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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Somos católic@s LGBT que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

Passaram 40 anos desde que a "bandeira da liberdade" foi desfraldada pela primeira vez

O seu criador foi o artista norte-americano e ex-soldado Gilbert Baker, o qual executou o estandarte do coletivo LGBTI, a pedido do ativista político homossexual Harvey Milk.

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No passado dia 25 de junho cumpriram-se 40 anos desde que a bandeira LGBT, também conhecida como a "bandeira da liberdade", foi desfraldada pela primeira vez numa marcha do Orgulho. Isto passou-se no Pride de S. Francisco, quando a 25 de janeiro de 1978, o seu criador a desfraldou no desfile que percorreu as ruas desta cidade californiana, nos Estados Unidos.

 

A bandeira foi um pedido do político, abertamente homossexual, Harvey Milk, que viu a necessidade de que o coletivo tivesse um símbolo que o identificasse e que sentisse como seu.

 

"O nosso trabalho enquanto pessoas gay era sair publicamente, ser visíveis, viver de verdade, sair da mentira. Uma bandeira encaixa com esta missão, porque é uma forma de proclamar a tua visibilidade, ou dizer: 'Este é quem sou!'", foram as palavras de Baker quando o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa) adquiriu a bandeira original, a qual constava de oito faixas e foi totalmente executada à mão. Baker faleceu em 2017, aos 65 anos.

 

Após o assassinato de Harvey Milk, ocorrido a 27 de novembro de 1978, a procura da bandeira aumentou. O desejo de Milk de que a bandeira unisse toda a comunidade sob um mesmo símbolo cumpriu-se e hoje a bandeia do arco-íris é um instrumento de inclusão mundial. Anteriormente existiam outras bandeiras utilizadas pelo coletivo nos primeiros anos das lutas enraizadas nos acontecimentos de Stonewall de 28 de junho de 1969. Contudo, foram as cores arco-íris aquelas que se tornaram mundialmente famosas e hoje são o maior símbolo internacional do coletivo.

 

A bandeira original era formada por oito cores, cada uma com os seus significados:

  • Rosa: sexualidade;
  • Vermelhor: vida;
  • Laranja: saúde;
  • Amarelo: luz do Sol;
  • Verde: natureza;
  • Turquesa: arte/ magia;
  • Anil/ Azul: serenidade;
  • Violeta: espírito.

Atualmente, há propostas no sentido de acrescentar novas cores á bandeira LGBT de modo a incluir nela outros setores marginalizados e os novos objetivos que orientam a luta do coletivo nos nossos dias.

 

 

Artigo original: aqui.