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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Somos católic@s LGBT que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

«Os homossexuais não podem ficar fora da pastoral»

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Mulheres, homossexuais, ecumenismo, ecologia... Os grandes temas continuam presentes no debate dos padres sinodais, quando as discussões chegam ao final da segunda semana. Desta modo, o Prefeito de Comunicação, Paolo Ruffini, destacou no briefing do meio dia, do passado dia 17 de outubro, que «os homossexuais não podem ficar fora da pastoral».

 

No encontro do dia 17, participaram também o prior de Taizé, o irmão Alois; o abade cisterciense, Mauro Lepori; o bispo da Islândia, David Bartimej; e o delegado fraterno, pastor Marco Fornerone.

 

Na sua intervenção, o irmão Alois sublinhou o modo como «é importante mostrar a disponibilidade da igreja para acolher e escutar as pessoas que desejam partilhar uma alegria ou uma dor». «Muitas pessoas de diversas confissões desejam orar juntas», destacou o religioso francês, que referiu que «este tema deve estar mais presente no Sínodo».

 

Por seu turno, Ruffini insistiu que nesta fase do Sínodo se «encontram muito presentes os temas do modo como participar com os jovens no ambiente digital e do acompanhamento por parte da Igreja. Nestes domínios é necessário um verdadeiro diálogo intergeracional».

 

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Lepori insistiu que os padres sinodais «não querem ser 'carteiros que trazem um texto', mas testemunhas do que se passa no Sínodo». deste modo, sublinhou, os bispos «estão a escutar muitas intervenções e testemunhos importantes que nos tocam o coração e que levaremos para casa como experiência de comunhão».

 

«A contribuição ecuménica é importante neste Sínodo», sublinhou o irmão Alois, destacando a diferença com o ocorrido nos Sínodos precedentes. «É mais uma forma de reforçar a comunhão», sublinhou o prior de Taizé, uma opinião partilhada com o abade cisterciense: «O Sínodo é como uma obra de comunhão. Uma obra em curso».

 

«Devemos escutar o Espírito Santo e não somente a nós mesmos», acrescentou Lepori. Por seu lado, monsenhor Tencer apontou que «este Sínodo foi muito bem preparado», pois houve comunicação «com kovens de todo o mundo». «Temos de valorizar as possibilidades que os novos meios nos oferecem», destacou.

 

«Vejo uma experiência de conversão na qual todos nós experimentamos a amizade com Cristo e com a Igreja. Temos de escutar os jovens e dar testemunho de uma Igreja que coloca a comunhão em primeiro lugar», rematou o irmão Alois.

 

Por seu turno, Fornerone mostrou a alegria dos valdenses pelo «diálogo sobre a linguagem» e pelo desejo maioritário de «uma maior participação das mulheres». Ruffini concluiu o breafing realçando que nas últimas intervenções falou-se da Igreja no mundo digital, das migrações, do meio ambiente e da família e «reafirmou-se o valor sagrado da vida».

 

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