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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Somos católic@s LGBT que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

Centenas de estudantes manifestam-se a favor de professor gay

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Em Borken (Renânia do Norte-Vestefália), centenas de estudantes do ensino secundário da escola Mariengarden das Oblatas Missionárias, protestaram na passada quinta-feira contra o despedimento de um professor gay.

 

"Não queremos aceitar que um grande professor não possa trabalhar aqui, simplesmente porque quer se casar com o seu companheiro", afirmou a diretora Lara Doods, do Mariengarden.

 

 

Com esta manifestação os estudantes pretenderam transmitir um sinal de tolerância.

 

O professor completara com sucesso o seu estágio no colégio Mariengarden, em Borken e iria ser contratado como professor efetivo. Porém, quando o conselho escolar desta escola católica soube que o professor é gay e se quer casar com o seu companheiro, a oferta de emprego efetivo foi retirada.

 

A perspetiva individual de futuro não corresponde às exigências eclesiásticas

 

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A perspetiva individual de futuro não corresponde às exigências eclesiásticas, afirmou o Pe. Christoph, porta-voz da Congregação das Oblatas, responsáveis pela escola.

 

No que se refere à manifestação dos alunos, o Pe. Christoph agradeceu o seu empenho, pois "os jovens afirmam a sua opinião e estão comprometidos com o próximo".

 

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Que podes esperar dos nossos Encontros?

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Que Esperar:


Mensalmente na «Rumos Novos» encontrarás:

  • Celebração da Palavra/ Missa;
  • Cânticos e músicas alegres;
  • Partilhas e mensagens relevantes com aplicação prática na nossa vida;
  • Um ambiente acolhedor e amigável;
  • Um espaço onde podes ser tu mesmo, sem máscaras;

 

Algumas vezes trabalhamos com apresentações multimédia, outras com vídeos, outras ainda com diversos outros tipos de dinâmicas, que têm em comum a esperança de que possas levar para casa uma experiência e uma mensagem que permita que te (re)ligues com a tua fé por inteiro;

 

Uma coisa é certa: terminamos sempre com o jantar da comunidade.

 

Queremos que venhas «tal como estás» e te disponhas a fazer connosco esta difícil caminhada.

 

Resumindo:

 

Quando e Onde:


Encontramo-nos Mensalmente
17h30 no primeiro sábado
de cada mês.
Jantar: 20h30
(depois do encontro: comida
e tempo social)

 

 

Localização:

Monjas DominicanasOUHotel Ibis Lisboa Centro Saldanha
Quinta do Frade (à Praça Rainha D. Filipa)
1600-681 Lisboa
 Avenida Casal Ribeiro, 23
1000-090 Lisboa

 

Pontualmente, ao longo do ano, temos outros encontros, que denominamos (desde a primeira hora em 2008) de Encontros de Lazer e Cultura e que decorrem em diferentes locais do país.

 

Para saberes quando ocorrem os nossos Encontros e outras atividades, por favor clica no separador «Subscrever Newletters» e preenche-o para subscreveres.

 

FAQ:


O que preciso de levar?
Tu próprio, talvez a tua família, talvez um/a amigo/a ou dois/duas. Porém, apesar de quem venha ou não contigo, traz sempre o teu desejo de dar início a um recomeço com Cristo. No Rumos Novos, não temos ideias preconcebidas ou julgamentos, porque «a igreja é um hospital para os pecadores e não um museu para os santos.»

 

Jesus ouviu isto e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.» (Marcos 2, 17)

 

Não sou católico. Posso participar?
Embora sejamos uma comunidade católica, o nosso convite e acolhimento estende-se a pessoas de todas as fés cristãs.

 

Devo vestir-me de algum modo especial?
Veste-te normalmente e à vontade. Acreditamos que Deus está mais preocupado em como somos do que com o que parecemos.

«Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.» (Lucas 18, 14)

Tenho de pagar alguma coisa?
Os encontros são abertos a todos e todas. No entanto, sempre que a sala é paga todos os donativos são bem-vindos para ajudar no seu pagamento e demais despesas dos encontros. No entanto, ninguém tem de dar nada. Se o pode fazer faz. Se não o pode não o faz.
O único pagamento é o jantar da comunidade, se nele quiseres participar, e cujo valor é obtido por perequação.

 

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Carta ao Papa da mãe de um rapaz homossexual

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Caro Papa Francisco,

 

Escrevo-lhe depois de escutar as suas palavras no Fórum Italiano das Associações Familiares: "A família, a imagem de Deus, é uma só, aquela que une um homem e uma mulher".

 

Eu sou mãe de um rapaz homossexual. O meu marido e eu casámo-nos há 39 anos e vivemos juntos com os nossos dois filhos, Marco e Emanuele, aquela bela aventura, como a chama, que é a família. Uma aventura em que crescemos juntos, inclusive através das dificuldades. Há dois anos, fomos confrontados com a inesperada comunicação do Emanuele. Poderíamos continuar a viver tranquilamente a nossa vida sentindo-nos "bem", com os nossos muitos compromissos: na comunidade base, voluntariado com os imigrantes, estudo da Bíblia... mas, não. O facto de um filho se assumir, coloca-te de volta ao jogo, tudo muda e é contagioso: nós, pais, também tivemos que nos assumir, quebrando aquela esfera de hipocrisia que gostaria que "daquela parte" do teu filho não se falasse. Foi em 7 de maio de 2016, naquele dia eu dei à luz o Emanuele pela segunda vez. Escrevo-lhe porque as palavras que pronunciou abriram uma ferida em mim. E é preciso dar palavra à dor para que ela não se torne raiva e rancor.

 

Se o amor entre mim e o meu marido é a imagem de Deus, como é que imagina que nós possamos resignar-nos ao pensamento de que o amor de Emanuele por um rapaz nada possa expressar daquela imagem de Deus?

 

Não, o nosso amor nunca poderá expressar a imagem de um Deus que seja estranho e distante do amor entre Emanuele e o seu companheiro. Se o amor deles não for a imagem de Deus, nem mesmo o nosso será. Porque nós não conhecemos tal Deus. Nós conhecemos um outro, aquele de que falava Jesus. Um Deus participativo, que escolhe partilhar o caminho de um povo de escravos, que se torna cúmplice dos pequenos, que se alia com aqueles que estão à margem dos poderes políticos e religiosos de todos os tempos, um Deus que irradia amor, contra toda a razoável economia, capaz de livrar-se da sua omnipotência para voltar às suas criaturas como um pedinte de amor, para solicitar uma livre resposta de amor.

 

Quando muito, caso sejamos capazes de expressar um pequeno pedaço daquela imagem, do Deus de Jesus nas nossas vidas de indivíduos e de casais, através dos nossos amores, todos imperfeitos, "dentro da norma" ou "fora da norma" que sejam, deveríamos fazê-lo na ponta dos pés, sem estardalhaço, sem exibir aquela imagem, porque a imagem de Deus não pertence nem a nós, nem a ninguém. Não se deixa encurralar, escapa às tentativas dos homens de possuí-la e usá-la, dobrando-a aos seus próprios interesses.

 

Foge dos palácios dos poderosos para ser encontrada no último entre os seres humanos, o mais indigno, o mais esquecido, o mais marginalizado e sozinho, para que naquela imagem possa reconhecer-se e, redescobrindo aquele pequeno toque de divino que lhe foi insuflado por dentro, possa ousar expressá-la na sua vida.

 

Caro Papa Francisco, vivemos na Itália uma fase histórica e política muito difícil, que preocupa os pais de rapazes e raparigas LGBT. Em muitas ocasiões, o senhor foi capaz de dizer palavras de esperança. Não nos deixe sós com os nossos medos.

 

 

Dea Santonico

NOTA:

Carta publicada no jornal italiano La Repubblica em 08-08-2018.