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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Somos católic@s LGBT que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

Prelado polaco critica ataques, mas apoiantes LGBT não estão satisfeitos

Foto: CNS/Agencja Gazeta via Reuters/Agnieszka Sadowska

 

Um arcebispo polaco condenou os ataques à marcha de orgulho gay realizados por manifestantes que afirmaram estar a defender a sua catedral.

 

Algumas pessoas, contudo, afirmaram que as suas palavras eram poucas, proferidas demasiado tarde e que as suas observações anteriores incitavam à violência contra a comunidade LGBT.

 

«Atos de violência e escárnio são incompatíveis com a atitude de um cristão e discípulo de Cristo», afirmou o arcebispo de Bialystok, Tadeusz Wojda, a 22 de julho. «Ao mesmo tempo, encorajo a oração e o desvelo pela família e pela sua pureza interna, de modo que as nossas famílias, alicerçadas em Deus, possam dar um exemplo de amor maravilhoso a exemplo da Sagrada Família. Estes últimos incidentes demonstram que ainda temos muito que fazer.»

 

O arcebispo emitiu a sua breve declaração na sequência das violentas reações a uma «Marcha da Igualdade», realizada a 20 de julho, na cidade. Alguns manifestantes e, pelo menos, 20 contramanifestantes foram detidos.

 

Uma comentadora do diário polaco Gazeta Wyborcza, Agnieszka Sadowska, acusou Wojda de «abençoar o ódio» e afirmou que a sua mensagem anterior, apelando aos católicos para resistirem «à depravação da juventude», tinha sido «uma vergonha».

 

 Na sua mensagem pastoral de 7 de julho passado, Wojda disse aos católicos e católicas que os defensores LGBT tinham «insultado os valores cristãos, profanado símbolos sagrados e vociferado blasfémias contra Deus», acrescentando que a Marcha da Igualdade era «uma iniciativa estranha à nossa terra e sociedade» e «um ato de discriminação contra os católicos e católicas».

 

«O Evangelho ensina respeito e amor por todas as pessoas e tentamos seguir este ensinamento - mas não podemos aceitar o ridicularizar da nossa fé e a depravação da nossa juventude», afirmou o arcebispo.

 

Anna Bryjanska, uma defensora dos direitos iguais para as pessoas LGBT em Varsóvia afirmou que o arcebispo instigou «os fiéis à violência contra as pessoas LGBT» e afirmou que temia as consequências se este «incitamento de duas caras» continuasse.

 

«Havia uma atmosfera pogrom em Bialystok - se a polícia não tivesse estado lá em força, algo de verdadeiramente terrível poderia ter acontecido», disse ela ao Catholic News Service, a 24 de julho. «Quando o resultado foi as pessoas terem sido agredidas e feridas, os bispos católicos lavaram as suas mãos através de declarações banais sobre oposição à violência».

 

A polícia usou granadas de fumo e gás pimenta para evitar que vários milhares de contramanifestantes agressivos alcançassem a marcha com mais de 1 km e onde seguiam cerca de 800 manifestantes LGBT de toda a Polónia.

 

Os noticiários das televisões mostraram manifestantes atirando garrafas, pedras e cuspindo sobre os manifestantes no exterior da catedral de Bialystok, enquanto entoavam «Deus, honra, pátria» e «Bialystok livre de pervertidos». A cobertura pelos media destacou igualmente as reações dos representantes do governo, incluindo do primeiro-ministo polaco Mateusz Morawiecki, que afirmou que a Polónia deveria fornecer «um lugar para todos e todas».

 

Numa declaração de 21 de julho, o porta-voz da conferência episcopal polaca, Fr. Pawel Rytel-Andrianik, afirmou que a igreja católica continuaria a pregar contra o «pecado mortal» da homossexualidade, ao mesmo tempo em que «desaprova inequivocamente» quaisquer atos de agressão.

 

Os grupos LGBT têm-se queixado frequentemente de discriminação na Polónia, onde a igreja católica tem rejeitado pedidos reiterados de um serviço pastoral para os homossexuais; tem-se oposto às uniões de facto entre pessoas do mesmo sexo e tem apoiado o despedimento de elementos LGBT do pessoal das escolas católicas.

 

O arcebispo Stanislaw Gadecki, presidente da conferência episcopal polaca disse ao semanário católico Niedziela, no dia 21 de julho, que manifestações anteriores incluíram paródias às imagens da Virgem Maria e aos símbolos cristãos, em Czestochowa, Cracóvia e noutras cidades, sugerindo que aqueles e aquelas que exigem tolerância incitaram frequentemente «ao ódio para com a igreja e o seu clero» e transformaram as suas manifestações em lugares «de flagrante intolerância, apresentações obscenas e um desprezo pelo cristianismo».

 

Acrescentou ainda que as recentes revelações sobre o abuso sexual de crianças por padres católicos estavam a ser «utilizadas para ataques contra a igreja com o objetivo destruir a sua credibilidade moral» enquanto «última voz na sociedade que não se compromete com as tendências contemporâneas de ausência de moral».

 

Fonte: National Catholic Reporter

Jesuíta espanhol participou no desfile do Orgulho Gay no Japão

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Juan Masiá Clavel, sacerdote jesuíta e teólogo, participou no desfile do Orgulho Gay de Tóquio, onde mora, e benzeu, no ato, um casal de homossexuais, em frente de um grupo de católicos LGBT.

 

O padre Masiá Clavel é um jesuíta da tarimba do famoso padre James Martin, o homem que constrói pontes - não muros - com as comunidades de orientações sexuais alternativas e assessor do Vaticano em matéria de comunicação. Porém, vai um pouco mais além do jesuíta norte-americano responsável pela revista America, já que prega diretamente através do exemplo e juntou-se ao desfile do Orgulho Gay.

 

Como não poderia ser de outro modo, Masiá tem tudo bem esquematizado no seu pensamento teológico: pronunciou-se a favor da eutanásia e do aborto - caso a caso, procurando percebê-lo - e pôs em dúvida a virgindade de Maria e a abstinência carnal de S. José.

 

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Masiá vive no Japão já há algum tempo e foi a partir daí que reagiu aos elogios que Bento XVI fez à encéclica Veritatis Splendor (O Esplendor da Verdade), do seu antecessor, assegurando que o texto de S. João Paulo II é «um travão à renovação pós-conciliar». É por demais evidente que Masiá não gosta de travões: foi um dos 18 signatários duma petição aos participantes do Sínodo da Família de 2015 no qual se pedia aos padres sinodais transformações profundas em relação à homossexualidade, ao aborto, ao celibato sacerdotal, à ordenação das mulheres e - algo que conseguiu - a comunhão dos divorciados recasados que vivem segundo os costumes matrimoniais (more uxório).

 

Se procurava um recorde, conseguiu-o: é o primeiro sacerdote católico no Japão que benzeu publicamente um casal homossexual, de duas mulheres, no caso em apreço. Tudo isto, em pleno desfile, ao qual assistiu com uma T-shirt com a imagem de um Cristo do qual saíam raios multicolores que formavam a bandeira LGBT.

 

Fonte: Infovaticana

Manifestantes violentos atiraram cocktails molotov, pedras e garrafas de vidro aos participantes na Marcha de Orgulho

Foto: Piotr Fijalkowski

 

Manifestantes da extrema direita atacaram a marcha do Orgulho com cocktails molotov, pedras e garrafas de vidro.

 

A cidade de Bialystok, na Polónia, estava a ser palco da primeira celebração do Orgulho, no sábado passado, com cerca de 1000 participantes. Porém, mais de 4000 contramanifestantes de extrema direita apareceram, gritando slogans como «Deus, Honra e Pátria» e «Bialystok livre de pervertidos».

 

Os contramanifestantes atiraram objetos aos participantes no Orgulho.

 

A agência de notícias Reuters relata que foram feitos vários vídeos com contramanifestantes a atacar os participantes na marcha. A CNN viu várias pessoas a retirarem as pinturas e a esconderem as bandeiras arco-íris numa tentativa de deixarem a cidade em segurança.

 

Vinte e cinco contramanifestantes foram presos pela polícia, que utilizou gás lacrimogénio e pimenta para dispersar a multidão.

 

«Estou a tentar ver isto de uma forma alegre, mas esta marcha é igualmente triste para mim porque não pensei que seria tão perigosa como é», disse a participante na marcha Anna Pietrucha à CNN.

 

«Estamos no meio de uma onde de propaganda de ódio, que é alimentada quer pelo Estado quer pela Igreja Católica», afirmou Hubert Sobecki da organização LGBTQ Stowarzyszenie Miłość Nie Wyklucza (O Amor Não Exclui).

 

No início deste mês, 30 cidades da Polónia declararam-se «Livres da ideologia LGBT».

 

Fonte: LGBTQ Nation

Orgulho e silêncio

Orgulho e Silêncio

 

Sim, sou gay, sou cristão, participo numa comunidade de jovens e espero poder viver uma vida evangélica. Seguramente tu, jovem - ou menos jovem - que te encontras a ler isto estarás a pensar que não há nada de extraordinário nisto. De facto, durante estes dias te estás a perguntar se será necessária tanta celebração-manifestação, ano após ano, nesta data. Para mim, que nasci numa geração onde a homossexualidade é geralmente aceite, às vezes também esqueço das razões. Contudo, aqui estão... muitas são pessoais e dizem muito sobre a minha vida:

 

- Martin tem tiques, por isso, de vez em quando, há alguém que lhe grita na rua: «bicha».

 

- Vicente fica sempre calado no trabalho quando falam de casais, tem medo de não subir na carreira se perceberem que é gay.

 

- Rosa e Ana são as catequistas mais jovens da sua paróquia. Muitos questionam-se que fariam sem a sua vitalidade. «Nada têm de especial», contudo... continuam sem se darem a mão.

 

- Juan queria ser religioso consagrado. Porém disseram-lhe que na sua vida quotidiana havia um excessivo compromisso com a comunidade LGBT.

 

- Os meus motivos: quando me disseram que formar uma família é excessivamente contracultural, que pense melhor em ser leigo comprometido na igreja. Quando julgam a tua afetividade como se esta fosse a de um adolescente, equilibrada, mas instável ou sem possibilidade de crescer e amadurecer. Quando olham somente para o sofrimento que pode estar presente ao se crescer como homossexual... etc. Enquanto houver motivos de discriminação em qualquer lugar do planeta, é preciso que nos manifestemos. O colorido, os disfarces e as plumas mais não são do que parte de uma linguagem de alegria de quem quer amar sem obstáculos, de quem quer crescer sem limites, de quem quer viver uma liberdade profunda.

 

As manifestações de alegria e orgulho continuarão para que, um dia, eu possa assinar este artigo, sem nenhum medo.

 

Mais um cristão homossexual.

 

Fonte: PastoralSJ

Neftalí W. Eugenia Castillo SJ: "Para Deus somente existe o género humano"

Amor LGBTI

 

No número 107 dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola (1491-1556) surge a contemplação do mistério da Encarnação. Esta consiste em fazer uma composição de lugar vendo a redondez do mundo «na qual se encontram tantas e tão diversas pessoas... diversidade, tanto em indumentária como em gestos, uns brancos e outros negros, uns em paz e outros em guerra, uns chorando e outros rindo, uns sãos e outros doentes, uns nascendo e outros morrendo». Nesse cenário tão colorido as três pessoas divinas conversam e tomam a decisão de redimir o género humano. É então que Deus de faz Homem em Jesus Cristo para habitar entre nós e ensinar-nos a conviver.

 

Na República Dominicana está a falar-se sobre a política de género que se quer implementar no sistema educativo. As igrejas, tanto católica como evangélica, elevam as vozes ao céu e dizem que a política de género é uma ofensa à família tradicional, à religião, aos bons costumes e que somente procura promover a homossexualidade. (Nada mais afastado da resolução, ao que parece não a leram). Enfurece-os de tal forma a política de género, que o presidente da Conferência Episcopal da República Dominicana e bispo de Mao-Montecriste, Diómedes Espinal, lançou duras críticas contra o ministro da educação devido ao tema do género e por este se opor à leitura obrigatória da Bíblia nas escolas.

 

Os responsáveis religiosos, bispos, sacerdotes, pastores evangélicos, etc., instigaram os seus fiéis a copiar a triste campanha que nasceu no Perú em 2016, «não te metas com os meus filhos», como forma de se oporem à política de género que pretende educar para o respeito e a convivência humana num país tão machista e mal educado como o nosso.

 

É vergonhoso que a hierarquia das igrejas católica e evangélica seja tão energética sobre este assunto enquanto a sua atuação é deliberadamente condescendente no momento de falar dos grandes males que afetam o nosso país e a nossa democracia que sangra qual veia aberta.

 

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Atrever-me-ia a sugerir a quem se opõe à política de género e à liberdade religiosa, que se verdadeiramente se consideram cristãos deveriam saber que para Deus somente existe o género humano e que tudo aquilo que se oponha ao respeito e à liberdade de cada pessoa se opõe ao amor e em consequência disso é produto do ódio. Se as igrejas exigem respeito devem começar a respeitar o próximo, seja ele do coletivo LGBTI, agnóstico ou ateu. Respeitar significa, pelo menos, reconhecer que o outro existe e tem direito de ser reconhecido e de ser diferente.

 

As pessoas que se definem como cristãs e que utilizam a Bíblia para manipular as consciências débeis e justificar os seus ódios e a sua homofobia, deveriam conhecer melhor os ensinamentos do Senhor Jesus que assegurou que «os publicanos e as prostitutas chegarão primeiro ao Reino de Deus» do que muitos hipócritas que se consideram livres de pecados.

 

Claro que com isto não quero dizer que a homossexualidade seja pecado.

 

A única definição que existe de Deus no Novo Testamento é que é amor (1 João 4, 8) e o amor não exclui ninguém nem devido à sua preferência sexual nem pelas suas crenças. Um amor que faz a redenção do género humano em toda a sua diversidade. Todos e todas entramos neste género e necessitamos ser redimidos.

 

As pessoas são mais do que sexo, não vejamos somente as siglas LGBTI, vejamos seres humanos, não poucas vezes pecadores, pessoas. Se te aproximas e o vês com olhos de ver, verás que é um ser humano à imagem e semelhança de Deus. Não esqueçamos que Jesus somente foi duro com os fariseus que se consideravam perfeitos, mas que por dentro estavam cheios de imundice.

 

Fonte: Religión Digital

O coletivo LGTBI enfrenta a homofobia das autoridades polacas

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O coletivo LGBTI da Polónia nega-se a ceder perante o ataque de homofobia que assola este país, no qual uma trintena de localidades declararam-se como «território livre da ideologia LHBTI», ao mesmo tempo em que o partido no poder assinala esta ideologia como uma «ameaça» contra a pátria.

 

«A situação do coletivo LGBTI na Polónia é, sem margem para dúvida, dramática. Não contamos com igualdade de direitos; os casais de pessoas do mesmo sexo não podem aceder a um sistema de união de facto, já para não falar do casamento. Também o código penal não protege o coletivo de forma apropriada», explicou à agência de notícias espanhola Efe a ativista Cecylia Jakubczak.

 

Cecylia é a porta-voz da principal ONG polaca de defesa dos direitos LGBTI, Kampania Przeciw Homofobia (KPH, Campanha contra a Homofobia), uma organização que resguardo contra as políticas «incrivelmente homofóbicas» do governo da Polónia, nas mãos do partido nacionalista-conservador Lei e Justiça (PIS), desde 2015.

 

«É evidente o fosso cada vez maior entre os políticos do PIS e grande parte da sociedade, que aceita e entende as diferentes opções sexuais», acrescenta Cecylia, que dá como exemplo a última edição da Marcha do Orgulho Gay, em Varsóvia, no passado dia 9 de junho, onde se registou um número recorde de participantes de cerca de 100000 pessoas.

 

Para além disto, recorda esta ativista, cada vez são mais as localidades nas quais se organizam atos reivindicativos como este, ainda que sejam igualmente cada vez mais aquel@s que, do  outro lado da trincheira, se posicionam abertamente contra o movimento LGBTI e contra a «ameaça ideológica» que este representa.

 

Segundo uma sondagem do instituto IBSP realizada no passado mês de março, cerca de 31% dos polacos afirmam «aceitar sem reservas» as pessoas LGBTI, contra cerca de 38% que «não os aceitam», com um amplo número de cidadãos que declaram não ter uma opinião formada sobre este coletivo.

 

A cidade de Swidnik, no leste da Polónia, foi a primeira de uma trintena a declarar-se livre da ideologia LGBTI, um exemplo que foi seguido por outras dentro de uma tendência que considera que a «ideologia LGBTI vai contra a família e o Estado polaco».

 

A agência Efe tentou, sem sucesso, contactar com representantes desta localidade, governada pelo PIS, para que explicassem o conteúdo dessa declaração que, ainda que meramente simbólica, pressupõe uma autêntica proclamação contra os movimentos em prol dos direitos LGBTI.

 

É precisamente o líder nacional deste partido, Jaroslaw Kaczynski, quem aproveitou a campanha eleitoral das passadas eleições para lançar duros ataques contra os movimentos a favor dos direitos dos homossexuais, uma «ameaça» para a pátria polaca dentro duma «guerra ideológica», afirmou.

 

Neste cenário, em finais de junho a igreja católica polaca acusava a empresa de móveis sueca IKEA de «doutrinamento LGBTI», depois da empresa ter despedido um empregado por publicar um comentário homofóbico numa rede social interna da empresa.

 

Segundo o KPH a «exaltação» homofóbica que se vive na Polónia é uma consequência direta da proclamação contra a discriminação assinada e adotada, no passado mês de fevereiro, pelo presidente da Câmara Municipal de Varsóvia, o liberal Rafal Trzaskowski, com o objetivo de proteger os direitos das pessoas LGBTI.

 

O recrudescimento homofóbico fez com que coletivos com o KPH redobrem os seus esforços para enfrentar a demonização do coletivo LGBTI, através de ações «imaginativas face à intolerância dos políticos», como a que teve lugar no passado dim de semana em Varsóvia, onde uma quinzena de artistas tatuaram contra a homofobia.

 

«Esta iniciativa nasceu faz anos em Varsóvia e também teve lugar em Breslavia. É a nossa forma de educar e mostrar à sociedade que é possível colaborar e ajudar o coletivo LGBTI através de formas variadas», disse à Efe a organizadora de «Tatuagens contra a homofobia», Franczyska Sady.

 

«Ajudamos de uma maneira imaginativa, divertida, sem formalidades. A quem nos visitar fazem-se tatuagens, ao mesmo tempo em que tomam consciência dos problemas das pessoas LGBTI, a quem são dirigidos os fundos arrecadados, particularmente ao coletivo trans, o mais vulnerável», assinala Sady.

 

Muitas pessoas que acorrem a este tipo de ações em defesa do coletivo LGBTI são muito jovens, inclusivamente alguns são adolescentes, o que permite notar a mudança que as novas gerações estão experimentando na Polónia, um país onde o fosso de gerações é cada vez mais evidente em questões de direitos LGBTI.

 

Dagna, uma das tatuadoras que participou nesta jornada, acredita que a tatuagem «é uma boa forma de eliminar barreiras entre as pessoas» e assegura que a tatuagem preferida entre os seus clientes LGBTI é o unicórnio.

 

Fonte: Eldiario.es

Preferimos um filho morto do que maricas

Foto: Luci Correia

 

«Preferimo-lo morto.»

 

Um tribunal de Vitoria (Espanha) retirou a custódia do filho de 16 anos a uns pais que deram uma surra brutal ao menor por este ser gay. Presumivelmente o pai bateu no filho com um pau e a mãe ameaçou espetar-lhe uma faca. Ambos os progenitores foram acusados pelo tribunal. O pai está acusado de um delito de maus tratos no âmbito familiar enquanto que a mãe é acusada do delito de ameaça. Sobre ambos pesa uma ordem de restrição. O menor ficou à guarda do Conselho Provincial de Álava.

 

Se já por si é terrível sofrer um crime de ódio, o trauma aumenta quando a vítima é menor e a violência provem do próprio pai e da mãe, as pessoas que - supõe-se - hão de cuidar do filho e protege-lo das agressões do mundo.

 

O acontecimento de Vitoria é uma dolorosa mostra do desamparo em que se encontram a infância e a adolescência LGBTI perante a homofobia e a transfobia. Se já não fosse bastante suportar o bullying e a rejeição social, as crianças e adolescentes LGBTI expõem-se à violência física e psicológica no seu próprio lar, que já não é o refúgio acolhedor e amável que deveria ser.

 

Neste sentido, os estudos realizados acreditam que a falta de apoio familiar é uma das causas devido às quais as tentativas de suicídio entre a juventude LGBTI são três a cinco vezes mais numerosas do que a juventude em geral.

 

As terapias que pretendem reverter a orientação ou a identidade sexual, são também uma forma de agressão que sofrem @s menores LGBTI e que lhes podem ocasionar danos psicológicos permanentes. Precisamente devido ao seu caráter lesivo, o Conselho de Psicologia de Espanha, baniu essas terapias, por serem desnecessárias, inúteis e ocasionar prejuízos graves para a saúde física e mental das pessoas. A proibição legal destes métodos de cura, resulta imprescindível para proteger a infância e a adolescência com uma orientação ou identidade de género não normativa.

 

É urgente a aprovação da lei da igualdade LGBTI que reúna medidas específicas para garantir o bem-estar de meninos, meninas e jovens lésbicas, gays, bissexuais e trans.

 

A formação a todos os níveis no que diz respeito à diversidade sexual e de género é fundamental para abordar o problema da homofobia e da transfobia que a maioria das pessoas sofre desde idades precoces nas suas próprias casas. As famílias têm de ultrapassar os seus preconceitos porque o apoio e a compreensão são fundamentais para o bem-estar dos seus filhos e filhas LGBTI.

 

Nesta questão os poderes públicos têm um papel fundamental. Não devemos esquecer-nos que a Convenção dos Direitos da Criança - ratificada pela Espanha - no seu artigo 2 estabelece:

 

Os Estados Partes comprometem-se a respeitar e a garantir os direitos previstos na presente Convenção a todas as crianças que se encontrem sujeitas à sua jurisdição, sem discriminação alguma, independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra da criança, de seus pais ou representantes legais.

 

No mesmo sentido vai a Lei de proteção de crianças e jovens em perigo que estabelece logo no seu artigo 3.º:

 

A intervenção para promoção dos direitos e proteção da criança e do jovem em perigo tem lugar quando os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto ponham em perigo a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento, ou quando esse perigo resulte de ação ou omissão de terceiros ou da própria criança ou do jovem a que aqueles não se oponham de modo adequado a removê-lo.

 

As crianças LGBTI encontram-se indefesas perante o ódio, a intolerância e a discriminação, protege-las é urgente, pois as suas vidas estão em jogo.

 

Fonte: 20 Minutos

Sete grandes desportistas que tornaram pública a sua homossexualidade

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Encontramo-nos ainda a celebrar o 50.º aniversário dos motins de Stonewall. Uma jornada de celebração e homenagem à pluradidade sexual, à liberdade e, definitivamente, do amor, mas igualmente de reflexão e tomada de consciência do quão longe se chegou e, ao mesmo tempo, do muito que ainda há que caminhar. A luta pelos direitos do coletivo LGBT é uma corrida de fundo na qual vão surgindo continuamente novas frentes para enfrentar junt@s. Nalgumas esferas sociais e profissionais mostrar publicamente a orientação sexual acarreta um desafio importante e o simples facto de contar com figuras de referência resulta fundamental para dar um passo mais no avanço pela igualdade.

 

Por isso, este parece ser um bom momento para enumerar alguns desportistas de élite que, no passado ou mais recentemente, tornaram pública a sua homossexualidade. Neste domínio há muitos exemplos e todos eles valiosos. Assim, perante a necessidade de escolher uns poucos, selecionámos sete homens e mulheres de diferentes modalidades que nalgum momento das suas carreiras profissionais se declararam abertamente gays ou lésbicas:

 

 

Carlos Peralta, natação

 

O nadador espanhol de 25 anos, recordista nacional dos 200 metros mariposa e atleta olímpico no Rio de Janeiro, falou pela primeira vez publicamente acerca da sua homossexualidade no ano passado, precisamente antes das datas do Orgulho, numa entrevista exclusiva ao diário «El Mundo». «As pessoas não compreendem o que se pode sofrer quando nos começamos a autoaceitar. Eu não me senti muito compreendido quer pelos treinadores quer pelos colegas. No meu caso, que tenho uma boa posição desportiva, encontrar-me foi muito difícil», reconheceu o malaguenho durante a sua conversa com o periódico.

 

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Jason Collins, basquetebol

 

O basquetebolista norte-americano foi o primeiro jogador da NBA no ativo a revelar publicamente que é gay. Fê-lo em 2013, quando se encontrava jogando a última temporada da sua carreira na equipa dos Brooklyn Nets, numa entrevista ao «Sports Ilustrated». A sua declaração foi capa dos meios de comunicação norte-americanos e inclusive o presidente Barack Obama aplaudiu oficialmente o seu gesto. O ex-pivot afirmou que ainda que nunca se tivesse proposto ser um pioneiro na hora de estar na linha da frente para falar sobre a homossexualidade no basquetebol de competição, sentia-se «feliz por dar início à conversa».

 

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Gareth Thomas, rugby

 

A história do jogador de rugby Gareth Thomas torna-se ilustrativa na hora de compreendermos o quão difícil pode ser, para alguns desportistas, dar o passo e o sofrimento que resulta desse silêncio forçado. O escocês, ícone da modalidade no seu país e primeiro jogador a disputar 100 jogos pela seleção nacional, da qual foi capitão, esteve casado durante quatro anos com uma mulher. Contudo, em 2009, em pleno processo de divórcio, decidiu-se a sair do armário. Nessa altura reconheceu que sabia da sua orientação sexual desde os 16 anos, mas que a tinha escondido durante tanto tempo com medo da rejeição. De facto, Thomas chegou a confessar que o tormento que sofreu por ver-se condenado a guardar silêncio quase o levou ao suicídio. No ano passado sofreu um ataque homofóbico brutal que demonstra que ainda há muito por fazer.

 

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Martina Navratilova, ténis

 

Ainda que no início deste ano tenha estado na origem de uma grande polémica devido aos seus comentários sobre os desportistas transgénero, não se pode omitir desta lista a ex-tenista checa, uma das maiores da história com 18 Gran Slams no seu historial. A sua biografia lança luz sobre o valor da sua saída do armário, pois temos que ter em consideração o contexto no qual se deu, em 1981. De facto, a desportista pediu a nacionalidade norte-americana e somente quando a obteve é que se decidiu a dar o passo, explicando posteriormente que temia que, ao tornar pública a sua orientação sexual, lhe colocassem dificuldades para sair do seu país natal.

 

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Orlando Cruz, lutador de boxe


O lutador portoriquenho tornou-se no primeiro lutador de boxe  a tornar pública a sua homossexualidade enquanto se encontrava ainda no ativo. Aconteceu em 2012, através de um comunicado no qual o conhecido com o apelido de «O Fenómeno» manifestou o seu orgulho por «ter sido e ser ir ser um homem gay». De facto, durante o seu combate pelo título mundial celebrado em Las Vegas nesse mesmo ano, Cruz levou para o ringue um equipamento desportivo com as cores do arco-íris. «As pessoas disseram-me que sou uma inspiração por ter saído do armário», declarou então o lutador de boxe.

 

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Michael Sam, baseball

 

Eis outro homem pioneiro na sua modalidade, o jogador de baseball nascido no Texas foi o primeiro desportista da NFL a declarar-se abertamente gay quando ainda competia profissionalmente. Primeiro deu-o a conhecer à sua equipa de então, os St. Louis Rams do Missouri, e no ano seguinte, numa entrevista para o canal ESPN, abordou a questão pela primeira vez nos meios de comunicação. O ambiente familiar do desportista, de fortes crenças religiosas e muito conservador, renegou-o e, no ano de 2015, Sam anunciou a sua retirada devido a problemas de saúde mental. Desde essa altura, que tem sido um membro ativo do ativismo LGBT e tem relatado as suas experiências profissionais em várias publicações, documentários e conversas motivacionais.

 

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Megan Rapinoe, futebol

 

A capitã e estrela da seleção norte-americana de futebol está na ribalta por ter conseguido fazer irritar o presidente dos EUA, Donald Trump. A jogadora declarou-se publicamente lésbica no ano de 2012 através da revista «Out» e desde então tem sido uma firme defensora dos direitos do coletivo. Atualmente mantém uma relação amorosa com outra desportista, a famosa basquetebolista Sue Bird, que é uma das jogadoras mais premiadas da história.

 

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Fonte: Tikitakas

 

 

 

Daniel Valero, 'youtuber': «A LGBTfobia não desaparece, esconde-se, e agora estamos vendo que regressa»

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O ódio ao coletivo LGBT é uma realidade. Por exemplo, aqui ao lado, em Espanha, 4 em cada 10 pessoas do coletivo sofreram algum tipo de agressão, no seu círculo mais próximo, sendo que o número de agressões e vexações aumentou cerca de 7% durante este ano. Fenómeno este que não é exclusivo da sociedade espanhola, mas antes transversal à maioria dos países.

 

Com estes dados podemos chegar a uma conclusão clara: falta ainda muito caminho a percorrer. Comprovámos que existe um ódio em relação ao coletivo, mas existe igualmente um grande desconhecimento. Falta formação e estamos num momento crucial. Este é o motivo pelo qual Daniel Valero, mais conhecido por Tigrillo, escreveu LGBT para principiantes, um manual que recolhe 100 perguntas e respostas para saber tudo sobre o coletivo. «A LGBTfobia não desaparece, esconde-se, e agora estamos vendo que regressa, vemos como nos estão atirando aos leões», comenta Daniel.

Rosa Arauzo, separou-se em 1977. Descobriu que era lésbica graças a uma mulher 15 anos mais velha, que tinha deixado o convento ao dar-se conta que estava apaixonada pela sua companheira. Ativista em prol dos direitos do coletivo LGBT desde há muitos anos, manda uma mensagem aos jovens: «Não estão sozinhos».

 

Fonte: Onda Cero

Responsáveis religiosos, incluindo James Martin, SJ, testemunham sobre o aumento global dos crimes de ódio

Foto CNS/Jim Young, Reuters

 

Um grupo de responsáveis religiosos americanos, incluindo James Martin, SJ, testemunhou na passada terça-feira perante um grupo de legisladores que fazem parte da Comissão de Helsínquia sobre o modo como as pessoas de fé pode ajudar a combater os crimes de ódio, cujos relatos têm aumentado nos últimos anos.

 

«Combater de forma eficaz os crimes de ódio requer um esforço abrangente que junte instituições governamentais, sistemas de justiça criminal, agentes da sociedade civil e organizações internacionais,» pode ler-se numa nota de imprensa emitida pela comissão. A Comissão de Helsínqua, fundada em 1976 e oficial denominada como Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) promove «os direitos humanos, a democracia e a cooperação económica, ambiental e militar» entre os seus 57 países membros, entre os quais se encontra Portugal. «Os agentes religiosos e as instituições interconfessionais desempenham um papel importante na promoção de sociedades seguras e inclusivas e na redução da violência, hostilidade e discriminação,» pode ainda ler-se na nota de imprensa.

 

O Pe. James Martin disse que a melhor forma das pessoas de fé combaterem os crimes de ódio é olhar para os casos de preconceito e discriminação nos seus locais de oração.

 Nos últimos anos, o número de crimes de ódio reportados às forças de segurança, nos Estados Unidos, tem aumentado. De acordo com um relatório de 2018 da autoria do FBI, o número de crimes motivados por raça, étnia, religião e orientação sexual reportados por esquadras de polícia locais aumentou, em 2017, 17%, por comparação com 2016. (Críticos do relatório realçam que o facto da estatística do FBI ter por base relatórios voluntários feitos pelas esquadras de polícia locais pode significar que o número real de crimes de ódio possa ser muito superior do que os dados oficiais sugerem). Em abril, o Comité Judiciário da Câmara dos Estados Unidos realizou uma audição sobre crimes de ódio e sobre o papel que os meios de comunicação social desempenham na promoção do nacionalismo branco. Embora o presidente Donald Trump tenha condenado alguns crimes de ódio de maior impacto, os críticos sustentam que ele manifestou o seu apoio aos nacionalistas brancos, como quando afirmou que existiam «excelentes pessoas em ambos os lados» referindo-se a um confronto de 2017 entre nacionalistas brancos e contramanifestantes, em Charlottesville.

 

Num vídeo pré-gravado, o Pe. James Martin, afirmou que a melhor forma das pessoas de fé combaterem os crimes de ódio é olhar para os casos de preconceito e discriminação nos seus locais de oração. Adiantou três ideias sobre como lidar com questões de fanatismo nas comunidades de fé.

 

«Primeiro, olhar de forma clara sobre a forma como as suas organizações falam dos, e realizam o seu ministério com, grupos marginalziados. Segundo, chegando a esses grupos, especificamente para fazer com que eles se sintam acolhidos naquilo que são, afinal de contas, as suas igrejas também. Finalmente, aproveitando todas as oportunidades para estarem publicamente ao lado dessas pessoas, defende-las, lutar por elas, mesmo correndo o risco de perder alguns paroquianos», afirmou.

 

Os ataques motivados pelo ódio religioso têm causado alarme entre alguns líderes mundiais, nos últimos meses.

 

 

O Pe. James Martin apontou para o que afirmou serem exemplos de preconceito na Igreja Católica, incluindo uma declaração da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, nas horas que se seguiram ao tiroteio de 12 de junho de 2016, num bar de Orlando frequentado pela comunidade LGBT que deixou 49 pessoas mortas. A declaração, realçou o Pe. James Martin, não incluiu uma menção específica do grupo alvo no ataque e somente um punhado de bispos americanos produziu as suas próprias declarações após o tiroteio.

 

«Como exercício de pensamento, imaginemos se 49 pessoas de um grupo étnico particular fossem massacradas e o nome desse grupo étnico fosse omitido das declarações públicas. Para além disso, no rescaldo da declaração dos bispos norte-americanos, somente um punhado de bispos católicos, a título individual, acabou por manifestar a sua simpatia. A maioria não disse absolutamente nada. Mesmo na morte a comunidade LGBT permaneceu invísivel para a maior parte da igreja,» disse ele.

 

Rabbi Hazzan Jeffrey Myers da Sinagoga da Árvore da Vida, em Pittsburgh, estava igualmente escalado para testemunhar. Em outubro passado, um atirador matou 11 pessoas reunidas na sinagoga, um dos muitos ataques recentes que tiveram por alvo judeus, um pouco por todo o mundo. Um estudo tornado público no início deste ano relatou que os crimes de ódio anti-semitas no mundo estão a aumentar, particularmente na Europa. Pesquisadores na Universidade de Tel Aviv documentou quase 400 casos de agressão, em 2018, tendo por alvo judeus, com mais de 25% dos ataques violentos a ocorrerem nos Estados Unidos. Os crimes tendo por alvo judeus norte-americanos continuaram durante 2019. Em abril, um homem de 19 anos matou uma pessoa e feriu três outras, incluindo um rabi, num ataque numa sinagoga em Poway.

 

Para além dos ataques nas sinagogas, outros ataques motivados por ódio religioso causaram alarme entre alguns líderes mundiais, nos últimos meses. Um tiroteio em duas mesquitas na Nova Zelândia que provocou mais de 50 mortos causou igualmente um clamor internacional e denúncias de violência religiosa, no início deste ano, e no domingo de Páscoa, mais de 200 pessoas foram mortas em atentados bombistas que tiveram como alvo igrejas cristãs no Sri Lanka.

 

Outra das pessoas agendada para testemunhar foi Radia Bakkouch, responsável da organização Coexister sediada em Paris, que promove o diálogo interreligioso entre os jovens; Alina Bricman, presidente da União Europeia dos Estudantes Judeus; Ursa Ghazi, diretora de política e programas da America Indivisible, um grupo que luta contra a intolerância contra os Muçulmanos e o Rev. Aaron Jenkins, uma vice-presidente do The Expectations Project, um grupo que procura ligar lugares de oração a escolas públicas que precisem de auxílio.

 

Fonte: America The Jesuit Review

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