Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Somos católic@s LGBT que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

Documento da Igreja reconhece, pela primeira vez, as pessoas "LGBT"

 

2_1.jpg

Vaticano reconheceu as pessoas LGBT pela primeira vez, quando os bispos admitem que a Igreja deve ser mais inclusiva.

 

No documento de trabalho preparatório ("Instrumentum laboris", de 19 de junho) da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá no próximo mês de outubro, pode ler-se que "os jovens LGBT" querem poder "beneficiar de uma maior proximidade" com a Igreja.

 

Parece estar a assistir-se a um romper com o tipo de linguagem anterior utilizada pelo Vaticano, que no passado incluía "pessoas com tendências homossexuais", enquanto documentos mais recentes utilizaram o termo "homossexuais".

 

O Papa Francisco utilizou igualmente a palavra "gay" na sua já célebre conferência de imprensa, aquando do seu regresso das Jornadas Mundiais da Juventude, no Brasil.

 

Na conferência de imprensa o Cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, disse aos jornalistas que o termo tinha sido incluído no documento de trabalho porque tem sido utilizado pelos jovens e a Igreja "está aberta. Não quer estar fechada sobre si mesma".

 

"O objetivo primordial do Sínodo é fazer com que toda a Igreja se aperceba da sua tarefa importante e de modo algum opcional, no acompanhamento de cada jovem, sem exclusão, em direção à alegria do amor", afirmou o Cardeal

 

A expressão pode encontrar-se na primeira parte do parágrafo 197 do documento, no tópico "Jovens, a fé e o discernimento vocacional", que aqui transcrevemos na íntegra:

 

197. Por exemplo, no SI[1] alguns peritos chamaram a atenção para o modo como o fenómeno migratório pode transformar-se numa oportunidade para um diálogo intercultural e para a renovação das comunidade cristãs em risco de involução. Alguns jovens LGBT, através de vários contributos enviados à Secretaria do Sínodo, desejam "beneficiar de uma maior proximidade" e experimentar um maior cuidado por parte da Igreja, enquanto que algumas CE[2] se interrogam sobre o que propor "aos jovens que em vez de constituírem casais heterossexuais decidem constituir casais homossexuais e, sobretudo, desejam permanecer na esfera da Igreja".

 

[1] SI - Seminário Internacional sobre a Condição Juvenil (11-15 setembro 2017).

[2] CE - Conferências Episcopais.

 

OBS.: O texto integral do documento pode ser lido clicando aqui (em italiano).