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Associação RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBTQ (Portugal)

Somos católic@s LGBTQ que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

17 de Agosto, 2019

Dia Internacional da Juventude - 12 de agosto de 2019: O flagelo de ficarem na rua contribui para as dificuldades enfrentadas pela juventude LGBT

Rumos Novos - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

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Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, o Perito Independente das Nações Unidas contra a violência e discriminação baseadas na orientação sexual e identidade de género, Victor Madrigal-Borloz, e a Relatora Especial sobre o direito à habitação, Leilani Farha, apelam aos Estados para que adotem urgentemente medidas para lidar com as práticas discriminatórias contra @s jovens LGBT no que diz respeito à habitação. Emitiram a seguinte declaração:

 

«Como resultado da intolerância religiosa e cultural que pode incluir a violência sexual, mas não só, @s jovens lésbicas, gays, bissexuais, trans e de género diverso (LGBT) em todo o mundo enfrentam a exclusão sócioeconomica, incluindo no seio dos seus próprios lares e comunidades, e a censura e punição familiares podem forçá-l@s a abandonar o lar, o que os torna mais vulneráveis a ainda mais violência e discriminação, um fator que é agravado em função da idade, dependência económica e da família e redes comunitárias. Isto explica porque @s jovens LGBT se encontram em número desproporcionalmente elevado em populações sem-abrigo e porque, uma vez na rua, enfrentam discriminações adicionais.

 

Ser um@ sem-abrigo pode ser igualmente uma consequência de outras formas de exclusão de direitos humanos fundamentais. Na escola muit@s jovens LGBT sofrem bullying, que resulta em taxas de abandono escolar que são mais elevadas do que a média e que tem consequências a longo-prazo para o seu projeto de vida. @s jovens LGBT têm menor probabilidade de possuírem os níveis educacionais e as competências para encontrar emprego e alcançar a segurança económica, que por seu lado afeta a sua oportunidade de encontrarem alojamento adequado.

 

O impacto de uma situação tão grave de exclusão não pode ser subestimado, com um estudo recente a concluir que praticamente quase dois terços d@s jovens LGBT que são sem-abrigo tinham lutado com problemas de saúde mental e os estudos sugerem que el@s têm maior probabilidade de reportarem depressão, desordem bipolar e intenção e tentativas de suicídio. Ess@s jovens têm igualmente probabilidade de terem acesso a cuidados de saúde e são extremamente vulneráveis ao abuso de álcool e drogas.

 

Ao abrigo da lei internacional dos direitos humanos e na linha dos Objetivos para um Desenvolvimento Sustentável, os Estados têm a obrigação imediata de implementarem o direito à habitação e de eficazmente lidarem com o problema d@s sem-abrigo. Os Estados devem dar passos imediatos para lidar, como questão prioritária, com as causas estruturais subjacentes às situações de sem-abrigo visando a sua eliminação em 2030. Dentro desse contexto, as medidas adotadas pelos governos nacionais e locais devem prevenir que @s jovens LGBT se tornem sem-abrigo, assegurando que as políticas e os programas de habitação sejam inclusivos em relação às pessoas LGBT e que lidam com as necessidades da juventude LGBT.»

A versão integral da declaração pode ser lida aqui [em inglês].

 

Fonte: OHCHR

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