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RUMOS NOVOS - Católicos Homossexuais

Ainda que sejamos provenientes de variadíssimos ambientes sociais, geográficos e culturais, partilhamos um elo comum: amamos a Deus e seguimos o Seu Filho Jesus Cristo. Devido a este elo único somos "um só em Cristo".

O Vaticano dá tratamento de "consorte" ao companheiro do Presidente do Luxemburgo

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O Presidente do Luxemburgo, juntamente como seu companheiro, foram recebidos pelo Arcebispo Gaenswein, prefeito da Casa Pontifícia, antes de iniciarem a reunião de líderes europeus.

 

Por altura do 60.º aniversário do Tratado de Roma (celebrado no passado dia 25 de março), o Papa Francisco realizou, no Vaticano, um encontro com os vinte e sete líderes europeus. Entre os convidados encontrava-se o primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, que esteve presente acompanhado pelo seu companheiro, Gauthier Destenay.

 

O protocolo da Cidade do Vaticano deu o mesmo tratamento ao casal formado por Bettel e Destenay, que ao casamento de Orbán, formado pelo presidente húngaro e esposa.

 

«Foi um enorme prazer e uma grande honra para mim e para Gauthier sermos recebidos pelo chefe da igreja Católica. XB» https://t.co/v4lF5AppIM 

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NOTA À IMPRENSA 04/ 2013

NOTA À IMPRENSA

Coordenação Nacional de Rumos Novos – Homosexuais Católicos

PARA DIVULGAÇÃO IMEDIATA

 


Lisboa/ Portimão, 2 de novembro de 2013

 


Vaticano Pede aos Bispos de Todo o Mundo que Consultem os Leigos sobre o Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo, a Contraceção e o Divórcio

 

Vaticano

Numa atitude sem precedentes, o Vaticano acaba de pedir aos bispos de todo o mundo que perguntem aos fiéis qual a sua opinião sobre os ensinamentos da igreja no que concerne à contraceção, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e ao divórcio.

 

O arcebispo Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispo do Vaticano, pediu às conferências episcopais de cada um dos países para efetuarem a distribuição imediata do questionário e tão amplamente quanto possível, às paróquias e vicariatos, como forma de preparação do Sínodo anunciado pelo Papa Francisco, no princípio de outubro, que decorrerá entre 5 e 19 de outubro de 2014, subordinado ao tema “Desafios Pastorais da Família num Contexto de Evangelização”.

 

É com o coração cheio de júbilo que o RUMOS NOVOS, que acolhe os homossexuais católicos portugueses, recebe esta notícia. Como católicos não podemos deixar de reconhecer a atuação do Espírito Santo no seio da sua igreja, pois é a primeira vez que o Vaticano pediu tal tipo de opiniões aos católicos de base, pelo menos desde o pós-Vaticano II.

 

Esta notícia é tanto mais importante se tivermos presentes algumas posições tomadas pelo atual Papa, quando ainda era primaz da Argentina, particularmente no que se refere aos homossexuais e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Representa igualmente um forte compromisso com o Vaticano II, que desafiou a Igreja a escutar os sinais dos tempos, para poder evangelizar de forma capaz, como Cristo nos ensinou.

 

Entre as questões importantes colocadas, no que às pessoas homossexuais se refere, destacamos:

  • Existe uma lei no vosso país que reconheça as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo e que as equipare de algum modo ao casamento?
  • Qual é a atitude das pessoas e, em particular, das Igrejas em relação ao Estado, enquanto promotor das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, e às pessoas envolvidas neste tipo de união?
  • Que atenção pastoral pode ser dada às pessoas que escolheram viver nestes tipos de união?
  • No caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo que adotaram crianças, o que é que pode ser feito, do ponto de vista pastoral, à luz da transmissão da fé?

 

E fazemos notar uma abordagem franca, aberta e com espírito de partilha, onde finalmente a hierarquia católica não se inibe de falar de união civil, casamento entre pessoas do mesmo sexo e adoção por casais de pessoas do mesmo sexo, sem ser para os condenar.

 

Enquanto organização que diariamente trabalha no acompanhamento, oração e partilha com homossexuais católicos portugueses, o RUMOS NOVOS formula fraternalmente votos de que a Conferência Episcopal Portuguesa, saiba encontrar a melhor forma de levar este importante documento a toda a igreja nacional para que ele possa ser um verdadeiro documento de partilha e princípio da caminhada para um autêntico acolhimento de todos, unindo os muitos dons de todos os fiéis num só Espírito.

 

Fraternalmente desejamos que os Bispos portugueses sejam autenticamente encorajados pela Conferência Episcopal a realizarem esta ampla consulta dos leigos e sacerdotes. Se assim não for, teremos todos perdido uma grande oportunidade de ouvir a voz do Espírito Santo a trabalhar na Igreja. O RUMOS NOVOS encoraja todos os fiéis, particularmente os fiéis homossexuais católicos, a fazerem ouvir as suas opiniões.

 

O Vaticano, sob o pontificado do Papa Francisco, parece estar a estender a mão às pessoas da igreja, mas mais, o Vaticano está a encorajar os bispos a escutarem a voz do povo de Deus. De há muito que os católicos que apoiam aquilo que é justo e correto, bem como defendem a igualdade para as pessoas homossexuais e o seu verdadeiro acolhimento no seio da igreja e que têm encorajado a igreja a manter um diálogo em tudo o que diz respeito à sexualidade e à família, rezam pelo surgimento de uma oportunidade destas. É chegado o momento de, como homossexuais católicos, agarrarmos esta oportunidade e fazer, mais uma vez, sentir à hierarquia católica da necessidade de trabalharmos pela inclusão dos homossexuais.

 

O RUMOS NOVOS terá em campo as suas “Equipas de Religação” para poderem partilhar, com os demais irmãos, as experiências de fé dos homossexuais católicos, nas diversas dioceses e paróquias.

O Eixo da Discriminação

Os grupos detratores do casamento homossexual alimentam o ódio homofóbico no mundo durante a aprovação de leis igualitárias

 

 

A Assembleia Nacional francesa votou a lei Taubira, que consagra o fim da discriminação contra os homossexuais no casamento. A França culmina assim um mês extraordinário no qual também o Uruguai e a Nova Zelândia ratificaram a igualdade no casamento. O Reino Unido encontra-se em pleno processo (a Escócia iniciou o seu próprio) e outros quatro Estados europeus (Alemanha, Andorra, Finlândia e Irlanda) estão dispostos a abrir o debate. Os parlamentos da Colômbia e do Nepal devem aprovar uma lei de acordo com o critério dos respetivos Tribunais Constitucionais. Nos Estados Unidos e em Taiwan os tribunais devem pronunciar-se sobre a proibição de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, num contexto de uma opinião pública claramente favorável (58% dos norte-americanos e 75% dos taiwaneses, segundo as sondagens). Antes deste mês de abril, a igualdade no casamento existia já em 12 países e em duas dezenas de estados dos Estados Unidos, Brasil e México. Nesta primavera extraordinária assistimos a uma aceleração em direção à igualdade.

 

Não faltam motivos de regozijo para os partidários dos direitos para todos. Contudo, convém não perder de vista a reação originada pelo avanço. Em França viveu-se nas últimas semanas uma banalização do discurso homofóbico, tendo inclusive ocorrido ataques violentos em Bordéus, Lille e Paris. Os opositores da igualdade no casamento usaram um vasto reportório de formas de protesto. Para o seu esforço online apoiaram-se na tecnologia proporcionada pela Opus Fidelis, um grupo cristão que trabalha para a Organização Nacional do Casamento, dos Estados Unidos. Esta organização encontra-se empenhada na criação de uma Organização Internacional para o Casamento (leia-se, contra o casamento homossexual), uma autêntica Internacional da Discriminação, que se está a preparar para influenciar os debates em países como a Irlanda.

 

Em África expande-se uma cruzada que denuncia a homossexualidade como uma importação ocidental. No entanto, o que está a ser importado é a homofobia radical dos fundamentalistas cristãos norte-americanos que veem em África melhores oportunidades que as existentes no seu próprio país. O caso mais conhecido é o do Uganda, na sequência da denúncia do pregador evangelista norte-americano Scott Lively pela sua contribuição para uma histeria anti-homossexual, que inclui propostas parlamentares para aplicar a pena de morte aos homossexuais e a publicação num jornal de nomes, fotografias e endereços de pessoas supostamente homossexuais, com a legenda «Pendurem-nos!». Logo após essa publicação, David Kato, ativista abertamente homossexual, foi assassinado. Grupos norte-americanos de inspiração evangélica, mórmon e católica financiam a atividade política contra os direitos dos homossexuais, como o vinham fazendo contra os direitos sexuais e reprodutivos em toda a África. Os presidentes do Zimbabué, Zâmbia e Uganda deram-lhes as boas vindas, aproveitando para acusar as suas respetivas oposições de promoverem a homossexualidade.

 

Estes mesmos pregadores norte-americanos esforçam-se também por influenciar os debates legislativos em países como a Letónia ou a Moldávia. No centro e no leste da Europa, o desencanto com o projeto europeu propiciou um ressurgimento nacional-populista que põe em causa os avanços na luta contra a discriminação obtidos durante o processo de pré-adesão, graças à pressão de Bruxelas. Víctor Orbán primeiro-ministro húngaro e paladino da causa nacional-conservadora, promoveu a constitucionalização da discriminação no casamento na Hungria e vangloria-se da sua defesa de uma Europa baseada em valores cristãos, com o apoio da direita mais conservadora do continente.

 

As primeiras tentativas para acabar com a discriminação no casamento, já lá vão duas décadas, resultaram numa mobilização contrária por parte do integrismo religioso nos EUA. Com os sucessos da última década em prol da igualdade na Europa, EUA, África do Sul e América Latina, a ofensiva discriminatória globalizou-se. O constante ataque contra os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, liderado pelas hierarquias eclesiásticas, em particular o Vaticano, assinala o caminho a este virtual Eixo da Discriminação. Na tentativa de parar os avanços históricos da igualdade, os detratores dos direitos das pessoas homossexuais alimentam um ódio homofóbico que destrói vidas e famílias, condenando milhões de pessoas a uma existência baseada no medo e no sofrimento. Contudo pouco importa este sofrimento humano aos que, em nome do seu dogma, tanto se esforçam por privar a milhões o direito de decidir a sua própria sexualidade e maternidade. Convém não ignorar a sua capacidade para envenenar o debate e a convivência entre cidadãos, como fizeram em França. Porém, a melhor resposta à sua agressão é manter firme o rumo em direção à plena igualdade de direitos.

 

 

Fonte: El País

Tradução e adaptação: José Leote

Homossexuais Católicos versus Papa, uma perspectiva irlandesa

Quando as pessoas ouvem-me dizer que sou católico, frequentemente saem-se com a frase sarcástica: «Um homossexual católico? Como é que isso é possível?»

 

Tenho tido muito tempo para pensar na resposta. O problema é que estas pessoas frequentemente consideram-me um servidor obediente de Roma, pendurado em cada um dos twitts do Papa Bento XVI, sentindo-me alarmado e com medo quando ele condena a minha homossexualidade. Na realidade, um católico do nosso tempo vive uma vida muito diferente.

 

Tenho de admitir, que não me recordo de nenhuma retórica antihomossexualidade na missa, ou em nenhuma das escolas católicas por onde passei, na Irlanda do Norte, onde a religião significa muito mais e realmente reflete muito menos do que apenas religião. Crescer neste ambiente significou que era cauteloso em relação à minha sexualidade, mas apenas devido à remanescência de antigos preconceitos à volta do género e da sexualidade, que ainda existem na maioria das sociedades e não devido a qualquer coisa que tenha aprendido através da igreja. Na realidade, sinto-me confortável como homossexual católico, porque não vejo a necessidade de ambas as identidades encaixarem perfeitamente uma na outra de modo a serem ambas relevantes para a minha vida, mas sei que tecnicamente elas conflituam e, recentemente, isso tornou-se mais evidente.

 

Sob a liderança do Papa Bento XVI, o Vaticano tornou-se mais agreste nas suas críticas à homossexualidade e a minha geração, na Irlanda, está agora a afastar-se da Igreja. A revelação do escândalo de abuso [de menores] no início do século XXI foi um importante ponto de viragem, mas assuntos como a igualdade dos homossexuais - um que agora está vindo à tona em todo o mundo – certamente que ajudam a isto. É um facto que cada vez menos jovens frequentam a missa ao domingo e sei de três amigos que abandonaram a igreja no dia de Natal, porque o padre reiterava a mensagem do Papa contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Muitos dos meus amigos que vão regularmente à missa fazem-no por um sentido de obrigação, mas a prática agora está mais longe da sintonia com a vida moderna.

 

Então qual a necessidade de toda esta coisa católica, se não gostamos de ir à missa e não concordamos com o Papa? Bem, ser católico é algo mais do que ir somente a um encontro semanal e a fé em Deus é mais daquilo que é dito pelo clero. É um modo de vida e, particularmente em países devotos como o meu [Irlanda do Norte], é algo que une a comunidade entre si nas escolas, bairros e organizações. Em particular, a Irlanda do Norte é ainda um estado polarizado, com dois lados divididos por campos etno-políticos, onde a religião de cada um é o seu rótulo. Claro que isto se atenuou nos últimos anos, mas as raízes encontram-se suficientemente enraizadas de modo a que as pessoas ainda se sintam muito mais ligadas através da religião – quer gostem dela ou não – do que seria de esperar num país multiétnico. Os sentimentos de obediência ao Papa podem estar a desvanecer-se, mas os sentimentos de pertença entre os irmãos católicos não o estão. Ainda existe uma comunidade, mas o seu líder está a ser posto em causa social e moralmente.

 

As pessoas que não apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo não devem ser importunadas ao faze-lo, mas têm de saber aceitar o contraditório. O Papa usou a sua mensagem de Natal para declarar que o casamento entre pessoas do mesmo sexo «destrói a verdadeira essência da criatura humana». Trata-se de uma retórica soberba e condenatória, ambas incorretas e ofensivas. Neste ponto, ele dá má fama a si próprio e aos demais católicos. Tivesse ele dito: «A igreja sempre acreditou que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher e, apesar dos desejos de muitos, é assim que a posição da igreja permanecerá» e isso seria muito mais justo. De facto, ele disse que a igualdade dos homossexuais é um «ataque» à família tradicional.

 

Pelo contrário, a visão de muitos apoiantes da igualdade dos homossexuais é aquela onde os casais homossexuais e suas famílias coexistem com as famílias tradicionais. O Papa poderia ter reconhecido esta coexistência, em oposição à sugestão de que os homossexuais estão numa cruzada para destruir a família nuclear – recordemo-nos que as pessoas não se vão tornar homossexuais somente para ter um casamento homossexual. Descreve ainda o Papa o caminho para a sexualidade como «a escolha fundamental do homem», no qual os homossexuais «negam a sua natureza… que lhes foi dada pela sua identidade corpórea». Isto é embaraçoso, pois é agora quase universalmente aceite que a homossexualidade não é uma escolha. Antes pelo contrário, rejeitá-la iria contra a própria natureza da pessoa.

 

A divisão sobre a homossexualidade é uma reminiscência de como as gerações anteriores rejeitaram a condenação da contraceção por parte da Igreja. A Igreja argumenta que a contraceção vai contra o desígnio de Deus porque evita a criação de vida. As pessoas na Irlanda apercebem-se que a contraceção é o menor de dois males (considerando que o aborto destrói uma vida já criada) e no século XXI é uma ferramenta vital na saúde internacional. Dito de outra forma, eles usam-na na mesma. A Igreja condena a homossexualidade? Adivinhem? Mais uma vez, os Católicos não se importam verdadeiramente. É interessante notar que dos dois maiores partidos políticos da Irlanda do Norte – o DUP (maioritariamente unionista, com eleitores protestantes) e o Sinn Fein (maioritariamente republicano, com eleitores católicos) – é o Sinn Fein que apoia a igualdade no casamento. O DUP rejeita-a e tentou mesmo evitar, até 1982, a descriminalização da homossexualidade na Irlanda do Norte. Esta política democrática fala mais alto para a opinião das pessoas no terreno do que a voz de um homem não eleito em Roma.

 

Portanto como vejo o futuro da igreja católica na Irlanda? Já passaram vinte anos desde que Sinead O’Connor desmascarou o escândalo de abusos sexuais e dez anos desde que ele explodiu em força, com exposições em massa de ofensas sexuais históricas dentro da igreja. Vejo agora uma nova geração de jovens que ainda se identificam como católicos, mas que rejeitam alguns dos ensinamentos da igreja. Conheço pessoas que ainda rezam e têm espiritualidade, mas que não a levam necessariamente para as portas de uma capela. Vejo comunidades que agem a partir dos elementos positivos, generosos e de entrega dos ensinamentos católicos, mas deixaram cair as crenças divisionistas e condenatórias que mantiveram este país no medo e mesmo na pobreza, durante os séculos nos quais a igreja monopolizou as instituições irlandesas. Muitos podem dizer que isto soa muito a uma atitude de seleção – de facto é um tipo de reforma – mas é uma reforma para a melhoria do bem-estar e felicidade das pessoas. Então por que não deveria ser assim? Afinal de contas, a fé tem a ver com a felicidade e a religião tornou-se excessivamente numa espécie de controlo.

 

Ainda não é tarde para o Vaticano. Olho para o modo como as autoridades inglesas e a Família Real estão a reformar leis antigas sobre a sucessão e a religião no que toca à igualdade dos homossexuais e vejo como as coisas poderiam ser feitas dentro da igreja católica. Claro que a igreja não deveria ter de mudar de cada vez que ocorre uma mudança social. Quem quereria acreditar em algo, ou alguém, que muda constantemente de opinião? Porém, estas são questões estruturais que já são partes resolvidas nas vidas dos jovens católicos, pelo que a maré mudou – e não voltará atrás. Estas mudanças são perenes e a igreja deveria avaliar a sua posição.

 

Tal como acontece com muitas religiões, é necessário um longo caminho antes de alguém conseguir chegar a Papa. Porém, considerando tratar-se de uma posição de tamanho poder e influência pessoal, julgo que deveria ser mais do tipo presidencial, onde padres mais jovens e bispos pudessem entrar, levando consigo o pensamento das massas. Chamem-me ingénuo, mas tenho um sonho de que os católicos podem ter o seu próprio Obama. Infelizmente, não tenho muita fé de que isso realmente venha a acontecer, mas sem que isso aconteça a igreja enfrenta uma extinção rápida. Agora é o momento para o nosso renascer; a aurora de uma nova atitude social, onde ‘homossexuais’ e ‘católicos´ não sejam mais contraditórios, mas elementos de uma pessoa que caminham de mãos dadas.

 

 

Autor: Ben Kelly

Tradução: José Leote

Artigo original: aqui.

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