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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

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Cardeal Tobin: A linguagem do Catecismo sobre a homossexualidade é «muito infeliz»

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Cardeal Joseph Tobin de Newark modera um painel no Encontro Mundial de Famílias 2018. Créditos: Daniel Ibanez / CNA

 

O arcebispo de Newark afirmou que a linguagem usada pelo Catecismo da Igreja Católica para descrever os atos homossexuais é «muito infeliz», acrescentando que espera que o Catecismo possa vir a usar uma linguagem diferente na sua discussão sobre a homossexualidade.

 

«Penso que a igreja está a ter a sua própria conversa sobre aquilo que a nossa fé quer que façamos e digamos às pessoas envolvidas em relacionamentos que são do mesmo sexo. Aquilo que deveria permanecer sem debate é que somos chamados a acolher essas pessoas,» afirmou o cardeal Joseph Tobin.

 

«Porém como é que se podem acolher pessoas a quem chamamos de «intrinsecamente desordenadas»?», questionou-o Anne Thompson, no programa «Today Show».

 

«Bem eu não lhes chamo «intrinsecamente desordenadas», respondeu Tobin.

 

«Mas isso não faz parte do Catecismo da Igreja Católica?», perguntou-lhe Thompson

 

«Faz,» disse o cardeal Tobin, acrescentando «é uma linguagem muito infeliz. Esperemos que, um dia, essa linguagem seja um pouco menos dolorosa.»

 

O Catecismo da Igreja Católica afirma que os atos homossexuais são «intrinsecamente desordenados», uma frase que igualmente utiliza para descrever outros atos sexuais ensinados pela igreja como sendo imorais.

 

O Catecismo não descreve as pessoas homossexuais, em si, como «intrinsecamente desordenadas,» embora afirme que a inclinação homossexual, conjuntamente com outras inclinações sexuais para o pecado, é «objetivamente desordenada.»

 

Num parágrafo anterior, o Catecismo afirma que «o prazer sexual é moralmente desordenado quando procurado só por si, isolado das suas finalidades procriativas e unitivas.»

 

O Catecismo acrescenta ainda que «homens e mulheres que têm tendências sexuais profundamente enraizadas... devem ser aceitas com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição.»

 

O cardeal Tobin referiu o livro de 2017 «Construindo uma Ponte», do Pe. James Martin, SJ, que igualmente instou a igreja a alterar a linguagem com a qual discute a homossexualidade.

 

Sobre o livro, o cardeal Tobin afirmou que «em demasiados sítios na nossa igreja, tem-se feito as pessoas não se sentirem bem-vindas, excluídas e, mesmo, envergonhadas. O novo, bravo, profético e inspirador livro do Pe. Martin marca um passo essencial ao convidar os responsáveis da igreja a ministrarem com maior compaixão e ao recordar às pessoas católicas LGBT que fazem tanto parte da nossa igreja como qualquer outr@ católic@.»

 

Fonte: Catholic News Agency