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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBTQ (Portugal)

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Porta-voz duma associação LGBT tunisina agredido em Paris

Transportado pelos bombeiros, Nidhal Belarbi passou a noite nas urgências com «numerosas contusões nas costas e no pescoço». Twitter @LGBTphobie_INFO

O porta-voz de SHAMS, uma associação LGBT tunisina foi agredido na noite de quinta-feira no 11.º Bairro parisiense. Em número de quatro, os seus agressores «espancaram» Nidhal Belarbi enquanto «proferiam insultos homofóbicos», de acordo com o comité IDAHO - França.

 

Num comunicado, a associação de luta contra a homofobia explica que um homem, que já o tinha agredido na Tunísia, reconheceu-o na rua e «juntou mais três pessoas para o atacar». De acordo com a AFP, a vítima não tem fraturas, mas sofre de «numerosas contusões nas costas e no pescoço» que exigiram a colocação de um colar cervical.

 

Regressado a casa «em estado de choque», Nidhal Belarbi foi transportado pelos bombeiros. Um homem teria então tentado entrar à força no veículo: «Nidhal ficou imediatamente com medo. Disse «É ele, reconheço-o». Era o seu agressor que vinha «terminar o trabalho». Foi necessário que o bombeiro o empurrasse para trás e trancasse a porta», relata Louis-Georges Tin à AFP.

 

O fundador da Jornada Mundial contra a Homofobia e a Transfobia dá abrigo ao porta-voz de SHAMS à espera que este encontre um alojamento, pois o tunisino obteve asilo político em França depois de ter sido condenado e encarcerado por homossexualidade no seu país em 2017.

 

No seio do SHAMS (sol, em árabe), criado em 2015, ele milita em prol da despenalização da homossexualidade na Tunísia. O cofundador da associação LGBT, o advogado Mounir Baatour, é candidato à eleição presidencial tunisina, prevista para 15 de setembro. Um anúncio que suscitou debates vivos, mesmo na comunidade LGBT.

 

Inquérito aberto

Depois de uma noite passada nas urgências, Nidhal Belarbi apresentou-se da esquadra de polícia para apresentar queixa, de acordo com o IDAHO - França. «A vítima apresentou queixa no dia seguinte tendo declarado a existência de uma intenção homofóbica na sua agressão», confirma uma fonte policial, de acordo com a AFP. De acordo com esta agência, a agressão aconteceu pelas 00h30 e envolve três pessoas.

 

De acordo com o IDAHO - França, para um dos agressores esta não seria «a sua primeira agressão». Tratar-se-ia de um segurança de um bar da rue de Lappe, no bairro da Bastilha, não muito longe do local do ataque. Alexandre Marcel, presidente do comité, exigiu à autarquia parisiense que «suspenda a licença de exploração desse café, uma vez que o seu responsável irá continuar a contratar e financiar agressores homófobos».

 

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação por «violência voluntária em função da orientação sexual da vítima».

 

Fonte: Le Parisien