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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

A Nossa Alegria Mútua

Os opositores do casamento entre pessoas do mesmo sexo, citam frequentemente as Escrituras. Mas o que a Bíblia ensina sobre o amor argumenta a favor do outro lado.

 

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Vamos tentar, por um minuto, escutar a palavra dos conservadores e definir o casamento como a Bíblia o faz. Devemos começar por Abraão, o grande patriarca, que dormiu com a sua serva após descobrir que a sua amada esposa Sara era infértil? Ou por Jacob, que foi pai de crianças de quatro mulheres diferentes (duas irmãs e as suas servas)? Abraão, Jacob, David, Salomão e os reis de Judá e Israel – todos estes pais e heróis eram polígamos. O modelo do Novo Testamento sobre o casamento é ainda melhor. O próprio Jesus era solteiro e pregava uma indiferença para com as coisas terrenas – particularmente a família. O apóstolo Paulo (também ele solteiro) encarava o casamento como um ato de último recurso para aqueles que não conseguiam conter a sua própria luxúria animal. «É melhor casar do que arder em paixão», diz o apóstolo num dos mais indiferentes pronunciamentos jamais feito sobre uma instituição acarinhada. Será que algum casal heterossexual contemporâneo – que provavelmente acordou no seu dia de núpcias acolhendo algumas ideias otimistas e sem preconceitos acerca de igualdade de género e do amor romântico – se voltaria para a Bíblia como um livro de como fazer?

 

Claro que não, mas, contudo, os opositores Religiosos do casamento entre pessoas do mesmo sexo, afirmam que sim.

 

A batalha sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo tem sido empreendida por mais de uma década, mas nos últimos seis meses – desde que a Califórnia legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo e posteriormente, com um referendo em novembro, alterou a sua Constituição de modo a proibi-lo – o debate passou a uma guerra total, com a retórica religiosa a subir de tom a condizer. Desde 1860, quando os púlpitos do país estavam cheios de oradores que se pronunciavam a favor e contra a escravatura, que uma das nossas instituições sociais (e económicas) básicas não tinha estado sob tanto escrutínio. Contudo se na Guerra Civil os tradicionalistas tinham o seu James Henley Thornwell – e os partidários da mudança, o seu Henry Ward Beecher – desta vez os lados estão desequilibrados. Todas a retórica religiosa, parece estar ao lado dos opositores do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que utilizam a Escritura como fundamento para as suas objecções.

 

O argumento assemelha-se a esta declaração, que o Rev. Richard A. Hunter, um ministro Universal Metodista, deu ao Atlanta Journal-Constitution, em junho [de 2008]: «A Bíblia e Jesus definem o casamento como sendo entre um homem e uma mulher. A igreja não pode condenar ou abençoar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, porque isto encontra-se em oposição às Escrituras e à nossa tradição».

 

A isto há duas respostas óbvias: Primeiro, apesar da Bíblia e Jesus dizerem muitas coisas importantes acerca do amor e da família, nenhuma define de forma explícita o casamento como sendo entre um homem e uma mulher. Segundo, como o exemplo em cima ilustra, nenhuma pessoa sensível e moderna quer que o casamento – o seu ou o de qualquer outra pessoa – se pareça, na sua forma particular, com algo como o que é descrito na Bíblia. «Casamento» na América refere-se a duas coisas distintas: uma instituição religiosa e outra de natureza civil[1], embora seja maioritariamente entendido como uma confusão entre ambas. Enquanto instituição civil, o casamento oferece benefícios práticos a ambos os parceiros: direitos contratuais que dizem respeito a impostos, seguros, cuidado e custódia de crianças, direitos de visita e herança. Enquanto instituição religiosa, o casamento oferece algo mais: um compromisso de ambos os parceiros perante Deus de se amarem, honrarem e cuidarem – na doença e na saúde, na riqueza e na pobreza – de acordo com a vontade de Deus. Num casamento religioso, duas pessoas prometem cuidar uma da outra, de forma profunda, do mesmo modo em que acreditam que Deus cuida deles. Os literalistas da Bíblia estarão em desacordo, mas a Bíblia é um documento vivo, poderoso por mais do que 2000 anos porque a sua verdade interpela-nos à medida que mudamos através da história. Nessa perspetiva, as Escrituras não nos apresentam nenhuma razão palpável porque os homossexuais não se possam (civil e religiosamente) casar, mas apresentam-nos um número de excelentes razões porque o podem fazer.

 

 No Antigo Testamento, o conceito de família é fundamental, mas os exemplos daquilo que os conservadores sociais chamariam de «família tradicional» são raramente encontrados. O casamento era crítico para o passar da tradição e da história, bem como na manutenção do frágil e precioso monoteísmo dos Judeus. Contudo, de acordo com o estudioso bíblico Alan Segal, o arranjo era entre «um homem e tantas as mulheres quantas este conseguisse pagar». Os conservadores sociais apontam para Adão e Eva como a prova do seu argumento de um homem e uma mulher, particularmente este versículo do Génesis: «Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne». Contudo, como afirma Segal, se acreditarmos que a Bíblia foi escrita por homens e não outorgada por Deus, então este versículo foi escrito por pessoas para as quais a poligamia era o caminho do mundo. (O facto de os casais homossexuais não poderem procriar também tem sido suscitado como objeção bíblica, pois não é verdade que Deus disse: «Crescei e multiplicai-vos»? Porém, os autores bíblicos nunca poderiam imaginar o verdadeiro novo mundo da adoção internacional e presenciar a tecnologia reprodutiva, bem como os heterossexuais inférteis ou para além da idade reprodutiva e que se casam diariamente).

 

Ozzie e Harriet[2] também não se encontram no Novo Testamento. O Jesus bíblico era – apesar dos esforços recentes dos novelistas para o retratarem de outro modo – enfaticamente não-casado. Ele pregava um tipo de família radical: uma comunidade preocupada de fiéis, cuja ligação a Deus suplantava todos os laços de sangue. Deixai as vossas famílias e segui-Me, diz Jesus nos Evangelhos. Não haverá casamento no céu, diz Ele em Mateus. Jesus nunca se refere à homossexualidade, mas condena redundantemente o divórcio (deixando um buraco, nalguns casos, no que se refere aos maridos das mulheres infiéis).

 

O apóstolo Paulo deu eco à falta de interesse de Jesus, nos assuntos da carne. Para ele, o celibato era o ideal cristão por excelência, mas a estabilidade familiar era a melhor alternativa. Casai se tiverdes de o fazer, disse ele a quem o escutava, mas não vos divorcieis. «Todavia, mando aos casados – não eu, mas o Senhor – que a mulher se não separe do marido». Continua sem mencionar que a frase «casamento homossexual» não aparece de todo na Bíblia.

 

Se a Bíblia não nos fornece exemplos abundantes do casamento tradicional, então a que se opõem verdadeiramente os detratores do casamento homossexual? Bem, claro está que à homossexualidade em si mesma – particularmente ao sexo entre homens. O sexo entre mulheres nunca levantou tanta ira, mesmo nos tempos bíblicos. Na sua entrada sobre «Práticas Homossexuais», o «Anchor Bible Dictionary» faz notar que em nenhum lugar da Bíblia é referido o sexo entre as mulheres, «possivelmente porque isso não representava uma «união» verdadeiramente física. A Bíblia condena o sexo entre homens num punhado de passagens. Duas vezes o Levítico refere-se ao sexo entre os homens como uma «abominação» (versão King James), mas isto são linhas soltas num texto específico que define códigos para a vivência no mundo judeu antigo, um texto devotado, versículo após versículo, ao tratamento da lepra, rituais de limpeza para as mulheres menstruadas e a forma correta de sacrificar um bode – ou um carneiro ou uma rola. A maioria de nós já não prestam atenção ao Levítico para cortar o cabelo ou sacrifícios de sangue; a nossa compreensão moderna do mundo ultrapassou estas prescrições. Por que razão haveríamos de olhar para a condenação da homossexualidade com maior serenidade do que o fazemos em relação ao conselho dado sobre o melhor preço a pagar por um escravo?

 

Paulo foi duro para com a homossexualidade, embora recentemente alguns escolásticos mais progressistas tenham argumentado que a sua condenação de homens que «estavam inflamados de luxúria uns pelos outros» (que ele chama de uma «perversão») é realmente uma crítica à maldade da pior espécie: ilusão, violência, promiscuidade e deboche. No seu livro «A Arrogância das Nações», Neil Elliott argumenta que Paulo se refere, nesta passagem famosa, à depravação dos imperadores romanos, os hábitos cobardes de Nero e Calígula, através de uma referência que quem o ouvia captaria de imediato. «Paulo não fala sobre aquilo a que chamamos homossexualidade», afirma Elliott. «Fala sobre um determinado grupo de pessoas que fizeram tudo o que queriam. Não estamos aqui a lidar com nada de parecido com o amor homossexual ou o casamento homossexual. Estamos, outrossim, a falar sobre pessoas verdadeiramente violentas que chegaram ao final dos seus dias e foram julgadas por Deus». Na minha opinião, poderíamos acrescentar, que Paulo se debateu de forma mais veemente contra o divórcio – e, pelos menos, metade dos cristãos na América passaram por cima desse ensinamento.

 

As objeções religiosas ao casamento homossexual não têm as suas raízes na Bíblia, mas no costume e na tradição (e num desconforto pessoal com o sexo homossexual que transcende o argumento teológico). Os rituais e as orações comuns refletem a nossa prática comum: o Livro Episcopal da Oração Comum descreve os participantes num casamento como «um homem e uma mulher». Mas a prática quotidiana muda – e para melhor, como afirmou o Rev. Martin Luther King, Jr, «O arco da história é amplo, mas dobra-se no sentido da justiça». A Bíblia sustenta a escravatura, uma prática que os americanos consideram agora universalmente vergonhosa e bárbara. Recomenda a pena de morte para os adúlteros (e no Levítico, para os homens que tenham sexo com homens, se isso interessar). Fornece abrigo para os antissemitas. Uma visão madura da autoridade escritural exige-nos, como já fizemos no passado, que nos movamos para além do texto literal. A Bíblia foi escrita para um mundo muito diferente do nosso. É impossível aplicar as suas regras, tal e qual, ao nosso mundo.

 

Principalmente, o casamento evolui de forma a ser irreconhecível às mulheres de Abraão e Jacob. A monogamia tornou-se a norma no mundo cristão do século VI. Os divertimentos frequentes dos maridos com amantes e prostitutas tornou-se tabu no começo do século XX. Em meados do século XIX, punham de lado as esposas que eram vítimas de violência doméstica e nos anos 70 a maioria dos estados americanos viram-se livres das suas leis «senhor e cabeça de casal», que davam aos maridos o direito de decidirem onde uma família iria viver e se a mulher poderia aceitar um emprego. A visão atual do casamento como uma união de partes iguais, juntos numa relação simultaneamente romântica e pragmática é, através de padrões recentes, radical, afirma Stephanie Coontz, autora de «Casamento, uma História».

 

As cerimónias religiosas sobre o casamento já mudaram de forma a refletirem as novas conceções do casamento. Lembrem-se de quando dizíamos «homem e esposa» em vez de «marido e esposa»? Lembrem-se de quando deixamos de utilizar a palavra «obedecer»? Mesmo Miss Manners, a voz da tradição e da razão, aprovou essa alteração, em 1997. «Parece» escreveu ela, «que deixar cair o «obedecer» foi uma alteração sensível de um serviço que fazia assunções sobre o casamento que a sociedade já não possui».

 

Não podemos olhar para a Bíblia como um manual de casamento, mas podemos lê-la em busca de verdades universais à medida que lutamos por um futuro mais justo. A Bíblia dá-nos inspiração e avisos em temas como o amor, casamento, família e comunidade. Fala, de forma eloquente, sobre o papel fundamental das famílias, numa sociedade justa e dos riscos que correríamos e também os nossos filhos se nos deixássemos de juntar em pares amorosos. Os homossexuais gostam de apontar a história de amor do rei David e do seu amigo Jónatas, com o qual ele era «um só espírito» e ao qual ele «amava como a si próprio». Os conservadores afirmam que estamos em presença de uma história de amizade platónica, mas é também uma história sobre dois homens que lutaram um pelo outro em tempos difíceis, numa guerra violenta e na desaprovação de um parente poderoso. David rasga as suas roupas na morte de Jónatas e, em desgosto, escreve uma canção:

“Choro por ti, Jónatas, meu irmão.

Eras o meu melhor amigo

e para mim a tua amizade era mais maravilhosa

que o amor de uma mulher.”

 

Aqui, a Bíblia louva o “amor” duradouro entre homens. Aquilo que Jónatas e David faziam ou não na sua intimidade é talvez melhor deixado à história e à nossa própria imaginação.

 

Para além do seu louvar da amizade e da sua condenação do divórcio, a Bíblia dá-nos muitos exemplos de casamentos que desafiam as convenções, mas que beneficiam a comunidade no seu todo. A Torah desencorajou os antigos Hebreus a se casarem fora da tribo, contudo o próprio Moisés casou com uma estrangeira, Séfora. A rainha Ester é casada com um não-judeu e, de acordo com a lenda, salva o povo Judeu. O Rabi Arthur Waskow, do Centro Shalom, em Filadélfia, acredita que o Judaísmo se desenvolve através da diversidade e da inclusão. «Não creio que o judaísmo deve ou queira deixar qualquer parte da população humana, fora do processo religioso», afirma. «Não devemos querer deixar [os homossexuais] fora da tenda sagrada». O casamento de José e Maria é ele próprio pouco ortodoxo (para sermos suaves na linguagem), um caso de um arranjo não convencional aceite pela sociedade para um bem comum. Afinal de contas, o menino necessitava de dois pais humanos.

 

Na história cristã, a mensagem de aceitação para todos encontra-se codificada. Jesus alcança a todos, particularmente aqueles que estão à margem e transporta toda a comunidade cristã para o seu abraço. O Rev. James Martin, um Jesuíta e autor, cita a história de Jesus revelando-se à mulher junto ao poço – sem se importar que ela tenha tido cinco maridos anteriormente e um atual namorado – como prova do amor incondicional de Jesus por todos. O grande estudioso da Bíblia Walter Brueggemann, professor emérito do Seminário de Teologia de Columbia, cita o apóstolo Paulo quando procura apoio bíblico para o casamento homossexual: «Não há judeu nem grego; não há servo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Cristo». O argumento religioso a favor dos casamentos homossexuais, acrescenta «não se encontra com referências específicas a determinados textos, mas com a convicção generalizada que a Bíblia se inclina em direção à inclusão».

 

A prática da inclusão, mesmo em desafio às convenções sociais, o alcançar dos marginalizados, a ênfase à solidariedade e à comunhão em vez e contra o caos, a depravação, a indiferença – todos estes valores bíblicos argumentam a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se somos a favor da igualdade racial e da natureza comum da humanidade, então os valores da estabilidade, monogamia e família seguem-se-lhes com naturalidade. Terry Davis é o pastor da Primeira Igreja Presbiteriana, em Hartford, (Connecticut, EUA) e tem presidido, desde 1992, a «uniões abençoadas». «Sou contra a promiscuidade – o amor deve ser manifestado em relações comprometidas, não através de sexo casual, e penso que a igreja deveria reconhecer a validade de relacionamentos comprometidos entre pessoas do mesmo sexo», afirma.

 

Mesmo assim, poucas denominações judias ou cristãs apoiam o casamento homossexual, mesmo nos estados onde este é legal. A prática varia por região, por igreja ou sinagoga, mesmo por clérigo. As denominações mais progressistas – a Igreja Unida de Cristo, por exemplo – concordaram em apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Outras denominações e dioceses realizam cerimónias de «união abençoada» ou de «bênção», mas demarcam-se da palavra «casamento», por esta ser politicamente explosiva. Portanto a questão frustrante e semântica mantém-se: devem os homossexuais casar-se no mesmo sentido sacramental que o fazem os heterossexuais? Eu argumentaria que sim. Se somos todos filhos de Deus, feitos à sua imagem e semelhança, então negar o acesso a qualquer sacramento tendo por base a sexualidade é exatamente o mesmo que o negar tendo por base a cor da pele – e ninguém no seu perfeito juízo concordaria com isso. As pessoas casam-se «para alegria mútua», explica o Rev. Chloe Breyer, diretor executivo do Centro Interconfessional, em Nova Iorque, citando a cerimónia de casamento Episcopal. É o que as pessoas religiosas fazem: cuidam uma da outra apesar das dificuldades, acrescenta. No casamento, os casais crescem mais perto de Deus. «Estando um com o outro em comunidade é o modo de amar a Deus. É sobre isso que é o casamento».

 

Mais básica que a teologia é a necessidade humana. Queremos, como o fez Abraão, chegar a velhos rodeados por família e amigos e sermos sepultados, no final, pacificamente entre eles. Queremos, como ensinou Jesus, amarmo-nos uns aos outros para nosso próprio bem – e, sem sermos pretensiosos, para o bem do mundo. Queremos que as nossas crianças cresçam em lares estáveis. O que acontece no quarto, na verdade, não tem nada que ver com tudo isto. O meu amigo, o padre James Martin diz que a sua leitura favorita das Escrituras referente à questão da homossexualidade é o Salmo 139, um cântico que louva a beleza e a imperfeição que há em todos nós e que glorifica o conhecimento de Deus do nosso íntimo mais secreto: «Vós é que plasmastes o meu interior… Dou-vos graças por tantas maravilhas». Depois acrescenta que, no fundo do seu coração, acredita que se Jesus estivesse vivo hoje, se dirigiria especialmente aos homossexuais entre nós, pois «Jesus não quer que as pessoas estejam sós e tristes». Que a oração deste padre jesuíta seja também a nossa!

 


 

[1] Tal situação não ocorre em Portugal, onde existem duas terminologias diversas: matrimónio (sacramento religioso) e casamento (contrato civil) (N. T.).

[2] Telenovela americana, produzida pela ABC de 3 de Outubro de 1952 até 3 de Setembro de 1966, centrada na vida real da família Nelson. A série retratava Ozzie Nelson, a sua mulher Harriet Nelson e os seus filhos, David Nelson e Eric Nelson, mais conhecido por Ricky. A série atraiu amplas audiências, embora nunca tenha estado entre as dez mais vistas, e tornou-se o sinónimo do estilo de vida familiar americano dos anos 50. (N. T.).

 

 

Tradução: José Leote

Artigo original: Revista Newsweek, por Lisa Miller