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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Somos católic@s LGBT que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

Famosos enviam mensagens de Orgulho através das redes sociais

Neste 28 de junho, data central do Orgulho LGBT, quando em todo o mundo se comemoram os factos ocorridos no bar Stonewall, em Nova Iorque. É por isso que alguns artistas aproveitaram a oportunidade para recordar esta data e enviar as suas mensagem sobre a importância de nos sentirmos orgulhosos em amar e sermos como o desejarmos.

 

Na redes sociais etiquetas como #Pride, #PrideMonth, #LoveWins tiveram ampla divulgação neste dia 28 de junho, data em que se comemoram os 49 anos da sublevação de gays, lésbias e trans, que frequentavam o bar noturno Stonewall Inn, face à repressão policial. Este facto foi o gérmen que inspirou as lutas sucessivas em prol da reivindicação dos direitos civis do coletivo LGBT.

 

Artistas e personalidades de todo o mundo aproveitaram a ocasião para enviar a sua mensagem sobre a importância da visibilidade e da necessidade de continuar o legado iniciado há quase cinquenta anos.

 

Algumas vezes, seres fiel a ti mesmo pode parecer o maior risco, mas não há maior recompensa.

Escreveu na sua conta do Twitter a apresentador e comediante Ellen De Generes, que com a sua saída do armário na década de noventa contribuiu enormemente para a visibilidade do coletivo.

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A atriz trans Laverne Cox, famosa também pelo seu trabalho na defesa do coletivo LGBT, publicou na sua conta do Instagram um vídeo para apoiar o Dia de Stonewall, uma iniciativa que procura manter vivo o espírito da discoteca novaiorquina a fim de continuar com o legado dos primeiros lutadores neste caminho que ainda falta percorrer em prol da igualdade.

 

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A cantora espanhola Vanesa Martín recordou este dia com a seguinte mensagem:

A genialidade do amor é

AMAR quem queiras

AMAR sem limites AMAR de braços abertos

AMAR sem pudores

AMAR sem censuras

AMAR com horizonte 

AMAR

Sem mais, que já é difícil

AMA quem quiseres e como queiras, que já é um orgulho saber-te amando.

 

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O cantor norte-americano Eli Lieb, que é abertamente homossexual e trabalha em prol dos direitos das pessoas LGBT, desejou um...

Feliz Pride para tod@s. O meu novo vídeo "Quando Precisas de Um@ Amig@" é para vocês. Amo-vos a tod@s - Não estão sózinhos. Vocês são amados e são maravilhos@s e seres humanos únic@s. Espero que este vídeo vos dê forças nos momentos mais difícieis   03lixo.jpg

O ator Matt Bomer, protagonista da popular série de televisão "Apanha-me se Puderes" (Crimes do Colarinho Branco, no Brasil), também aproveitou as redes sociais para enviar uma mensagem de amor no dia do Pride.

 

Da nossa família para vocês: Feliz Orgulho

 

Escreveu quer na sua conta do Twitter como na do Instagram, a qual acompanhou com uma foto de família, onde usava umas meias arco-íris e na companhia do esposo Simon Halls.

 

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Fonte: UniversoGay

Tradução: José Leote (Rumos Novos - Católic@s LGBT)

 

 

 

Passaram 40 anos desde que a "bandeira da liberdade" foi desfraldada pela primeira vez

O seu criador foi o artista norte-americano e ex-soldado Gilbert Baker, o qual executou o estandarte do coletivo LGBTI, a pedido do ativista político homossexual Harvey Milk.

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No passado dia 25 de junho cumpriram-se 40 anos desde que a bandeira LGBT, também conhecida como a "bandeira da liberdade", foi desfraldada pela primeira vez numa marcha do Orgulho. Isto passou-se no Pride de S. Francisco, quando a 25 de janeiro de 1978, o seu criador a desfraldou no desfile que percorreu as ruas desta cidade californiana, nos Estados Unidos.

 

A bandeira foi um pedido do político, abertamente homossexual, Harvey Milk, que viu a necessidade de que o coletivo tivesse um símbolo que o identificasse e que sentisse como seu.

 

"O nosso trabalho enquanto pessoas gay era sair publicamente, ser visíveis, viver de verdade, sair da mentira. Uma bandeira encaixa com esta missão, porque é uma forma de proclamar a tua visibilidade, ou dizer: 'Este é quem sou!'", foram as palavras de Baker quando o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa) adquiriu a bandeira original, a qual constava de oito faixas e foi totalmente executada à mão. Baker faleceu em 2017, aos 65 anos.

 

Após o assassinato de Harvey Milk, ocorrido a 27 de novembro de 1978, a procura da bandeira aumentou. O desejo de Milk de que a bandeira unisse toda a comunidade sob um mesmo símbolo cumpriu-se e hoje a bandeia do arco-íris é um instrumento de inclusão mundial. Anteriormente existiam outras bandeiras utilizadas pelo coletivo nos primeiros anos das lutas enraizadas nos acontecimentos de Stonewall de 28 de junho de 1969. Contudo, foram as cores arco-íris aquelas que se tornaram mundialmente famosas e hoje são o maior símbolo internacional do coletivo.

 

A bandeira original era formada por oito cores, cada uma com os seus significados:

  • Rosa: sexualidade;
  • Vermelhor: vida;
  • Laranja: saúde;
  • Amarelo: luz do Sol;
  • Verde: natureza;
  • Turquesa: arte/ magia;
  • Anil/ Azul: serenidade;
  • Violeta: espírito.

Atualmente, há propostas no sentido de acrescentar novas cores á bandeira LGBT de modo a incluir nela outros setores marginalizados e os novos objetivos que orientam a luta do coletivo nos nossos dias.

 

 

Artigo original: aqui.

Documento da Igreja reconhece, pela primeira vez, as pessoas "LGBT"

 

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Vaticano reconheceu as pessoas LGBT pela primeira vez, quando os bispos admitem que a Igreja deve ser mais inclusiva.

 

No documento de trabalho preparatório ("Instrumentum laboris", de 19 de junho) da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá no próximo mês de outubro, pode ler-se que "os jovens LGBT" querem poder "beneficiar de uma maior proximidade" com a Igreja.

 

Parece estar a assistir-se a um romper com o tipo de linguagem anterior utilizada pelo Vaticano, que no passado incluía "pessoas com tendências homossexuais", enquanto documentos mais recentes utilizaram o termo "homossexuais".

 

O Papa Francisco utilizou igualmente a palavra "gay" na sua já célebre conferência de imprensa, aquando do seu regresso das Jornadas Mundiais da Juventude, no Brasil.

 

Na conferência de imprensa o Cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, disse aos jornalistas que o termo tinha sido incluído no documento de trabalho porque tem sido utilizado pelos jovens e a Igreja "está aberta. Não quer estar fechada sobre si mesma".

 

"O objetivo primordial do Sínodo é fazer com que toda a Igreja se aperceba da sua tarefa importante e de modo algum opcional, no acompanhamento de cada jovem, sem exclusão, em direção à alegria do amor", afirmou o Cardeal

 

A expressão pode encontrar-se na primeira parte do parágrafo 197 do documento, no tópico "Jovens, a fé e o discernimento vocacional", que aqui transcrevemos na íntegra:

 

197. Por exemplo, no SI[1] alguns peritos chamaram a atenção para o modo como o fenómeno migratório pode transformar-se numa oportunidade para um diálogo intercultural e para a renovação das comunidade cristãs em risco de involução. Alguns jovens LGBT, através de vários contributos enviados à Secretaria do Sínodo, desejam "beneficiar de uma maior proximidade" e experimentar um maior cuidado por parte da Igreja, enquanto que algumas CE[2] se interrogam sobre o que propor "aos jovens que em vez de constituírem casais heterossexuais decidem constituir casais homossexuais e, sobretudo, desejam permanecer na esfera da Igreja".

 

[1] SI - Seminário Internacional sobre a Condição Juvenil (11-15 setembro 2017).

[2] CE - Conferências Episcopais.

 

OBS.: O texto integral do documento pode ser lido clicando aqui (em italiano).

17 de junho: 104.º Encontro da Comunidade

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Car@s Amig@s,

 

É verdade, ainda parece que ontem começámos e já estamos a concluir mais um ano de atividades, sendo o próximo encontro da comunidade o último que realizaremos antes do tradicional período de férias, de onde regressaremos com forças redobradas, para iniciar o próximo ano em setembro.

 

Neste nosso encontro de encerramento de atividades que melhor forma para o concluir do que agradecendo ao Pai por mais este ano que nos concedeu. Por isso, o desafio que colocamos para este encontro é que conjuntamente possamos refletir sobre o Pai Nosso, em partir sobre "o pão nosso de cada dia nos dai hoje". Que "pão" recebemos da Rumos Novos ao longo deste décimo ano de atividade? Da partilha, da oração, dos momentos de lazer e de reflexão sobre tantos temas, enfim da alegria de sermos comunidade e família, esse foi um "pão" que saciou?

 

E que "pão" esperamos da Rumos Novos para o próximo ano de atividades? Este será o tempo para fraternalmente tentarmos elaborar e construir o esboço daquilo que queremos para o próximo ano e a que voltaremos em setembro. Como iremos saciar a nossa fome e sede de partilha no próximo ano? Que "pão" teremos para oferecer a quem se aproxima de nós?

 

Como habitualmente iniciaremos o nosso encontro pelas 17h30 para partilharmos este "pão", a que se seguirá o momento de oração, no Mosteiro das Monjas Dominicanas, no Lumiar, em Lisboa. A que se seguirá o não menos habitual momento de confraternização, num restaurante da baixa.

 

Esperamos por vós!

 

Abraço fraterno,

José Leote, pela equipa da Rumos Novos - Católicas e Católicos LGBT (PORTUGAL)

Petição ao Papa Francisco: Mude a Linguagem da Igreja em relação às pessoas LGBTQI

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Entre os dias 25 e 26 de agosto, o Papa Francisco estará de visita à Irlanda para encerrar o próximo encontro mundial das famílias promovido pela Igreja católica.

 

Esta será a 24ª viagem internacional do atual pontificado e a primeira visita de um Papa à República da Irlanda desde 1979, quando João Paulo II se deslocou ao país.

 

Certamente não perdendo de vista ambos estes acontecimentos, a organização Nós Somos Igreja Irlanda acada de lançar uma petição pedindo ao Papa Francisco para mudar a linguagem teológica do Vaticano que é fortemente insultuosa para com as pessoas LGBTI.

 

Expressões como "objetivamente desordenada" e "intrinsecamente má" como forma de descrever qualquer ser humano é algo de absolutamente errado, mas para uma instituição como a Igreja Católica ensinar que estas palavras traduzem a expressão da vontade de Deus em descrever a sua imagem enquanto pessoas LGBTQI é não somente escandaloso mas blasfemo.

 

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"Nós Somos Igreja Irlanda encoraja cada católico que está em desacordo com esta linguagem Não-Cristã do Vaticano a assinar a petição exigindo a retirada desta linguagem ofensiva para descrever as nossas irmãs e irmãos LGBTQI", afirmou Brendan Butler do Nós Somos Igreja Irlanda.

 

Podes assinar a petição clicando aqui.