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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Somos católic@s LGBT que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

Gémeos rejeitados numa creche por terem pais homossexuais

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Dois gémeos de três anos e meio foram rejeitados por uma Creche em Lenzburg, na Suiça, somente devido à sexualidade dos pais.

 

Uma creche de Lenzburg recusou Rafael e Raúl pois os pais destes gémeos de três anos e meio são homossexuais. Questionada pelo jornal "Lenz­burger Bezirks-Anzeiger", a responsável pela creche referiu que uma tal configuração familiar não era "nem normal nem natural". Ela disse ainda que "as crianças podem ser muito más entre elas e, por isso, não pretendia acolher os filhos de um casal gay", refere Stefan, um dos pais dos gémeos ao jornal suíço 20 Minutes.

 

"Este comportamento é discriminatório", lamenta Regula Aeschbach, presidente das creches do cantão da Argóvia. Contudo, esta creche é privada pelo que não beneficia de qualquer financiamento público e, por isso, não está obrigada a aceitar crianças, explica o chanceler da comuna de Lenzburg, Christoph Hofstetter. "Este caso mostra que a proteção contra o ódio e a discriminação é uma necessidade. Se estas crianças tivessem pais judeus, uma exclusão deste tipo será logo punível", revela Cordula Niklaus, membro do comité para a extensão da norma antirracista.

Os gémeos de 3 anos Rahul e Rafael

 

Refira-se a este propósito que o Parlamento suíço decidiu tornar puníveis os apelos ao ódio e à discriminação contra as pessoas homossexuais. Para dar cumprimento a esta intenção, a norma antirracista em vigor, que condena a discriminação das pessoas em função da sua raça, etnia ou religião, foi completada com a orientação sexual. O partido União Democrática Federal e os jovens da UDC (União Democrática do Centro) combateram esta alteração através da solicitação de um referendo. O povo irá pronunciar-se no próximo dia 9 de fevereiro de 2020.

 

"É bom que o nosso caso tenha levado a uma discussão sobre a homofobia na sociedade", disse Stefan. "Esperamos que nenhum outro casal gay ou lésbico tenha que enfrentar a mesma discriminação que nós enfrentámos".

 

Fontes: Oveja Rosa,  20 Minutes e Lenz­burger Bezirks-Anzeiger