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RUMOS NOVOS - Católicas e Católicos LGBT (Portugal)

Somos católic@s LGBT que sentiram a necessidade de juntos fazerem comunhão, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado a tod@s por Jesus Cristo.

Sondagem constata que a maioria dos católicos quer uma mudança quando à abordagem das pessoas LGBT

Sondagem conclui que existe "um apelo pungente à hierarquia da igreja católica, a partir dos seus fiéis, de que é tempo de mudar a abordagem às pessoas LGBT".

 

Uma sondagem realizada pela YouGov, uma agência independente de sondagens, para a Campanha Equal Future 2018, com inquirição de um total de 9606 pessoas (cerca de 1200 pessoas em cada um dos países onde teve lugar) no Brasil, México, Colômbia, Filipinas, Estados Unidos, França, Espanha e Itália, países que compreendem metade da população mundial de católicos batizados, mostra que a maioria dos católicos praticantes querem que a igreja tenha uma abordagem mais positiva em relação às pessoas LGBT e que mude os seus ensinamentos nesta área, pois o ensinamento e abordagem atuais da hierarquia face às pessoas LGBT provoca dano nas crianças e jovens, pelo que é tempo de a hierarquia se colocar a par dos fiéis. De sublinhar que não estamos perante um apelo exterior à igreja católica, mas de um apelo que vem dos próprios fiéis.

 

A Equal Future 2018 é uma coligação de católicos progressistas e grupos de jovens de mais de 60 países no mundo, entre os quais se inclui a Rumos Novos - Católicas e Católicos LGBT (Portugal), cujo objetivo é pôr fim ao dano causado a crianças e jovens católicos pela perceção de que ser LGBT é um infortúnio ou um desapontamento e que, infelizmente, conduz muitos deles ao suicídio.

 

A sondagem mostra ainda que os mais jovens são mais propensos a serem apoiantes da mudança no ensinamento da Igreja católica. Contudo, as pessoas mais idosas ficaram somente ligeiramente abaixo nesse apoio. 62% dos inquiridos com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos apoiam mudanças, contra 13% que discordam; enquanto que 58% dos católicos com mais de 30 anos defendem essas mudanças, contra 17 porcento que se lhes opõem.

 

À questão sobre se "A igreja católica deveria reconsiderar o seu ensinamento sobre a temática LGBT como forma de apoiar a saúde mental e o bem-estar de crianças e jovens?", 63% dos católicos praticantes responderam que sim e 16% que não. Isto comparado com 65% dos católicos batizados (que podem já não ser praticantes) que estão de acordo e 15% que discordam. De sublinhar que 59% da população em geral também concorda com a mudança, percentagem que, contudo, é mais baixa do que aquela dos católicos praticantes, mas mesmo assim significativa.

 

Os resultados desta sondagem foram igualmente enviados ao cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Jovens, a decorrer em Roma até ao próximo dia 28.

 

Recorde-se, a propósito deste sínodo, que pela primeira vez na história da Igreja católica, um documento preparatório contém as siglas LGBT ao afirmar que “alguns jovens LGBT… desejam ‘beneficiar de uma maior proximidade’ e sentir-se amparados pela Igreja”.

 

O desafio coloca-se, neste momento, no modo como a hierarquia irá escutar a voz dos fiéis e dos jovens, particularmente, as católicas e os católicos LGBT cuja marginalização e atitudes anti-LGBT por parte dessa mesma hierarquia lhes provoca um dano real e profundo.

 

GRÁFICOS DA SONDAGEM

(Tradução da Rumos Novos - Católicas e Católicos LGBT)

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