais católicos não podemos deixar de realçar a atitude equilibrada e contida da hierarquia católica, que se limitou a expressar uma posição já conhecida e que nada de novo trouxe ao debate, mas que se coibiu de uma intervenção directa, como no caso da IVG, certamente compreendendo que defender o Amor e as relações afectivas estáveis entre pessoas do mesmo sexo é também a tradução prática dos ensinamentos de Cristo que sempre pregou um Deus inclusivo e do Amor e não um Deus do medo e da exclusão.

Como não há dignidade sem igualdade, a aprovação da proposta governamental é a afirmação de que numa sociedade livre, democrática, justa e defensora dos direitos humanos, todos os cidadãos podem amar quem quiserem e podem exprimir esse amor na sociedade e no mundo.

A luta dos homossexuais católicos e cristãos, em Portugal e no mundo, é agora para que essa vivência seja também possível ao nível da Igreja, sem um pseudo-acolhimento castrador.

Hoje crescemos em democracia!