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RUMOS NOVOS - Católicos Homossexuais

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

Tchechenos Homossexuais Relatam Detenções, Espancamentos, Extorsão

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Autoridades locais na Tchetchénia estão alegadamente em busca de sangue quando se trata da homossexualidade. Grupos do Direitos Humanos e um grande jornal russo afirmam que, nos últimos meses, homossexuais chechenos têm sido presos, espancados, chantageados e mesmo mortos devido à sua orientação sexual.

 

O serviço de notícias russo RFE/RL falou com três homossexuais tchechenos que relataram na primeira pessoa as suas fugas do abuso que enfrentaram na república do sul da Rússia, onde a homossexualidade é estigmatizada e onde as denominadas mortes por honra postas em prática por membros da famíla não são coisa rara.

 

Em cada um dos casos, os nomes dos homens foram alterados como forma de proteger as suas identidades.

 

Said

A história de Said é uma história de chantagem e extorsão. Um grupo de “amigos” preparou-lhe uma armadilha em Outubro de 2016. Said tinha conhecido estes “amigos” há cerca de um ano e meio. Conviviam regularmente em casa dele até que um dia começou a chantagem: estes “amigos” exigiram-lhe 2,5 milhões de rublos (cerca de 45.000 euros) para que não divulgarem as gravações áudio e vídeo que tinham feito de forma oculta e que evidenciavam que Said é gay.


Said recusou-se a ser chantageado, vendeu o seu carro e fugiu. Primeiro para a cidade de Krasnodar e de lá para Moscovo. À família e amigos disse que tinha emigrado para a Europa.


Em Janeiro teve de voltar a Grozny, na Tchetchénia, por causa de problemas familiares. Nesse curto espaço de tempo que esteve na cidade foi visto por um agente da polícia conhecido dos chantagistas. Said conseguiu abandonar a cidade, mas pouco depois recebeu um telefonema da mãe a dizer-lhe que tinha a polícia em casa a perguntar por ele. OS homens arrancaram-lhe o telefone das mãos da mão da mãe de Said e perguntaram-lhe onde é que ele estava a viver. Said respondeu que estava em Krasnodar. A polícia disse que iria enviar um carro para ele regressar a Grozny. Said sabia exactamente por que razão eles estavam à sua procura e, por isso, recusou-se a voltar. Foi então que a polícia prendeu o seu irmão e disse que não iria libertá-lo até que ele voltasse a Grozny.


Said recebeu telefonemas de vários familiares, incluindo da sua irmã, que tentou convencê-lo a voltar. "A minha mãe não sabia nada sobre o que tinha acontecido. No começo eu não pude dizer, mas no fim eu acabei por dizer que era gay. Ao telefone a minha mãe disse-me que “isso não é um problema, só tens de vir para cá. Nós sabemos que não fizeste nada de mal, só tens de dizer que é tudo uma mentira e eles vão acabar por pedir desculpas a todos os membros da família. Said percebeu que a única coisa que a sua família queria era que ele voltasse, quer para obter informações ou então para matá-lo. Um familiar de Said, que é polícia, ligou-lhe e Said disse-lhe que era gay. A resposta foi: "Eu sei. Não podemos fazer outra coisa que não seja matar-te. "Said disse que voltaria e assim a sua família poderia levar a cabo um "crime de honra" para limpar o nome da família. Said pediu ao familiar que o matasse sem se aproximar dele. Mas ele sabia que este parente não o iria fazer, porque queria ter acesso à lista de contactos para encontrar outros homens gays.


Said nunca voltou a casa e hoje vive num país europeu. Não tem qualquer contacto com a sua família. A única coisa que sabe através de um conhecido em Grozny é que o seu irmão foi efectivamente preso e que a polícia, oficiais e membros do Ministério do Interior passam várias vezes pela sua casa para pressionar os seus familiares para que estes o convençam a voltar.


Said está há bastante tempo sem ter informações sobre a sua família e não pode telefonar-lhes porque teme que as chamadas estejam sob escuta. Desde que soube dos desenvolvimentos do que está acontecer na Tchetchénia através do jornal Novaya Gazeta e através dos grupos de defesa dos Direitos Humanos Said percebeu que os perfis dos seus amigos nas redes sociais desapareceram. “Acredito que alguns se estejam a esconder, mas a maioria terá sido vítima desta campanha anti-gay. Um dos meus amigos foi detido em Dezembro. Só o libertaram quando revelou o nome de todos os seus amigos. A última vez que falei com ele há um par de semanas, ele estava a chorar e disse-me que estavam à procura dele. Agora não sei onde é que ele está".Outro conhecido de Said foi preso e só voltou para a sua família apenas na condição de que o matassem. “Foi o tio dele que o matou. Isso sei de certeza, Tinha 20 ou 21 anos. "

Malik

O Said conseguiu escapar sem ser torturado. Infelizmente, Malik não teve a mesma sorte. Após ter enviado mensagens a um homossexual seu conhecido, acabou detido e passou 10 dias numa prisão secreta. “Vivíamos num grande quartel onde estavam 15 homossexuais e 20 toxicodependentes. No entanto, quando chegámos, a consideração pelos toxicodependentes aumentou significativamente, ao ponto dos mesmos terem sido autorizados a atormentar-nos.”


Diariamente Malik e os outros reclusos homossexuais eram espancados e humilhados. Foi-lhes atribuído a cada um nomes de mulher, eram forçados a dançar em frente uns dos outros e depois eram levados individualmente para outro edifício onde eram torturados. Malik contou que foi pontapeado e espancado com varas, para além de ter sido torturado com choques elétricos, através de grampos de aperto, que eram colocados nos dedos das mãos e dos pés.


Pediram-lhe também os contactos de outros homossexuais que poderia conhecer, mas ele teve tempo de apagar todas as informações que tinha no seu telefone e não deu qualquer informação, apesar das constantes ameaças de morte que lhe eram dirigidas. “Eu sabia que poderia não sair vivo, mas preferia morrer do que arruinar a vida de outra pessoa”.


Ele e todos os outros homossexuais dormiam num piso que se encontrava completamente vazio, ao contrário dos toxicodependentes, que dormiam em camas e podiam ir aos sanitários três vezes por dia. Uma de manha, outra à tarde e outra à noite. “Apesar de ser usual durante a noite abrirem as janelas, os toxicodependentes estavam agasalhados, ao contrário de nós, que não tínhamos nada para nos cobrir, pois até os nossos casacos nos tiraram”, relembra Malik.


Foi-lhe oferecida a possibilidade de comprar a sua liberdade pela quantia de 1 milhão de rublos (aproximadamente 16700 euros), mas Malik não tinha esse dinheiro. Para além disso, Malik acredita que o principal objectivo dos seus raptores não era apenas a extorsão. “Foi uma acção preventiva para parar a homossexualidade. Ouvi-os discutir entre si como é que eles deviam de lutar contra pessoas como nós. Até nos disseram para não o voltarmos a fazer”.


Dez dias depois todos os homossexuais foram colocados em fila e humilhados, um por um, na frente das respectivas famílias. Depois foram entregues às mesmas.


Malik foi levado para casa e escondeu-se no quarto. O pai de Malik foi ter com ele com um tubo de metal na mão. “Eu disse-lhe para esperar, tirei a minha camisa e mostrei-lhe que já estava coberto com hematomas e que não precisava de me bater mais. Ele saiu e não voltou a falar comigo novamente.”


Malik esperou que os seus ferimentos se curassem a depois fugiu de Grozny. Ele diz que não sabe o que aconteceu com os outros. Todos eles apagaram as suas contas da VKontakte (VK), uma rede social russa bastante popular. Depois viu na VK que estavam a dar as condolências aos familiares de um dos homossexuais que tinha estado preso com ele. Malik acredita que esta pessoa ter sido morta pela sua própria família de forma a limpar a honra.

Khasan

Khasan, 23 anos, saiu de casa como sempre fazia, levando às costas a sua pequena mochila. Mas em vez de ir para o trabalho, foi para o aeroporto e partiu, deixando Grozny – e a Tchetchénia – para sempre.


Olhando em retrospectiva para a sua situação, diz ter lido sobre as capturas em massa de homossexuais que, segundo algumas notícias, ocorreram no início de Março, mas não levou muito a sério. Khasan diz que pensava estarem a referir-se ao passado e a casos isolados. “Até que, no fim de Março, uma mulher ligou, a chorar, a soluçar, dizendo que o seu filho (amigo de Khasan) tinha desaparecido”, ele diz que “(Ela) perguntou se ele não estava em minha casa. Ele não estava. Ele tinha 19 anos. Ele é…vocês sabem”. Khasan não acaba a frase pois considera a palavra “gay” tabu.
Outros conhecidos começaram a desaparecer, acrescenta. “Eu não dormi durante muitos dias. Eu ficava à janela, à noite, à espera que eles (a polícia) viessem atrás de mim. Eu não comi nada todo o dia…estive a falar com um amigo no Whatsapp – ele tinha o meu número. Eles podiam aparecer a qualquer momento.”


Khasan já tinha sido capturado uma vez. No passado Outono conheceu um homem no VK (rede social russa equivalente ao Facebook), trocaram mensagens durante um mês e combinaram encontrar-se. Quando finalmente o viu, apercebeu-se que aquele homem não tinha enviado fotos suas. Mas o homem alegou não ter enviado fotos reais por medo.


“Ele disse, ‘Vamos para a minha casa’. Disse que tinha um apartamento em Grozny, mas que não estava vazio e que tinha um outro fora da cidade”.


“Eu disse ‘Ok, vamos lá’. Entrei no carro. Ele conduziu. Nós estávamos a conversar normalmente. Nada sugeria que eu viesse a ser capturado” Khasan recorda que “depois, ele virou para uma floresta e eu vi três pessoas. De imediato percebi que era uma armadilha. Fiquei em choque. Eu disse ‘Por favor, não precisas de fazer isto’ e ele respondeu ‘Vamos falar sobre isso agora’”.


Khasan diz que os três homens que estavam na floresta estavam vestidos com uniformes militares pretos com insígnias e riscas – ele reconheceu-os como oficiais da SOBR (unidade de polícia especial do Ministério interior).
“Eles despiram-me. Um filmou-me com o seu telemóvel. Três deles bateram-me. Pontapearam-me e partiram-me o maxilar. Disseram que eu era gay e que não deve haver defeitos destes na Tchetchénia”.


Levaram o telemóvel de Khasan, que tinha os contactos de amigos e familiares. Eles ameaçaram pôr o vídeo na Internet e pediram 300.000 rublos (aproximadamente 5000 euros) em troca do seu silêncio.


Quando chegou a casa, diz que ninguém viu os ferimentos no seu corpo. Diz ter contado à família que partiu o maxilar numa luta. Khasan teve dois meses para juntar o dinheiro. Ele vendeu o computador e pediu a restante quantia a familiares sob forma de variados pretextos.

 

ARTIGO ORIGINAL PODE SER CONSULTADO AQUI.

NOTA DE IMPRENSA 03/20010: Homossexuais Católicos Portugueses respondem ao cardeal Tarcisio Bertone: A Pedofilia é uma relação de domínio e disso sabe muito, alguma da hierarquia.

Afirmou hoje o secretário de estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, na sua visita ao Chile, que não era o celibato dos padres que estava na origem dos casos de pedofilia que por todo o mundo irrompem no seio da Igreja, mas sim a homossexualidade.

 

Ainda que esta posição não seja nova, pois já em 2002, a primeira resposta às revelações de abusos sexuais por parte de clérigos e ao seu encobrimento por parte da hierarquia católica foi a declaração que os homossexuais não podiam ser ordenados sacerdotes, não pode o RUMOS NOVOS – GRUPO HOMOSSEXUAL CATÓLICO, na defesa dos fiéis homossexuais católicos portugueses deixar de repudiar estas palavras impróprias de um membro da hierarquia, impróprias de um católico e falsas do ponto de vista científico, tanto mais que não foi este nem o caminho, nem a verdade, nem a vida que Cristo nos legou.

 

O dedo acusatório do cardeal Bertone, pretende lançar sobre os homossexuais, em geral, e sobre aqueles que são católicos, em particular, um anátema que julgávamos arredado do século XXI e que, novamente, continua a cavar o fosso entre a Igreja, enquanto comunidade de fiéis, e alguma hierarquia que, não entendendo o Vaticano II, não sabe ler os sinais dos tempos (perdendo de vista que uma instituição que não mude, ou leve muito tempo a fazê-lo, acabará por desaparecer) e se afasta cada vez mais ma mensagem de Cristo, da realidade e do mundo, esquecendo que a sua verdadeira missão é evangelizar e acolher, pois «aquilo que não fizerdes ao mais pequenino de entre estes, é a Mim que o não fazeis», interpela-nos a todos Jesus Cristo.

 

A afirmação feita pelo cardeal Bertone, choca igualmente (e o cardeal Bertone sabe-o muito bem!) com os mais elementares dados das investigações científicas existentes que demonstram que as pessoas com tendências pedófilas são indivíduos de ambos os sexos, que se sentem atraídos por crianças e jovens na fase de pré-puberdade e que são incapazes de manter relações adultas, com homens ou com mulheres. Um estudo conduzido pelos psiquiatras Groth e Gary, em 1982 e outras posteriores, concluiem, sem margens para dúvidas, que «as pesquisas efectuadas apontam para a não existência de uma relação significativa entre a homossexualidade e o abuso de crianças… e o adulto, homem, que molesta sexualmente crianças do sexo masculino não é provável que seja homossexual».

 

Por outro lado, acreditamos, tal como acontece com o cardeal Bertone, que o celibato dos sacerdotes não está na origem dos casos de pedofilia. Porém, o celibato é o cenário ideal para um abusador de crianças ou um homossexual atormentado pelos seus próprios demónios (muitos dos quais incutidos por uma fé castrante e ela própria contrária aos ensinamentos de Cristo), pois assegura a impunidade e a adulação de familiares e amigos que deixam de questionar sobre relacionamentos. Talvez pondo fim ao celibato, a Igreja deixasse de ser o santuário para todos aqueles que se escondem dos seus demónios interiores ou mentes doentias, pois a questão dos relacionamentos voltaria a aparecer e seria mais fácil percepcionar as vocações das omissões.

 

Ao pretender criar nos homossexuais o bode expiatório para os sucessivos escândalos sexuais que assolam a igreja e que a todos nos mortificam, o cardeal Bertone aviva também em nós, homossexuais católicos, as palavras do evangelista João: «Expulsar-vos-ão… virá mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. Isto vos farão porque não conhecem o Pai nem a Mim».

Mas, sobretudo, recordamos ao cardeal Bertone, certos de que um dia a hierarquia católica apelará publicamente ao perdão dos homossexuais, as palavras do Cardeal Patriarca de Lisboa, na Páscoa que acabámos de viver: «Estamos aos pés da Cruz, quando os pecados da Igreja, ofuscam o Evangelho e a mensagem de Cristo».

Por tudo isto, lembramos ao cardeal Bertone, que a pedofilia é sempre uma relação de poder e nada mais que isso e instamos a hierarquia católica a permanecer atenta aos casos existentes e aos que surjam, bem como a colaborar com a justiça, denunciando os abusadores e não a dar-lhes cobertura, de modo a que estes paguem pelo seu delito, que tão graves sequelas deixou em tantas crianças e jovens, ao longo de todos estes anos.

Relatório da Human Rights Watch: Milícias iraquianas voltam a atenção para os costumes e atacam homossexuais

Milícias no Iraque estão a levar a cabo uma campanha cada vez mais violenta contra quem seja suspeito de comportamento homossexual, com uma campanha de assassínios, raptos e tortura que começou no início deste ano.

No relatório de 67 páginas intitulado "Eles querem-nos exterminados: assassínio, tortura, orientação sexual e género no Iraque", a organização de defesa dos direitos humanos com sede em Nova Iorque diz que a campanha começou no grande subúrbio xiita de Sadr City, o bastião do Exército de Mahdi de Moqtada al-Sadr, que ganhou notoriedade no combate às forças americanas no Iraque mas entretanto tinha passado a ser uma força discreta.

Referindo-se ao “terceiro sexo” e à “feminização” dos homens iraquianos, os combatentes sugerem estar a “limpar” a sociedade – e esperam assim ganhar popularidade.

Os assassínios não só não foram investigados – estima-se que sejam da ordem das centenas e nunca foi encontrado nenhum culpado – como fontes ouvidas pela HRW dizem que as forças de segurança já se juntaram aos perpetradores dos crimes.

Um iraquiano de 35 anos contou à Human Rights Watch que o seu companheiro de há dez anos tinha sido assassinado. Quatro homens armados tinham entrado na casa dos pais do companheiro. “Insultaram-no e levaram-no, em frente aos pais”, disse. “Foi encontrado no bairro no dia a seguir. Tinha tirado o seu cadáver no lixo. Os órgãos genitais tinham sido cortados e um pedaço da garganta arrancado.” O homem que contou a história à Human Rights Watch tinha saído da cidade onde os dois viviam, e estava com dificuldades de falar devido ao trauma.

A tortura das vítimas serve para os milicianos conseguirem nomes de outras potenciais vítimas. Por vezes, colam o ânus das vítimas. Um jovem de 18 anos conta que dois amigos seus tinham sido assassinados. Dias mais tarde, alguém deixou um envelope com uma bala e uma nota: “Por que ainda estás aqui? Estás pronto para morrer?”

“Nem acredito que estou aqui a falar sobre isto porque tem sido só repressão, repressão, repressão”, disse outro jovem iraquiano. “E agora isto, no último mês – não percebo o que fizemos para merecer isto. Querem-nos exterminados.”

O sexo consensual entre dois homens adultos não é punido pela lei iraquiana. Algumas vítimas da recente onda de crimes que conseguiram escapar fugiram para países onde os actos homossexuais são crime, como o Líbano ou o Egipto.

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