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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Somos católic@s LGBT que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

Na Roménia o referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo não consegue atrair número suficiente de eleitores

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O referendo que procurava alterar a constituição romena de forma a tornar o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda mais difícil não conseguiu reunir o número mínimo de votos exigido para ser vinculativo.

A comissão nacional de eleições romena afirmou, no último domingo (7 de outubro), que somente 20,4% dos eleitores tinham votado, uma percentagem significativamente mais baixa do que a mínima necessária de 30%.

 

O que aconteceu?

A Roménia realizou um referendo controverso a 6 e 7 de outubro que poderia ter tornado ainda mais difícil que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse legalizado.

 

A ideia do referente surgiu após a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo numa série de países da UE desde o virar do século.

 

Os apoiantes por detrás do referendo queriam evitar que esta vaga chegasse à Roménia.

 

O que foi perguntado aos eleitores?

Foi perguntado aos romenos se queriam alterar a constituição de forma a reconhecer o casamento como sendo entre um homem e uma mulher.

 

A definição atual, neutra quanto ao género, tem o casamento como sendo a «união dos conjuges».

 

A Coligação Pela Família, um grupo de Organizações Não Governamentais que ajudaram a despoletar a votação, temia que a atual formulação abrisse a porta a que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse legalizado no futuro.

 

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Qual foi a reação?

Vlad Viski, presidente do grupo para os direitos LGBT, MozaiQ, afirmou estar «extremamente encantado com o facto de os romenos terem rejeitado o ódio» ao boicotarem a votação.

 

Afirmou que o resultado mostrou que a «igreja não tem lugar na política» e que continuará a trabalhar para fazer pressão para que a legalização das uniões de facto seja uma realidade o mais rapidamente possível.

 

A propósito a ILGA-Europa afirmou que «a campanha de ódio contra a comunidade LGBTI na Roménia fracassou. Porém, o referendo demonstrou o quão vulnerável é esta comunidade, na ausência de legislação específica que reconheça as parcerias entre pessoas do mesmo sexo e famílias. É tempo para que a Roménia assegure finalmente que os casais de pessoas do mesmo sexo são legalmente reconhecidos.»