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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos Homossexuais Portugueses

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo (Brasil) emite nota de apoio às pessoas LGBT

Bandeira Arco-Iris e Cruz

Por altura da realização próxima (dia 4 de maio) da «parada gay» de S. Paulo, a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo (Brasil), importante instituição de defesa dos direitos humanos ligada à Arquidiocese de São Paulo, divulgou na passada quarta-feira (dia 30), uma nota de apoio às pessoas LGBT, que infra transcrevemos e que deve servir-nos de reflexão a todos (leigos, sacerdotes, hierarquia e instituições da igreja aqui em Portugal):

 

«Fiel à sua missão de anunciar e defender os valores evangélicos e civilizatórios dos Direitos Humanos, a Comissão Justiça e Paz de São Paulo (CJPSP) vem a público manifestar-se por ocasião da 18.ª Parada do Orgulho LGBT que se realiza na Av. Paulista no próximo domingo, dia 04 de maio de 2014. Nosso posicionamento se fundamenta na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, aprovada pelo Concílio Vaticano II, que diz: “As alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrais e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração.” Assim, a defesa da dignidade, da cidadania e da segurança das pessoas LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – é imprescindível para a construção de uma sociedade fraterna e justa. Por isso não podemos nos calar diante da realidade vivenciada por esta população, que é alvo do preconceito e vítima da violação sistemática de seus Direitos Fundamentais tais como a saúde, a educação, o trabalho, a moradia, a cultura, entre outros. Além disso, enfrentam diariamente insuportável violência verbal e física, culminando em assassinatos, que são verdadeiros crimes de ódio. Diante disso, convidamos as pessoas de boa vontade e, em particular, a todos os cristãos, a refletirem sobre essa realidade profundamente injusta das pessoas LGBT e a se empenharem ativamente na sua superação, guiados pelo supremo princípio da dignidade humana.

 

São Paulo, 30 de abril de 2014.»

 

Artigo original: Aqui.

NOTA: Os destaques a negrito são da responsabilidade do Rumos Novos

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